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Estrat¨¦gia clim¨¢tica
A crise clim¨¢tica global constitui uma realidade amplamente reconhecida e respaldada pela ci¨ºncia, configurando-se como um desafio urgente, com impactos significativos n?o apenas sobre a cadeia produtiva da Companhia, mas tamb¨¦m sobre a sociedade como um todo. Nesse contexto, a estrat¨¦gia de transi??o clim¨¢tica da ÀÖ²¥´«Ã½ considera as complexidades inerentes ¨¤ descarboniza??o de setores de dif¨ªcil abatimento, nos quais est¨¢ inserida. Essa estrat¨¦gia se fundamenta em premissas como a colabora??o ao longo da cadeia de valor, por meio de parcerias estruturantes, o avan?o na disponibilidade e viabilidade de tecnologias de baixo carbono e a evolu??o dos ambientes regulat¨®rios em alinhamento com os objetivos clim¨¢ticos globais.
A Companhia reconhece o papel estrat¨¦gico do setor de minera??o e metais para o alcance dessa ambi??o, ao fornecer insumos essenciais ao desenvolvimento econ?mico e ao bem-estar social, bem como ao viabilizar a transi??o para uma economia de baixo carbono por meio da produ??o de minerais estrat¨¦gicos. Portanto, a Companhia tem avan?ado de forma consistente na implementa??o de sua estrat¨¦gia, com iniciativas voltadas ¨¤ descarboniza??o de suas opera??es, ao engajamento da cadeia de valor e ao fortalecimento da resili¨ºncia frente aos riscos clim¨¢ticos.
Suportada por iniciativas tecnol¨®gicas de desenvolvimento de novos produtos menos carbono intensivo, parcerias estrat¨¦gicas com clientes e fornecedores, assim como aperfei?oamento da efici¨ºncia energ¨¦tica na log¨ªstica, a ÀÖ²¥´«Ã½ assume a responsabilidade de investir continuamente em tecnologia e inova??o, com o objetivo de reduzir as emiss?es diretas e indiretas de gases de efeito estufa (GEE) e de contribuir de forma efetiva para a transi??o rumo ¨¤ uma economia de baixo carbono.
A Companhia avan?ar¨¢ rumo a uma economia de baixo carbono a partir de uma abordagem integrada que considera os riscos e impactos sobre as pessoas e o meio ambiente. A abordagem adotada para promover uma transi??o energ¨¦tica justa nas opera??es, na cadeia de valor e nos territ¨®rios onde a Companhia atua est¨¢ alinhada ¨¤s diretrizes estabelecidas nas pol¨ªticas de Sustentabilidade, Mudan?as Clim¨¢ticas e Direitos Humanos. Acesse o Posicionamento de Transi??o Justa da ÀÖ²¥´«Ã½.
Para mais informa??es sobre a nossa estrat¨¦gia de transi??o clim¨¢tica, acesse o .
Nota explicativa
S?o gases presentes na atmosfera que absorvem parte da radia??o infravermelha refletida pela superf¨ªcie terrestre, impedindo que essa seja liberada para o espa?o e contribuindo com o aquecimento do planeta atrav¨¦s do agravamento do efeito estufa. O Protocolo de Gases de Efeito Estufa (GHG Protocol) classifica as fontes de emiss?es desses gases em tr¨ºs tipos:
-
Escopo 1: emiss?es diretas provenientes de fontes que s?o de propriedade ou controladas pela organiza??o (ocorrem dentro dos limites organizacionais);
-
Escopo 2: emiss?es indiretas associadas ¨¤ aquisi??o e ao consumo de eletricidade, vapor, aquecimento ou resfriamento, por¨¦m a organiza??o n?o controla nem ¨¦ propriet¨¢ria da fonte geradora (fora dos limites organizacionais);
-
Escopo 3: outras emiss?es indiretas que ocorrem ao longo da cadeia de valor (fora dos limites organizacionais), mas que tamb¨¦m n?o s?o de propriedade e nem controladas pela organiza??o.
Entenda
- Escopo 1: s?o as emiss?es diretas de fontes pr¨®prias ou controladas pela organiza??o, decorrentes do transporte e dos processos industriais nas minas, da pelotiza??o e das atividades das ferrovias. Solu??es desenvolvidas: substitui??o de combust¨ªveis e efici¨ºncia energ¨¦tica.
- Escopo 2: s?o as emiss?es indiretas oriundas do consumo de energia el¨¦trica e/ou t¨¦rmica, adquiridas pela ÀÖ²¥´«Ã½. Solu??es desenvolvidas: aquisi??o de fontes renov¨¢veis, ativos de gera??o renov¨¢vel e certificados de energia.
- Escopo 3: s?o emiss?es indiretas de gases de efeito estufa (GEE) que ocorrem ao longo da cadeia de valor da ÀÖ²¥´«Ã½, mas n?o est?o diretamente relacionadas ¨¤s suas opera??es. As principais fontes dessas emiss?es est?o associadas principalmente ao transporte de min¨¦rio de ferro e outros produtos, bem como ao uso de a?o e outros produtos da minera??o. Solu??es desenvolvidas: Briquete ÀÖ²¥´«Ã½ e parcerias com nossos clientes mais representativos em busca de oportunidades para desenvolver solu??es focadas na redu??o das emiss?es de CO2.
Governan?a clim¨¢tica
A ÀÖ²¥´«Ã½ mant¨¦m uma estrutura de governan?a corporativa alinhada ¨¤s melhores pr¨¢ticas globais, visando assegurar a qualidade e a consist¨ºncia do processo decis¨®rio. A Companhia adota uma estrutura de governan?a para a supervis?o dos riscos e oportunidades relacionados ¨¤ sustentabilidade, sustentada por controles e procedimentos espec¨ªficos, que monitoram tanto a defini??o de metas, quanto o seu desempenho em rela??o a esses objetivos. Desta forma, utiliza mecanismos que abrangem a identifica??o de riscos e oportunidades, a avalia??o de materialidade, o desenvolvimento de estrat¨¦gias, m¨¦tricas e metas, al¨¦m do monitoramento cont¨ªnuo do progresso e da formula??o integrada de pol¨ªticas de sustentabilidade. Esses controles e procedimentos fazem parte da gest?o de riscos da ÀÖ²¥´«Ã½ e est?o integrados ¨¤s fun??es dos ?rg?os de Governan?a e ¨¤s demais fun??es internas da Companhia.

Cana? dos Caraj¨¢s S11D. Foto: Jeferson Capela.
ÀÖ²¥´«Ã½
Implement practices aimed at continually improving workplace physical and psychological health and safety, and monitor performance for the elimination of workplace fatalities, serious injuries, psychosocial hazards and prevention of occupational diseases, based upon a recognised international standard or management system. O Conselho de Administra??o e o Comit¨º de Sustentabilidade s?o engajados de forma a impulsionar as habilidades e compet¨ºncias apropriadas para supervis?o dos riscos e oportunidades relacionados aos temas de sustentabilidade, podendo a Companhia contratar especialistas externos para auxiliar o Comit¨º no aprofundamento de quest?es espec¨ªficas sobre o tema, bem como buscando assegurar que os riscos e as oportunidades identificadas e seus trade-offs sejam considerados na tomada de decis?es estrat¨¦gicas da Companhia em rela??o a transa??es relevantes.A , aprovada pelo Comit¨º Executivo e pelo Conselho de Administra??o, reafirma o compromisso da ÀÖ²¥´«Ã½ com a resili¨ºncia clim¨¢tica e a transi??o para uma economia de baixo carbono. A Pol¨ªtica est¨¢ estruturada e alinhada a padr?es internacionais, incorporando an¨¢lises de trade-offs entre viabilidade econ?mica e impactos clim¨¢ticos. Ela refor?a nossos compromissos p¨²blicos relacionados ¨¤ redu??o de emiss?es de GEE, considerando a transi??o justa e influenciando positivamente os demais atores da cadeia de valor.
Para mais informa??es sobre a nossa estrat¨¦gia de transi??o clim¨¢tica, acesse o Relat¨®rio Anual 2025.
Metas clim¨¢ticas
Metas
Nota Explicativa
Tratado internacional adotado em 2015, no ?mbito da Conven??o-Quadro das Na??es Unidas sobre Mudan?a do Clima (UNFCCC), com o objetivo de limitar o aumento da temperatura m¨¦dia global a bem abaixo de 2¡ãC (cen¨¢rio WB2D), envidando esfor?os para restringi-lo a 1,5¡ãC em rela??o aos n¨ªveis pr¨¦-industriais. O acordo estabelece uma estrutura global de coopera??o clim¨¢tica baseada na responsabilidade comum, por¨¦m diferenciada, aplic¨¢vel a todos os pa¨ªses signat¨¢rios.
At¨¦ 2050, a Companhia se compromete em reduzir as emiss?es de suas opera??es e projetos (Escopo 1 e Escopo 2) e neutralizar as emiss?es residuais com o uso de remo??es, considerando uma trajet¨®ria justa e compat¨ªvel com a rota de emiss?o l¨ªquida zero at¨¦ 2050.
- Meta 2030: reduzir em 33%?as emiss?es absolutas de?Escopos 1 e 2 (market-based) em rela??o ao ano-base de 2017.?
- Meta 2035: reduzir em 15%?as emiss?es l¨ªquidas de?Escopo 3 em rela??o ao ano-base de 2018.
- Meta 2050: alcan?ar as emiss?es l¨ªquidas zero de?Escopos 1 e 2 (market-based).
Desempenho
Hist¨®rico anual das emiss?es de GEE
Em milh?es de toneladas de CO2e


Iniciativas de descarboniza??o
Como um dos principais produtores globais de min¨¦rio de ferro, n¨ªquel e outros minerais cr¨ªticos, a ÀÖ²¥´«Ã½ contribui para a amplia??o da eletrifica??o do transporte, o desenvolvimento da infraestrutura energ¨¦tica e a viabiliza??o de tecnologias fundamentais ¨¤ transi??o clim¨¢tica, incluindo baterias, turbinas e¨®licas, pain¨¦is solares e sistemas de distribui??o de energia, entre outras.
A ÀÖ²¥´«Ã½ segue dando continuidade ¨¤ implementa??o de seu roadmap de descarboniza??o. Desde 2020, os gastos da Companhia com mitiga??o e adapta??o totalizaram aproximadamente USD 1,7 bilh?o. Esses investimentos est?o organizados em um conjunto de iniciativas submetidas a avalia??es estrat¨¦gicas de viabilidade econ?mica, considerando seus custos, benef¨ªcios e efeitos projetados na redu??o de emiss?es. Dessa forma, a Companhia busca assegurar que cada a??o contribua para o avan?o das metas clim¨¢ticas da empresa a partir da prioriza??o das alternativas mais eficientes.
Escopo 1
A ÀÖ²¥´«Ã½ direciona seus esfor?os para a promo??o da efici¨ºncia energ¨¦tica, a substitui??o de combust¨ªveis f¨®sseis por alternativas renov¨¢veis e a ado??o de tecnologias inovadoras. Entre as iniciativas em curso, destacam-se os testes de caminh?es el¨¦tricos de 72 toneladas, iniciados em 2022, e aquelas voltadas ¨¤ incorpora??o de combust¨ªveis renov¨¢veis nas frotas operacionais, em fun??o da reconhecida competitividade do Brasil no segmento de biocombust¨ªveis.
Nesse contexto, a Companhia desenvolve parcerias voltadas ¨¤ implementa??o de locomotivas e caminh?es com tecnologia bicombust¨ªvel (dual fuel), com potencial de redu??o de emiss?es a partir da combina??o de etanol e diesel. Em 2025, foram iniciados testes em campo com biodiesel nas misturas B30 e B50 em caminh?es fora de estrada, com potencial de redu??o de emiss?es de at¨¦ 35% em compara??o ao diesel atualmente utilizado nas opera??es no Brasil.

Cana? dos Caraj¨¢s S11D. Foto: Breno Pompeu.
Complementando esses avan?os, as ferrovias sob concess?o da ÀÖ²¥´«Ã½ no Brasil ¡ª Estrada de Ferro Caraj¨¢s (EFC) e Estrada de Ferro Vit¨®ria a Minas (EFVM) ¡ª registraram uma redu??o estimada de 11 milh?es de litros no consumo anual de diesel projetado para 2025, equivalente a aproximadamente 28 mil toneladas de CO?e evitadas. Esse resultado decorre de um conjunto de iniciativas voltadas ¨¤ melhoria cont¨ªnua das opera??es, com foco no aumento da efici¨ºncia energ¨¦tica e na otimiza??o do consumo de combust¨ªveis.

Projeto Sol do Cerrado. Foto: Z¨¦ Palma.
Escopo 2
A ÀÖ²¥´«Ã½ mant¨¦m um portf¨®lio diversificado de gera??o de energia el¨¦trica proveniente de fontes renov¨¢veis, com participa??o em ativos hidrel¨¦tricos, e¨®licos e solares. Adicionalmente, a Companhia realiza investimentos cont¨ªnuos em efici¨ºncia energ¨¦tica, eletrifica??o de processos e incorpora??o de tecnologias avan?adas, como intelig¨ºncia artificial, com o objetivo de otimizar o consumo de eletricidade. Esse portf¨®lio global de gera??o representa uma relevante vantagem competitiva na estrat¨¦gia de redu??o de emiss?es, sendo composto atualmente por 87,2% de fontes renov¨¢veis.
Desde 2023, a ÀÖ²¥´«Ã½ assegura o consumo de energia el¨¦trica 100% proveniente de fontes renov¨¢veis para suas opera??es no Brasil. Em 2025, a capacidade instalada no pa¨ªs atingiu 1,6 GW, sustentada majoritariamente por ativos de gera??o renov¨¢vel, tanto de propriedade direta quanto indireta.
Escopo 3

Navio Sea Zhoushan. Foto: Vitor Nogueira.
No ?mbito da log¨ªstica mar¨ªtima, a ÀÖ²¥´«Ã½ busca reduzir suas emiss?es por meio da ado??o de tecnologias voltadas ¨¤ efici¨ºncia energ¨¦tica, como o uso de velas rotativas, o aproveitamento de ganhos de escala proporcionados pelos maiores navios mineraleiros do mundo e a utiliza??o de combust¨ªveis de menor intensidade de carbono. Destaca-se, nesse contexto, o desenvolvimento de embarca??o com tecnologia triple fuel, apta a operar com tr¨ºs tipos de combust¨ªveis e com possibilidade de adapta??o futura (retrofit) para g¨¢s natural liquefeito (GNL) e am?nia. Em 2025, a Companhia reafirmou sua meta de reduzir em 15% as emiss?es l¨ªquidas de Escopo 3 at¨¦ 2035, considerando o ano-base de 2018, com foco na descarboniza??o da cadeia do a?o e da log¨ªstica global. Ainda em janeiro de 2025, foi iniciado o desenvolvimento de uma planta de briquetes no estado da Louisiana (EUA), com capacidade estimada de at¨¦ 1,5 milh?o de toneladas por ano, apoiada por recursos do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) e com potencial para substituir etapas intensivas em carbono no setor sider¨²rgico.
No Brasil, a planta de briquetes de Vit¨®ria (ES), em opera??o desde o final de 2023, tem como objetivo o envio de produto para a realiza??o de testes industriais de longa dura??o junto a clientes em diferentes mercados. Essa iniciativa viabiliza o fornecimento cont¨ªnuo de um insumo capaz de reduzir emiss?es na produ??o convencional de a?o, contribuindo para o posicionamento da ÀÖ²¥´«Ã½ como fornecedora de solu??es voltadas ¨¤ siderurgia de baixo carbono.
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A ÀÖ²¥´«Ã½ publica voluntariamente pelo segundo ano consecutivo o seu . O documento ¨¦ elaborado em conformidade com o Pronunciamento T¨¦cnico CBPS n? 02, aprovado pela Comiss?o de Valores Mobili¨¢rios (CVM) e alinhado ao padr?o internacional IFRS S2, emitido pelo International Sustainability Standards Board (ISSB). A iniciativa antecipa as exig¨ºncias regulat¨®rias brasileiras, que estabelecem a obrigatoriedade de divulga??o dessas informa??es para companhias listadas na bolsa de valores brasileira (B3) a partir de 2027, com base nos dados do exerc¨ªcio de 2026. Dessa forma, a ÀÖ²¥´«Ã½ busca contribuir para a evolu??o das pr¨¢ticas de mercado, ao mesmo tempo em que fortalece sua capacita??o interna na gest?o e divulga??o de informa??es financeiras relacionadas ¨¤ sustentabilidade.
Como um dos temas mais relevantes para a Companhia, a ÀÖ²¥´«Ã½ busca ampliar a transpar¨ºncia em rela??o ¨¤ contabiliza??o de seu invent¨¢rio de emiss?es de GEE. Para esse fim, disponibiliza o Relat¨®rio de Emiss?es GEE , no qual apresenta, de forma detalhada, as metodologias, os processos e o est¨¢gio de evolu??o da contabiliza??o das emiss?es associadas ¨¤s suas opera??es e cadeia de valor.
Adicionalmente, a ÀÖ²¥´«Ã½ publica o Databook ESG , documento informativo que disponibiliza aos seus stakeholders uma vis?o abrangente de seu desempenho em desenvolvimento sustent¨¢vel, por meio de indicadores qualitativos e quantitativos.
Para outros relat¨®rios acesse as p¨¢ginas oficiais Comunicados, resultados, apresenta??es e relat¨®rios e Biblioteca de documentos .
CDP
Acesse o unificado (respostas dispon¨ªveis apenas em ingl¨ºs).
Imprensa oficial
Principais destaques de Escopo 1:
Iniciativas com biocombust¨ªveis:
Iniciativas com eletrifica??o:
Iniciativas com efici¨ºncia energ¨¦tica:
Iniciativas com novas tecnologias:
Principais destaques de Escopo 2:
Principais destaques de Escopo 3:
Iniciativas de biocombust¨ªveis:
Iniciativas de efici¨ºncia energ¨¦tica:
- ÀÖ²¥´«Ã½ assina acordos de longo prazo para a nova gera??o de navios Guaibamax
- ÀÖ²¥´«Ã½ faz seu 1? teste com energia e¨®lica no maior navio mineraleiro do mundo
Iniciativas com a cadeia de valor: