Imagem de header interno Imagem de header interno
Os processos, atividades e ind¨²strias cujo objetivo ¨¦ a extra??o de subst?ncias a partir de dep¨®sitos ou massas minerais enfrentam diariamente quest?es controversas, disputas que envolvem uma quest?o de opini?o sobre a qual as partes discordam ativamente, argumentam e gerenciam solu??es.

Em 25 de Janeiro de 2019, uma barragem de rejeitos rompeu em nossa mina do C¨®rrego do Feij?o, na cidade de Brumadinho, estado de Minas Gerais. A barragem foi constru¨ªda em 1976 por uma empresa de minera??o alem? e foi comprada pela ÀÖ²¥´«Ã½ em 2001.  Desde julho de 2016, a barragem estava inativa, fora de opera??o, e no momento do rompimento da barragem, o processo de descomissionamento estava sendo estudado e alguns testes estavam sendo realizados para avaliar a melhor forma de descomissionar a barragem.

O rompimento da barragem liberou um fluxo de rejeitos que atingiu nossa ¨¢rea administrativa na mina do C¨®rrego do Feij?o e as comunidades de C¨®rrego do Feij?o e Parque da Cachoeira, fora de Brumadinho, assim como as proximidades do rio Paraopeba. O rompimento da barragem resultou em 270 fatalidades, incluindo duas mulheres gr¨¢vidas. O incidente tamb¨¦m causou danos materiais e ambientais na regi?o. Entre as v¨ªtimas, duas ainda est?o desaparecidas e as buscas continuam no local com o apoio do corpo de bombeiros.  

Jamais esqueceremos Brumadinho. Reafirmamos nosso respeito pelas v¨ªtimas e suas fam¨ªlias, priorizando a repara??o integral de Brumadinho e estamos comprometidos com a n?o repeti??o de outro rompimento de barragem.  

Repara??o: Um cronograma detalhado das a??es de repara??o at¨¦ o momento pode ser encontrado em nossa Revista Dia a Dia da Repara??o de Novembro de 2023.

A??es Emergenciais: Imediatamente ap¨®s o rompimento da barragem, a ÀÖ²¥´«Ã½ tomou medidas emergenciais em Brumadinho para ajudar as v¨ªtimas, seus familiares e a comunidade (incluindo povos ind¨ªgenas e comunidades tradicionais). Essas iniciativas incluem o pagamento de aux¨ªlio emergencial e indeniza??es, fornecimento de moradias tempor¨¢rias, incluindo necessidades b¨¢sicas, ¨¢gua (para a comunidade, animais e uso agr¨ªcola), cuidados de sa¨²de (incluindo cuidados psicol¨®gicos), resgate e abrigo de animais, fornecimento de ra??o animal para a agricultura, e transporte local, assim como pagamentos a ¨®rg?os p¨²blicos para assist¨ºncia adicional ¨¤ comunidade. A ÀÖ²¥´«Ã½ tamb¨¦m criou pontos de atendimento para a popula??o local. Ao mesmo tempo, a empresa estava realizando obras emergenciais para conter os rejeitos e fornecendo recursos para as miss?es de busca e resgate com o apoio do corpo de bombeiros, incluindo o fornecimento de equipamentos de ponta e a infraestrutura necess¨¢ria. Para detalhes sobre essas a??es emergenciais, leia os relat¨®rios de Rotina de Repara??o dispon¨ªveis aqui

Acordo de Repara??o Integral  

Em fevereiro de 2021, assinamos um Acordo de Repara??o Integral com as autoridades governamentais, comprometendo-nos com a repara??o integral, implementando a??es para restaurar e remediar a comunidade e o meio ambiente. O acordo totaliza R$ 37,7 bilh?es para a repara??o completa a ser conclu¨ªda em 10 anos, incluindo R$ 6,3 bilh?es desembolsados at¨¦ fevereiro de 2021, R$ 11,4 bilh?es em obriga??es para a implementa??o de projetos (¡°A fazer¡±) e R$ 19,9 bilh?es para pagar ¨¤s autoridades p¨²blicas.? 

Os trabalhos de repara??o dentro do acordo cobrem tr¨ºs categorias de obriga??es: obriga??es socioambientais, obriga??es socioecon?micas e outras medidas de compensa??o.? 

  • As obriga??es socioambientais visam restaurar o meio ambiente e compensar (financeiramente ou de outra forma) impactos, danos ou perdas causados pelo rompimento da barragem. A compensa??o por danos ambientais conhecidos ¨¦ de R$ 1,55 bilh?o e a recupera??o ambiental ¨¦ estimada em R$ 5,0 bilh?es.? 

  • Outras medidas compensat¨®rias, no valor de R$ 303 milh?es, incluem acordos assinados com o programa de Defesa Civil, o corpo de bombeiros, entre outros.? 

  • Antes que iniciativas e projetos socioecon?micos sejam realizados para Brumadinho e os outros 25 munic¨ªpios afetados na bacia do Paraopeba, s?o realizadas consultas com os indiv¨ªduos afetados para priorizar os investimentos. Os projetos para a bacia do Paraopeba totalizam R$ 2,5 bilh?es (+ obriga??es de pagamento) e para Brumadinho s?o R$ 1,5 bilh?o.? 

Progresso no Acordo de Repara??o Integral  

Em dezembro de 2024, no geral, a ÀÖ²¥´«Ã½ completou 75% de avan?o econ?mico do acordo (39% das obras de repara??o ¡°A fazer¡± e 91% das obras de repara??o ¡°A pagar¡±) de acordo com o cronograma. Estima-se que 100% das obriga??es de pagar ser?o cumpridas at¨¦ 2026. J¨¢ as obriga??es de fazer est?o previstas para concluir em 2031, cumprindo 100% do Acordo Judicial de Repara??o Integral. 

Compromisso financeiro: Como resultado do rompimento da barragem, a empresa reconheceu provis?es para cumprir suas obriga??es assumidas de remedia??o das ¨¢reas impactadas e compensa??es ¨¤ sociedade. 

Indeniza??o individual: A indeniza??o individual n?o foi coberta pelo Acordo de Repara??o Integral. Para a indeniza??o individual, a ÀÖ²¥´«Ã½ formalizou um acordo com a Defensoria P¨²blica do Estado de Minas Gerais em abril de 2019, no qual aqueles afetados pelo rompimento da barragem de Brumadinho podem aderir a um acordo extrajudicial individual ou em grupo familiar para a indeniza??o de danos materiais, econ?micos e morais. Este acordo estabelece a base para uma ampla gama de pagamentos de indeniza??o, que foram definidos de acordo com as melhores pr¨¢ticas e jurisprud¨ºncia dos tribunais brasileiros, seguindo regras e princ¨ªpios das Na??es Unidas. 92% dos casos de compensa??o extrajudicial foram conclu¨ªdos.  A ÀÖ²¥´«Ã½ pagou R$ 3,8 bilh?es em indeniza??es para aproximadamente 17 mil pessoas. Para mais informa??es sobre o programa de indeniza??o, visite: Indeniza??es - ÀÖ²¥´«Ã½

Monitoramento da ¨¢gua  

A qualidade das ¨¢guas do rio Paraopeba vem apresentando sinais consistentes de recupera??o, sendo mais evidente nos per¨ªodos de estiagem, quando os resultados se mostram semelhantes ou melhores do que os valores hist¨®ricos de refer¨ºncia. Informa??es sobre o monitoramento e a qualidade da ¨¢gua podem ser encontradas em nossa p¨¢gina de Repara??o Ambiental. Esses resultados s?o consistentes com os dados de monitoramento do Instituto Mineiro de Gest?o das ?guas (IGAM) (leia mais na e no ).

Desenvolvimento socioecon?mico  

Para apoiar o desenvolvimento socioecon?mico na regi?o, v¨¢rias iniciativas foram criadas para melhorar a qualidade de vida, aumentar o turismo local e apoiar os meios de subsist¨ºncia dos residentes. Essas iniciativas s?o planejadas com base no engajamento ativo com as comunidades para atender ¨¤s suas necessidades. Isso inclui a entrega do Mercado Comunit¨¢rio, do Centro de Cultura e Artesanato, da Pra?a Comunit¨¢ria e do Campo de Futebol, estruturas que v¨ºm sendo apropriadas pela comunidade de C¨®rrego do Feij?o por meio da utiliza??o e da gest?o participativa. Esses espa?os t¨ºm potencializado a gera??o de renda, promovido uma vis?o de economia em rede, fortalecido a economia local e ampliado as possibilidades de neg¨®cio, lazer e cultura, contribuindo para a reativa??o econ?mica e o desenvolvimento do turismo, sempre respeitando a mem¨®ria e a cultura locais. Al¨¦m disso, a??es estruturantes t¨ºm sido implantadas em Brumadinho, como o Programa de Turismo Sustent¨¢vel, que apoia o fomento ao turismo, a qualifica??o da m?o de obra e a atra??o de novos empreendimentos. Tamb¨¦m h¨¢ iniciativas de fomento ¨¤ agricultura familiar e ¨¤ implanta??o de sistemas agroflorestais, ampliando as oportunidades de trabalho e a diversifica??o produtiva na regi?o.
 
Atualmente, 450 associa??es locais e pequenos neg¨®cios est?o sendo apoiados em Brumadinho e Bacia do Paraopeba, direta e indiretamente, impactando mais de 17.000 pessoas na regi?o.

Projetos sociais e de infraestrutura tamb¨¦m s?o planejados com consulta ativa ¨¤s comunidades e em parceria com o setor p¨²blico. O foco ¨¦ melhorar a qualidade de vida e o bem-estar coletivo, com ¨ºnfase na cria??o de empregos locais. As iniciativas incluem a constru??o de creches, pra?as p¨²blicas, cal?adas e investimentos em equipamentos m¨¦dicos.
 
Para mais informa??es sobre os trabalhos de repara??o, visite????? /pt/esg/brumadinho.

Participa??o dos membros da comunidade na tomada de decis?o das a??es de Repara??o  

As iniciativas no Acordo de Repara??o Integral s?o planejadas com consulta ativa dos membros da comunidade, governos municipais, governo do estado de Minas Gerais, ag¨ºncias reguladoras e de fiscaliza??o, o judici¨¢rio e apoio de auditoria, todos os quais contribuem de acordo com a respectiva iniciativa, para o desenvolvimento conjunto de solu??es. Os membros da comunidade incluem povos ind¨ªgenas e comunidades tradicionais, de acordo com a Conven??o 169 da OIT.  

Accountability e Auditoria Independente 

Nosso compromisso com a repara??o total do desastre de Brumadinho inclui transpar¨ºncia na gest?o de todo o processo e a manuten??o de di¨¢logo e comunica??o constantes em cada etapa. A cada seis meses, publicamos um relat¨®rio (dispon¨ªvel aqui) sobre as iniciativas em andamento, incluindo fundos investidos, principais projetos conclu¨ªdos e outros detalhes.

Nossa publica??o ÀÖ²¥´«Ã½+ Comunidade fornece atualiza??es mensais sobre as principais iniciativas, apresentadas separadamente para Brumadinho e a bacia do Rio Paraopeba e seus 25 munic¨ªpios (excluindo Brumadinho).  

Al¨¦m disso, o , coordenado pelas institui??es de justi?a signat¨¢rias do Acordo Judicial de Repara??o Integral, fornece informa??es detalhadas sobre as iniciativas e projetos em andamento al¨¦m de todo o hist¨®rico de constru??o deste instrumento. Este comit¨º conta com o apoio de auditorias independentes, para auxiliar na tomada de decis?es sobre os projetos de repara??o socioecon?mica (Funda??o Get¨²lio Vargas) e socioambiental (AECOM), al¨¦m da auditoria financeira (E&Y). Saiba mais

Al¨¦m dos canais regulares de escuta da ÀÖ²¥´«Ã½ (/pt/fale-conosco), tamb¨¦m temos uma linha de suporte espec¨ªfica para Repara??o (0800-031-0831) para qualquer parte interessada que queira entrar em contato com a ÀÖ²¥´«Ã½ sobre o processo de repara??o ou indeniza??o.? 
 
O que causou o rompimento da barragem?    

Imediatamente ap¨®s o rompimento da barragem, o Conselho de Administra??o da ÀÖ²¥´«Ã½ reuniu um painel independente de especialistas, composto por especialistas de classe mundial em geotecnia e engenheiros, para investigar as causas do rompimento da barragem. O relat¨®rio, juntamente com dez ap¨ºndices e um v¨ªdeo explicativo conciso (dispon¨ªvel ), revelou que m¨²ltiplos fatores, incluindo eventos pequenos e cumulativos combinados com um comportamento potencialmente muito fr¨¢gil dos rejeitos, poderiam ter desencadeado a ruptura. O comportamento fr¨¢gil ¨¦ uma descoberta relevante porque, com a abordagem tradicional de avalia??o da estabilidade das barragens usada na ¨¦poca, concluir-se-ia que a barragem era est¨¢vel e segura. Ao mesmo tempo, o Minist¨¦rio P¨²blico Brasileiro contratou um estudo separado (dispon¨ªvel??????? ) que revelou que, devido a uma combina??o particularmente desfavor¨¢vel de circunst?ncias em uma ¨¢rea espec¨ªfica dentro da barragem, incluindo perfura??es regulares por uma empresa especializada como parte do monitoramento regular da barragem, funcionou como um gatilho que levou ¨¤ liquefa??o da estrutura. No entanto, este estudo separado tamb¨¦m concluiu, atrav¨¦s de an¨¢lise num¨¦rica, que se a perfura??o deste ¨²nico po?o nesta ¨¢rea espec¨ªfica n?o tivesse sido realizada, a barragem permaneceria est¨¢vel por mais 100 anos. Esses estudos foram um divisor de ¨¢guas para a gest?o de barragens e criaram mudan?as significativas nos padr?es da ind¨²stria.
 
O rompimento da barragem em Brumadinho foi um marco que impulsionou profundas transforma??es na ÀÖ²¥´«Ã½, especialmente na governan?a e seguran?a de barragens. A empresa adotou o Padr?o Global da Ind¨²stria para a Gest?o de Rejeitos (GISTM), intensificou o monitoramento geot¨¦cnico, implementou auditorias independentes e investiu na descaracteriza??o de estruturas a montante. Tamb¨¦m passou a investir em tecnologias para reduzir a depend¨ºncia de barragens e promover a minera??o circular, al¨¦m de iniciar uma jornada de transforma??o cultural e estabelecer compromissos ESG ambiciosos.

Para informa??es sobre:

  • Metas e progresso atual em rela??o aos nossos compromissos, acesse: /pt/esg/nossos-compromissos.
  • Padr?o Global da Ind¨²stria para a Gest?o de Rejeitos (GISTM),  acesse: /pt/gistm. 
  • Gest?o e seguran?a de barragens, visite: /pt/barragem 
  • Minera??o Circular, acesse: /pt/mineracao-circular

Atualizado em Novembro de 2025.

A ÀÖ²¥´«Ã½ n?o realiza atividades de pesquisa mineral ou lavra de qualquer natureza em Terras Ind¨ªgenas no Brasil, respeita rigorosamente a legisla??o vigente e est¨¢ comprometida com o processo de CLPI (Consulta e Consentimento Livre, Pr¨¦vio e Informado) junto ¨¤s comunidades ind¨ªgenas. A ÀÖ²¥´«Ã½ declara, ainda, que em seu plano de produ??o atual n?o est?o sendo considerados recursos minerais ou reservas minerais em Terras Ind¨ªgenas no Brasil.

O relacionamento da ÀÖ²¥´«Ã½ com Povos Ind¨ªgenas e Comunidades Tradicionais ¨¦ pautado pela Pol¨ªtica Global de Direitos Humanos da ÀÖ²¥´«Ã½, que est¨¢ alinhada ¨¤s principais refer¨ºncias internacionais relacionadas ao tema, como os Princ¨ªpios Orientadores da ONU para Empresas e Direitos Humanos e a Declara??o da ONU sobre os Direitos dos Povos Ind¨ªgenas. Tamb¨¦m s?o considerados o Posicionamento do Conselho Internacional de Minera??o e Metais sobre Minera??o e Povos Ind¨ªgenas, a Conven??o n¡ã 169 da Organiza??o Internacional do Trabalho (OIT), entre outros, assim como as legisla??es previstas nos pa¨ªses onde a ÀÖ²¥´«Ã½ atua.

Em rela??o ¨¤s alega??es de contamina??o do rio Catet¨¦ e de problemas de sa¨²de causados por poss¨ªveis impactos da opera??o da Mina On?a Puma aos ind¨ªgenas do Povo Xikrin do Catet¨¦, est¨¢ evidenciado em laudos elaborados por peritos judiciais vinculados ¨¤ Vara Federal C¨ªvel e Criminal de Reden??o, os quais concluem que o referido empreendimento n?o ¨¦ fonte de contamina??o do mencionado curso d¡¯¨¢gua. Os laudos confirmam que a ÀÖ²¥´«Ã½ realiza monitoramento ambiental conforme condicionantes estabelecidas e adota as devidas medidas de controle para mitigar poss¨ªveis impactos em recursos h¨ªdricos. A an¨¢lise das quest?es cient¨ªficas estudadas demonstrou a aus¨ºncia de nexo de causalidade entre a opera??o de minera??o de On?a Puma e a suposta contamina??o do rio Catet¨¦. Al¨¦m disso, ¨¦ importante destacar a exist¨ºncia de atividades potencialmente poluidoras na regi?o, a exemplo do garimpo ilegal, uso de defensivos agr¨ªcolas e desmatamento.

A Bacia Hidrogr¨¢fica do Itacai¨²nas, onde se inserem o rio Catet¨¦ e seus afluentes, tem presen?a natural de metais, como ferro, mangan¨ºs, n¨ªquel, chumbo, entre outros, inerentes ¨¤ geologia da regi?o, o que tamb¨¦m foi evidenciado nos laudos judiciais. Em muitos casos, esses elementos ocorrem nas ¨¢guas e nos solos em concentra??es naturalmente elevadas. Essa condi??o foi registrada no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e no Relat¨®rio de Impacto Ambiental (RIMA), elaborados em 2004, bem antes do in¨ªcio da opera??o da Mina de On?a Puma, para subsidiar o licenciamento do empreendimento, complementada por estudo de background e confirmada pelos peritos judiciais. Inclusive, a presen?a de metais em concentra??es elevadas foi constatada pelos peritos tamb¨¦m em outro curso d¡¯¨¢gua da bacia hidrogr¨¢fica ¨C rio Seco ¨C distante do empreendimento, que desagua no rio Catet¨¦ a jusante da opera??o.  

A ÀÖ²¥´«Ã½ reitera que cumpre um programa de monitoramento sistem¨¢tico e permanente das condi??es das ¨¢guas superficiais e efluentes associados ¨¤ opera??o de On?a Puma, com s¨¦rie hist¨®rica desde 2008. Os resultados deste monitoramento s?o apresentados regularmente ¨¤ Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS-PA), que, em 2023, confirmou a regularidade operacional do empreendimento por meio de nota t¨¦cnica avaliando o cumprimento das condicionantes estabelecidas. Esta conclus?o est¨¢ alinhada com os apontamentos no laudo dos peritos judiciais vinculados ¨¤ Vara Federal C¨ªvel e Criminal de Reden??o e refor?a o compromisso da ÀÖ²¥´«Ã½ de respeitar as comunidades vizinhas ¨¤s suas opera??es.  

Apesar da evidencia??o da inexist¨ºncia de nexo de responsabilidade entre a opera??o de On?a Puma e a condi??o de sa¨²de dos ind¨ªgenas do Povo Xikrin do Catet¨¦, o Minist¨¦rio P¨²blico Federal ajuizou, em 2025, nova A??o Civil P¨²blica em face da Uni?o, Estado do Par¨¢ e ÀÖ²¥´«Ã½, alegando responsabilidades destes pela condi??o de sa¨²de dos ind¨ªgenas, requerendo a implementa??o de a??es que promovessem a melhoria dessa situa??o. A ÀÖ²¥´«Ã½ reiterou nesse novo feito judicial a regularidade e legitimidade do empreendimento de On?a Puma e a efici¨ºncia dos mecanismos de controle e mitiga??o dos impactos apurados como elementos excludentes de responsabilidade da Companhia.

Com rela??o ao Povo Xikrin do Catet¨¦, a assinatura do acordo no ?mbito da ACP de On?a Puma, que discute a quest?o ambiental do Catet¨¦ e demais quest?es socioecon?micas relacionadas a este empreendimento, ao Salobo, ao S11D, Ferro Caraj¨¢s e ao Projeto Alem?o, encerrou quase a totalidade das controv¨¦rsias judiciais.  

No que diz respeito ao Povo Kayap¨®, que tamb¨¦m era parte da primeira A??o Civil P¨²blica de On?a Puma, o acordo celebrado e homologado pelo Poder Judici¨¢rio tamb¨¦m encerrou a controv¨¦rsia com esse grupo. ÀÖ²¥´«Ã½ destacar que a Terra Ind¨ªgena Kayap¨® est¨¢ a mais de 30 km de dist?ncia de On?a Puma e fora da Bacia do Catet¨¦, portanto, n?o tem qualquer correla??o ambiental com o empreendimento ou com pr¨®prio rio Catet¨¦.  

Desde a assinatura dos acordos, o relacionamento com esses Povos foi fortalecido e iniciativas volunt¨¢rias para o empoderamento e autonomia dessas comunidades t¨ºm sido trabalhadas, em alinhamento com a estrat¨¦gia de relacionamento da ÀÖ²¥´«Ã½, focada na constru??o de confian?a, autonomia e resili¨ºncia dos povos e gera??o de benef¨ªcios m¨²tuos. Alguns exemplos s?o as a??es de promo??o do etnodesenvolvimento do Povo Xikrin, com destaque para o Projeto de Valoriza??o da Cultura e Mem¨®ria do Povo Xikrin do Catet¨¦.

Junto ao Povo Kayap¨®, a ÀÖ²¥´«Ã½ apoiou a elabora??o do Plano de Gest?o Territorial e Ambiental e do Protocolo de Consulta desse povo, que foi desenvolvido pela Associa??o Ind¨ªgena Floresta Protegida e aprovado na Assembleia Geral de Caciques e Lideran?as da Terra Ind¨ªgena Kayap¨®, que ocorreu na aldeia Gorotire em janeiro de 2024. Esta a??o integra o compromisso da Agenda de Direitos Ind¨ªgenas da ÀÖ²¥´«Ã½, que consiste em apoiar, at¨¦ 2030, o desenvolvimento de, ao menos, uma a??o estruturante, tais como os Protocolos de Consulta, PGTAs ¨C Planos de Gest?o Territorial e Ambiental ou Planos de Vida, para 11 Povos Ind¨ªgenas no Brasil.

Saiba mais sobre a Ambi??o Social da ÀÖ²¥´«Ã½ para Povos Ind¨ªgenas em /pt/esg/povos-indigenas-e-comunidades-tradicionais  
 
?ltima atualiza??o em Julho de 2026.

Inaugurada na d¨¦cada de 1980, a Estrada de Ferro Caraj¨¢s (EFC) possui 972 quil?metros de extens?o, ligando as minas de Caraj¨¢s, no sudeste do Par¨¢, ao Terminal Mar¨ªtimo de Ponta da Madeira, em S?o Lu¨ªs (MA). Por ano, cerca de 350 mil passageiros utilizam a ferrovia, al¨¦m disso, por meio da EFC s?o transportadas cargas como min¨¦rio de ferro, ferro-gusa, mangan¨ºs, cobre, combust¨ªveis e carv?o, fundamentais para a economia regional.  
Nos estados do Maranh?o e Par¨¢, a ferrovia passa nas proximidades de diferentes territ¨®rios de Povos Ind¨ªgenas, Comunidades Quilombolas e outras Comunidades Tradicionais. Essas popula??es s?o reconhecidas pela sua rela??o diferenciada com o territ¨®rio, que envolve n?o s¨® aspectos f¨ªsicos e socioecon?micos, mas tamb¨¦m culturais.

Desde a d¨¦cada de 1980, no ?mbito da constru??o da EFC, a ÀÖ²¥´«Ã½ mant¨¦m relacionamento com essas comunidades. Atualmente, as a??es de relacionamento s?o realizadas por profissionais dedicados e com forma??o multidisciplinar e experi¨ºncia na tem¨¢tica. Importante pontuar que o relacionamento da ÀÖ²¥´«Ã½ com Povos Ind¨ªgenas e Comunidades Tradicionais ¨¦ pautado pela sua Pol¨ªtica Global de Direitos Humanos, que est¨¢ alinhada ¨¤s principais refer¨ºncias internacionais relacionadas ao tema, como os Princ¨ªpios Orientadores da ONU para Empresas e Direitos Humanos e a Declara??o da ONU sobre os Direitos dos Povos Ind¨ªgenas. Tamb¨¦m s?o considerados o Posicionamento do Conselho Internacional de Minera??o e Metais sobre Minera??o e Povos Ind¨ªgenas, a Conven??o n¡ã 169 da Organiza??o Internacional do Trabalho (OIT), entre outros, assim como as legisla??es previstas nos pa¨ªses onde a ÀÖ²¥´«Ã½ opera.

A empresa atua com respeito aos direitos dessas comunidades, gerindo riscos e impactos de suas opera??es e respeitando o processo de Consulta e Consentimento Livre, Pr¨¦vio e Informado (CLPI), al¨¦m de contribuir para o fortalecimento institucional e valoriza??o do modo de vida tradicional dessas comunidades, visando o compartilhamento de valor e parceria.

Maranh?o ¨C Povos Ind¨ªgenas
No Maranhj?o, a ÀÖ²¥´«Ã½ mant¨¦m relacionamento com os Povos Ind¨ªgenas Awa-Guaj¨¢, Guajajara e Ka¡¯apor, localizados nas Terras Ind¨ªgenas Caru, Rio Pindar¨¦, Aw¨¢ e Alto Turia?u. A interface com a EFC ocorre na TI Caru, que ¨¦ lim¨ªtrofe ao empreendimento, e na TI Rio Pindar¨¦, localizada a cerca de 2 km da ferrovia. J¨¢ as demais TIs foram consideradas pela presen?a de aldeias e de grupos isolados do Povo Aw¨¢-Guaj¨¢, respeitando a forma de relacionamento dessa comunidade com o territ¨®rio.

As especificidades socioculturais desses povos foram e s?o respeitadas em todas as etapas de expans?o e opera??o da ferrovia, em conformidade com princ¨ªpios internacionais,  legisla??o brasileira e diretrizes internas da ÀÖ²¥´«Ã½.

Desde 2016, a companhia implementa condicionantes vinculadas ¨¤ opera??o da EFC por meio do Componente Ind¨ªgena do Plano B¨¢sico Ambiental (CI-PBA) Awa-Guaj¨¢ e Guajajara, que conta com governan?a e gest?o compartilhadas com os povos ind¨ªgenas. Entre as iniciativas realizadas, destacam-se ¨¤s relacionadas ao fortalecimento cultural e etnodesenvolvimento, como, por exemplo, a constru??o de  centros culturais,  cozinhas tradicionais, estruturas para psicultura e produ??o agr¨ªcola; e a??es de prote??o territorial, como a entrega de equipamentos e a capacita??o de mais de 200 guardi?es ind¨ªgenas.
A ÀÖ²¥´«Ã½ tamb¨¦m mant¨¦m um Termo de Coopera??o e Compromisso com os Povos Guajajara, Awa-Guaj¨¢ e Ka¡¯apor, que contempla a??es de fortalecimento institucional,  projetos de infraestrutura e prote??o territorial.

Os acordos de longo prazo t¨ºm como objetivo apoiar iniciativas voltadas ¨¤ prote??o territorial, preserva??o e conserva??o dos recursos naturais, sustentabilidade econ?mica, gera??o de renda, fortalecimento cultural e institucional, al¨¦m de atividades produtivas que contribuam para o etnodesenvolvimento das comunidades. A Funda??o Nacional dos Povos Ind¨ªgenas (Funai) participa como interveniente nos diferentes instrumentos celebrados.

Al¨¦m das a??es previstas nos instrumentos formais, a ÀÖ²¥´«Ã½ desenvolve, ainda, iniciativas volunt¨¢rias junto aos tr¨ºs povos, como a??es voltadas ¨¤ infraestrutura, melhorias nas vias de acesso internas das aldeias e fortalecimento cultural. Merece destaque o programa Vidas Ind¨ªgenas Maranh?o ¨C Povos Ka¡¯apor e Awa-Guaj¨¢, realizado em parceria com o Museu da Pessoa, que visa ¨¤ valoriza??o das hist¨®rias de vida ind¨ªgenas por meio da preserva??o e dissemina??o da cultura.

Outro projeto relevante ¨¦ o Ciclo Sa¨²de Ind¨ªgena, que promove a??es de sa¨²de e educa??o nos territ¨®rios. O projeto busca fortalecer o v¨ªnculo entre as Equipes Multidisciplinares de Sa¨²de Ind¨ªgena (EMSI) e as comunidades, por meio de estrat¨¦gias interculturais que aprimorem a comunica??o e ampliem o acesso ¨¤ aten??o integral e diferenciada ¨¤ sa¨²de.

Os Povos Guajajara, da Terra Ind¨ªgena Caru, e Ka¡¯apor, da Terra Ind¨ªgena Alto Turia?u tamb¨¦m participaram de capacita??es promovidas pela ÀÖ²¥´«Ã½ sobre Direitos dos Povos Ind¨ªgenas, em 2023. Atendendo ao pedido da comunidade, foi iniciado em 2025 o Curso de Gest?o Ambiental, Mudan?as Clim¨¢ticas e A??o Pol¨ªtica, elaborado e conduzido pela Faculdade Latina de Ci¨ºncias Sociais (Flacso), como a??o de implementa??o do PGTA das Terras Ind¨ªgenas Rio Pindar¨¦ e Caru, com finaliza??o prevista para agosto de 2026. Em 2024, o Povo Ka¡¯apor come?ou a desenvolver seu Plano de Vida, conclu¨ªdo em 2025, e com lan?amento previsto para agosto de 2026.

Em fevereiro de 2026, o povo Awa-Guaj¨¢ respondeu de forma positiva ¨¤ consulta sobre o interesse em partricipar da Agenda de Direitos Ind¨ªgenas, definindo os temas e a??es que ser?o desenvolvidas at¨¦ 2027. O processo de consulta contou com a presen?a de lideran?as, membros de todas as aldeias e representantes da Funai.

Par¨¢ - Povos Ind¨ªgenas 
Em outro trecho da EFC, no estado do Par¨¢, no munic¨ªpio de Bom Jesus do Tocantins, a ÀÖ²¥´«Ã½ se relaciona com os grupos Parkat¨ºj¨º, Kyikat¨ºj¨º e Akr?tikat¨ºj¨º, do Povo Ind¨ªgena Gavi?o da Terra Ind¨ªgena M?e Maria, desde a d¨¦cada de 1980.

Ao longo dos anos, foram formalizados parcerias e apoios aos ind¨ªgenas da comunidade Gavi?o, entre elas a??es nas ¨¢reas de sa¨²de, educa??o, atividades produtivas, prote??o, etnodesenvolvimento, gera??o de renda e vigil?ncia territorial.

A ÀÖ²¥´«Ã½, alinhada ¨¤ sua Pol¨ªtica Global de Direitos Humanos, preza pelo respeito a essas comunidades e a manuten??o do relacionamento e di¨¢logo permanente e, neste contexto, apoiou a elabora??o do Plano de Vida dos ind¨ªgenas da Terra Ind¨ªgena M?e Maria, com metodologia participativa e que promoveu a reflex?o e discuss?o sobre estrat¨¦gias a adotar a fim de contribuir com a qualidade de vida desses povos e orientar projetos e atividades em curso.

No ?mbito do processo de licenciamento ambiental para as obras de expans?o da EFC foi elaborado o Componente Ind¨ªgena - Plano B¨¢sico Ambiental (CI-PBA), que, assim como o elaborado para as comunidades ind¨ªgenas vizinhas ¨¤ EFC no Maranh?o, foi conduzido com apoio de consultoria especializada e aprovado pelos ind¨ªgenas. O CI-PBA possui programas para mitigar e/ou compensar os impactos da expans?o da EFC apontados no Estudo de Componente Ind¨ªgena (ECI) elaborado como parte integrante do processo de licenciamento ambiental, no trecho vizinho ¨¤ Terra Ind¨ªgena M?e Maria. Entre os programas em implanta??o no CI-PBA, destacamos os de atividades produtivas, fortalecimento cultural, fortalecimento das organiza??es ind¨ªgenas, prote??o territorial, gest?o ambiental e territorial, que foram aprovados em dezembro de 2022 e est?o em curso.
 
De forma volunt¨¢ria, a ÀÖ²¥´«Ã½ tamb¨¦m tem apoiado o povo Gavi?o no fortalecimento institucional das suas associa??es, por meio de oficinas, treinamentos e capacita??es que incluem os aspectos de gest?o de recurso e governan?a.

Importante destacar que todas as atividades da ÀÖ²¥´«Ã½ que tenham interface com a comunidade s?o previamente comunicadas pela empresa, materializando assim o processo de consulta e consentimento, livre, pr¨¦vio e informado (CLPI), buscando manter um relacionamento transparente e de boa f¨¦ entre a empresa e as comunidades ind¨ªgenas vizinhas ¨¤ EFC.

Para mais informa??es sobre a atua??o da ÀÖ²¥´«Ã½ junto aos Povos Ind¨ªgenas e Comunidades Tradicionais acesse a p¨¢gina.

?ltima atualiza??o em Julho de 2026.

Contextualiza??o
O bairro Piqui¨¢ de Baixo, localizado no munic¨ªpio de A?ail?ndia (MA), teve sua origem na d¨¦cada de 1970, quando trabalhadores migraram para a regi?o atra¨ªdos pelas oportunidades nas atividades agr¨ªcolas, pecu¨¢rias, serralheiras e pela constru??o da rodovia BR-222, que conectava o interior do estado ¨¤ capital, S?o Lu¨ªs.


A partir da d¨¦cada de 1980, com a implementa??o do Projeto Caraj¨¢s, a regi?o passou por um processo de industrializa??o, impulsionado principalmente pela chegada de sider¨²rgicas produtoras de ferro-gusa e pela instala??o da Estrada de Ferro Caraj¨¢s, por onde o min¨¦rio extra¨ªdo em Caraj¨¢s (PA) ¨¦ transportado at¨¦ o porto de S?o Lu¨ªs (MA).


Esse processo de industrializa??o gerou impactos ambientais e sociais na vida dos moradores do bairro, que, junto de organiza??es e movimentos sociais, desde a d¨¦cada de 1990, passaram a reivindicar a gest?o/mitiga??o/compensa??o dos impactos das empresas e por melhorias na qualidade de vida, incluindo a remo??o das fam¨ªlias do bairro Piqui¨¢ de Baixo.


A partir da publica??o de relat¨®rios com den¨²ncias e alega??es de viola??o de direitos humanos praticados por empresas presentes no territ¨®rio, a ÀÖ²¥´«Ã½, de forma proativa, passou a engajar partes interessadas para uma gest?o dos impactos de forma mais adequada, incluindo a proposi??o de forma??o de um comit¨º gestor das comunidades para acompanhamento das a??es.


Importante mencionar que a ÀÖ²¥´«Ã½ n?o realiza ou promove atividade miner¨¢ria (extra??o ou processamento de min¨¦rio) em A?ail?ndia. Tamb¨¦m n?o possui usina sider¨²rgica voltada ¨¤ produ??o de ferro gusa no Parque Industrial Qu¨ªmico de A?ail?ndia (Piqui¨¢), no Maranh?o, tampouco tem qualquer rela??o de depend¨ºncia ou subordina??o com as empresas sider¨²rgicas localizadas no territ¨®rio. A rela??o da companhia com as empresas do setor ¨¦ de natureza estritamente comercial, quando demandada a fornecer min¨¦rio de ferro oriundo do Par¨¢. Nesse contexto, a ÀÖ²¥´«Ã½ sempre buscou cumprir rigorosamente as normas ambientais, mantendo controles e monitoramento em todas as suas opera??es relacionadas ao min¨¦rio, estando sempre atenta ¨¤s reivindica??es sociais da comunidade, participando ativamente das discuss?es e solu??es conjuntamente com o poder p¨²blico e sider¨²rgicas.


A ÀÖ²¥´«Ã½ considera os aspectos ambientais e toda a legisla??o aplic¨¢vel e gerencia seus processos empregando tecnologia dispon¨ªvel para o controle ambiental, prevenindo e mitigando impactos. A atua??o social da ÀÖ²¥´«Ã½ est¨¢ pautada em um permanente processo de gest?o de riscos e impactos de suas atividades sobre as comunidades vizinhas e pelo apoio ao desenvolvimento do territ¨®rio. Por meio de alian?as e parcerias, estamos sempre buscando formas para articular solu??es para os desafios enfrentados pelas comunidades e pela sociedade.


Na regi?o do Piqui¨¢, a ÀÖ²¥´«Ã½ conduz atividades de forma participativa, com foco na contribui??o para o desenvolvimento integrado do territ¨®rio por meio de iniciativas organizadas em eixos priorit¨¢rios: Habita??o, Ambiental e Social e Institucional, todos definidos a partir do di¨¢logo permanente da empresa com a comunidade.


Eixo Habita??o
A ÀÖ²¥´«Ã½ e a Funda??o ÀÖ²¥´«Ã½, por meio de investimentos volunt¨¢rios, desde 2017 v¨ºm executando termos de coopera??o em conjunto com a Associa??o Comunit¨¢ria de Piqui¨¢ e a Caixa Econ?mica Federal visando ¨¤ constru??o de 312 casas destinadas ¨¤ cria??o do novo bairro, o ¡°Piqui¨¢ da Conquista¡± para a comunidade. Os im¨®veis foram entregues em outubro de 2024, em cerim?nia promovida pelo Governo Federal/Minist¨¦rio das Cidades e com a participa??o da ÀÖ²¥´«Ã½.


O empreendimento recebeu R$ 45 milh?es em investimento da ÀÖ²¥´«Ã½ e da Funda??o ÀÖ²¥´«Ã½, al¨¦m de apoio institucional perante ¨®rg?os p¨²blicos, somando esfor?os com outras entidades ligadas aos governos municipal, estadual e federal. O governo do Estado entregou uma Unidade B¨¢sica de Sa¨²de e deu in¨ªcio ¨¤s obras constru??o de mercado, escola, quadra e pra?a da fam¨ªlia.


Para al¨¦m do investimento da constru??o do Piqui¨¢ da Conquista, a ÀÖ²¥´«Ã½ atuou de forma proativa, em di¨¢logo com a Secretaria Nacional de Di¨¢logos Sociais, Prefeitura de A?ail?ndia e Caixa Econ?mica Federal, para endere?ar o pleito das fam¨ªlias do Piqui¨¢ da Conquista sobre o abono dos valores do financiamento habitacional mediante an¨¢lise e regularidade das fam¨ªlias junto ao CAD?nico e ao Benef¨ªcio de Presta??o Continuada (BPC). Esse pleito estava em an¨¢lise pela CEF com mais de 100 fam¨ªlias consideradas aptas.


Eixo Ambiental 
A ÀÖ²¥´«Ã½ segue realizando a??es voltadas a mitigar a emiss?o de particulados durante o transporte rodovi¨¢rio de min¨¦rio de ferro entre a ÀÖ²¥´«Ã½ e as usinas, com o asfaltamento das vias, manuten??o e limpeza, em parceria com o poder p¨²blico municipal. Tamb¨¦m acompanha junto ¨¤s usinas instaladas o descomissionamento dos fornos das sider¨²rgicas e o cumprimento de padr?es ambientais legais e de mercado, ratificando o compromisso da ÀÖ²¥´«Ã½ de apoiar iniciativas em prol de toda regi?o do Piqui¨¢.


Eixo Social e Institucional
No ?mbito social e institucional, a ÀÖ²¥´«Ã½ est¨¢ na fase de implanta??o de um plano de desenvolvimento socioecon?mico de Piqui¨¢, constru¨ªdo de forma participativa.  A partir da elabora??o de a??es intersetoriais com o poder p¨²blico e outras empresas da regi?o, o instrumento considera as seguintes dimens?es:


a)  Fortalecimento comunit¨¢rio
O diagn¨®stico identificou a necessidade de realiza??o Implanta??o de uma Sede comunit¨¢ria onde visa melhoria da comodidade do grupo representativo da Regi?o de Piqui¨¢, que trabalhara voluntariamente o fortalecimento de associativismo da regi?o, onde esta a??o tamb¨¦m foi priorizada e contar¨¢ com a parceria da ÀÖ²¥´«Ã½ para sua viabiliza??o em novembro 2025.


b) Infraestrutura
Com foco numa atua??o voltada para a promo??o do desenvolvimento sustent¨¢vel e territorial, a ÀÖ²¥´«Ã½ contribui e investe em a??es como, por exemplo, as obras de drenagem da ¨¢gua das chuvas na regi?o, al¨¦m de planejamento de a??es a longo prazo, como a revitaliza??o local. Em abril de 2026, a ÀÖ²¥´«Ã½ destinou R$ 1.9 milh?o para a prefeitura de A?ail?ndia como contrapartida social para as obras de drenagem do bairro Novo Horizonte, vizinho ao ¡°Piqui¨¢ da Conquista¡±.


Tamb¨¦m est¨¢ em andamento a obra de constru??o da sede da Associa??o de Piqui¨¢ ¨C Astepi, que por meio do Plano de Relacionamento com Comunidades (PRC) tem impulsionado a maturidade e estrturua??o da entidade dentro da rede de governan?a da regi?o.


A implanta??o do novo conjunto habitacional financiado pela ÀÖ²¥´«Ã½ gerou um impacto sin¨¦rgico de escoamento da ¨¢gua pluvial do Piqui¨¢ da Conquista para o bairro Novo Horizonte. Com isso, identificou-se a necessidade de implementar um sistema de drenagem. Neste sentido, a ÀÖ²¥´«Ã½ formalizou a doa??o de material complementar ao servi?o de drenagem para a Prefeitura Municipal de A?ail?ndia, em atendimento ¨¤ recomenda??o da Secretaria de Di¨¢logos Sociais da Presid¨ºncia da Rep¨²blica e do Minist¨¦rio P¨²blico do Maranh?o/A?ail?ndia. As obras ser?o realizadas pela pr¨®pria Secretaria Municipal de Infraestrutura.


c) ³§²¹¨²»å±ð&²Ô²ú²õ±è;
A ÀÖ²¥´«Ã½ e a Funda??o ÀÖ²¥´«Ã½, por meio do projeto Ciclo Sa¨²de Prote??o Social (CSPS), v¨ºm fortalecendo a aten??o b¨¢sica e ampliando o acesso ¨¤ sa¨²de e ¨¤ assist¨ºncia social, especialmente para popula??es em situa??o de vulnerabilidade. Isso tem sido feito por meio de melhorias na infraestrutura, aquisi??o de insumos e equipamentos, e capacita??o de profissionais das ¨¢reas de sa¨²de e assist¨ºncia social.


Na regi?o do Piqui¨¢, o CSPS atua em tr¨ºs Unidades B¨¢sicas de Sa¨²de (UBS Piqui¨¢ da Conquista, UBS Jos¨¦ Francisco e UBS Plano da Serra) e no CRAS Piqui¨¢ (Centro de Refer¨ºncia de Assist¨ºncia Social).


Em 2025, o projeto capacitou 460 profissionais do SUS e do SUAS e doou 968 itens de tecnologia da informa??o, como notebooks e tablets, ao munic¨ªpio de A?ail?ndia. Esses equipamentos foram destinados ¨¤s UBSs e ao CRAS, contribuindo para o aprimoramento do acompanhamento dos usu¨¢rios e subsidiando o planejamento das a??es do Sistema ?nico de Sa¨²de (SUS) e do Sistema ?nico de Assist¨ºncia Social (SUAS) nos territ¨®rios.


d) Educa??o 
A ÀÖ²¥´«Ã½ contribuiu com a realiza??o de capacita??o para a rede p¨²blica de ensino do estado e munic¨ªpios do Maranh?o, por meio de uma iniciativa da Funda??o ÀÖ²¥´«Ã½, em parceria com a FGV, no projeto Trilhos da Alfabetiza??o, que tamb¨¦m beneficia a regi?o do Piqui¨¢. A empresa tamb¨¦m apoiou a reforma da escola Piqui¨¢ de Baixo Almirante Barroso, em 2023, beneficiando 136 alunos. Al¨¦m disso, a Funda??o ÀÖ²¥´«Ã½, por meio do projeto Rotas e Redes Liter¨¢rias, tamb¨¦m reformou e equipou salas de leitura das escolas do Piqui¨¢, contando tamb¨¦m com doa??o de acervo e capacita??o de profissionais da educa??o em tem¨¢ticas relacionadas ¨¤ leitura. No total, foram doados cerca de 6 mil livros para as escolas de A?ail?ndia, sendo 630 para o Piqui¨¢.


Em 2025, a empresa contribuiu com a alfabetiza??o plena de crian?as dos cinco primeiros anos do Ensino Fundamental de duas unidades de ensino (EM Eduardo Pereira Duarte e EM Darcy Ribeiro). O total de 479 alunos foram beneficiados com a iniciativa e 22 profissionais capacitados.


e) Emprego e gera??o de renda 
Visando promover o empreendedorismo local e a gera??o de renda, a Funda??o ÀÖ²¥´«Ã½ realiza o programa AGIR (Apoio ¨¤ Gera??o e Incremento de Renda), que apoia cinco neg¨®cios comunit¨¢rios em A?ail?ndia. Por meio do AGIR, empreendedores recebem consultoria especializada em gest?o e opera??o de neg¨®cios, forma??es customizadas para seu tipo de atividade, apoio em articula??o para parcerias e capta??es, al¨¦m de um capital semente para estrutura??o e expans?o do neg¨®cio.


O programa AGIR apoia ainda a Feira Livre do Piqui¨¢, neg¨®cio composto por 26empreendedores que produzem e comercializam produtos locais, al¨¦m de promover o resgate da cultura da regi?o e a ocupa??o de seus espa?os p¨²blicos. Al¨¦m da feira, no Piqui¨¢ tamb¨¦m h¨¢ outros empreendedores apoiados pelo AGIR, como os apicultores que fazem parte da associa??o AAVA - Associa??o Agroindustrial ÀÖ²¥´«Ã½ do A?ail?ndia. O mel ¨¦ produzido em um pasto ap¨ªcola cedido pela empresa Suzano, por meio de uma parceria de coopera??o t¨¦cnica com a Funda??o ÀÖ²¥´«Ã½.


Em 2025, a ÀÖ²¥´«Ã½ tamb¨¦m implementou o programa Jovem Aprendiz da empresa junto ¨¤ comunidade de Piqui¨¢. Nesta edi??o, a ÀÖ²¥´«Ã½ ofereceu 20 vagas para o curso de T¨¦cnico de Eletromec?nica, com atua??o pr¨¢tica na ¨¢rea de Manuten??o ou Opera??o da empresa. A admiss?o aconteceu em fevereiro de 2025 e a conclus?o est¨¢ prevista para 2027. Os jovens aprovados recebem bolsa aux¨ªlio, entre outros benef¨ªcios.


A ÀÖ²¥´«Ã½ reafirma seu compromisso em seguir dialogando e construindo solu??es de desenvolvimento social com a comunidade de Piqui¨¢, sociedade civil em geral, poder p¨²blico e outras empresas privadas, a fim de promover a garantia dos direitos humanos, do empoderamento da comunidade e do fortalecimento das pol¨ªticas e gest?o p¨²blica, criando assim resultados sustent¨¢veis para a regi?o.

?ltima atualiza??o em Julho de 2026.

A ÀÖ²¥´«Ã½ esclarece que, em outubro 2024, tornou-se definitiva a decis?o do Supremo Tribunal Federal (tr?nsito em julgado), ap¨®s decis?o definitiva de agosto 2024, do Tribunal Regional do Trabalho da 3? Regi?o, que declararam nulo o auto de infra??o que versou sobre o trabalho escravo. Esse desfecho confirma a exclus?o da ÀÖ²¥´«Ã½ S.A. do Cadastro de empregadores do Minist¨¦rio do Trabalho e Emprego, conhecida como ¡°lista suja¡±, encerrando em definitivo os debates jur¨ªdicos sobre o tema.?
 
Contextualiza??o 
A inclus?o indevida da ÀÖ²¥´«Ã½ na ¡°lista suja¡± estava relacionada a fato ocorrido em fevereiro de 2015, quando a empresa Ouro Verde Loca??es e Servi?os S.A., que prestava servi?os de transporte de produtos acabados entre as Minas do Pico e de F¨¢brica para a ÀÖ²¥´«Ã½ S.A em Minas Gerais, teve seus locais de trabalho inspecionados pelo Minist¨¦rio do Trabalho e Emprego. Naquela ocasi?o, foi apontado descumprimento de obriga??es trabalhistas relativas ¨¤s condi??es do vesti¨¢rio, limpeza, acesso ¨¤ ¨¢gua, jornada de trabalho, dentre outras. 
 
O Minist¨¦rio do Trabalho e Emprego, ao adotar uma interpreta??o da lei de forma ampla, considerou que a terceiriza??o do transporte era ilegal, argumentando que fazia parte das atividades principais da ÀÖ²¥´«Ã½ e que, por isso, os empregados da Ouro Verde deveriam ser considerados empregados da ÀÖ²¥´«Ã½. ? importante destacar que esses trabalhadores nunca foram privados de liberdade, estavam registrados, recebiam transporte adequado, tinham suas carteiras de trabalho assinadas, n?o tinham documentos retidos nem d¨ªvidas com a empresa, e n?o estavam em condi??es degradantes. 
 
Em raz?o da interpreta??o extensiva da legisla??o, adotada pelo Minist¨¦rio do Trabalho e Emprego, a ÀÖ²¥´«Ã½ S.A. foi autuada por supostas irregularidades cometidas pela Ouro Verde, dentre elas ilicitude de terceiriza??o e manuten??o de empregados em condi??es an¨¢logas ¨¤s de trabalho escravo. Como as autua??es n?o condiziam com a realidade de trabalho daqueles prestadores de servi?os, a ÀÖ²¥´«Ã½,  
 
em 2016 entrou com a??es para anular as multas relacionadas ¨¤ terceiriza??o e ¨¤s condi??es de trabalho dos trabalhadores terceiros. A empresa tamb¨¦m refor?ou a atua??o de grupos internos para a identifica??o e realiza??o de melhorias cont¨ªnuas nas instala??es e nos postos de trabalho. 

A??es de remedia??o em 2015. 
? ¨¦poca, ao tomar conhecimento dos apontamentos existentes no auto de infra??o, a ÀÖ²¥´«Ã½, em colabora??o com as autoridades,? imediatamente corrigiu as irregularidades trabalhistas incorridas pela prestadora de servi?os?e, posteriormente, rescindiu o contrato com a Ouro Verde.? 
 
Al¨¦m disso, a ÀÖ²¥´«Ã½ elaborou um ¡°plano de preven??o ao trabalho for?ado¡±, por meio do qual aprimorou seu sistema de governan?a corporativo; passou a realizar treinamentos sobre terceiriza??o com foco na prote??o dos direitos humanos; e contratou consultoria externa para apoiar na preven??o de irregularidades trabalhistas relativas ¨¤ sa¨²de, higiene e seguran?a do trabalho, dentre outras a??es. 

Medidas corretivas e de preven??o a longo prazo 
?Pol¨ªtica de Direitos Humanos?- A ÀÖ²¥´«Ã½ possui, desde 2009, uma Pol¨ªtica de Direitos Humanos que estabelece diretrizes e princ¨ªpios gerais para que sua atua??o ocorra em respeito e promo??o a todos os Direitos Humanos no desenvolvimento de suas atividades e parcerias em sua cadeia de valor.? 
 
Gest?o de contratos?- A ÀÖ²¥´«Ã½ possui procedimento de gest?o de contratos sobre cumprimento de normas de sa¨²de e seguran?a e canteiros de obras (checklist?para fiscaliza??es). 
 
Cl¨¢usulas contratuais?-
As cl¨¢usulas contratuais relacionadas a temas de Direitos humanos permitem a rescis?o do contrato em caso de uso de m?o de obra an¨¢loga a de escravo e descumprimento de legisla??o trabalhista.? 
 
Refor?o do di¨¢logo?- O di¨¢logo entre a ÀÖ²¥´«Ã½ e Sindicatos e organiza??es que representam os trabalhadores terceiros tamb¨¦m foi ampliado.? 
 
Engajamento com fornecedores?¨C Realiza??o de confer¨ºncias, capacita??o e webin¨¢rios e as Caravanas do Trabalho Decente com a participa??o das Secretarias Regionais do Trabalho. 
 
Canal de Den¨²ncias?- Ampliou a atua??o do seu Canal de Den¨²ncias para apura??o de poss¨ªveis irregularidades incluindo as dos prestadores de servi?o. 
 
Due diligence independente em direitos humanos?- Desde 2019, a Companhia realiza?due diligence?independente  em direitos humanos em suas opera??es e na sua cadeia de suprimentos. Com os resultados, s?o elaborados planos de a??o  internos ou para os fornecedores, que s?o acompanhados pela ÀÖ²¥´«Ã½. 

A ÀÖ²¥´«Ã½ repudia toda e qualquer forma de desrespeito aos direitos humanos e ¨¤s condi??es degradantes de trabalho e reafirma seu compromisso em manter condi??es de trabalho decentes e respeitar os direitos humanos em todas as suas atividades. 
 
Para maiores informa??es sobre a gest?o de Direitos Humanos nos fornecedores da ÀÖ²¥´«Ã½ acesse a p¨¢gina do?Portal ESG de Direitos Humanos.? 
 
?ltima atualiza??o em novembro de 2025.? 

A Unidade Tubar?o, localizada em Vit¨®ria (ES), concentra as principais atividades da ÀÖ²¥´«Ã½ no Esp¨ªrito Santo. Em uma ¨¢rea de aproximadamente 14 km?, contempla opera??es de ferrovia, pelotiza??o e porto da empresa no Estado.   Cerca de 20 mil pessoas, entre empregados pr¨®prios e contratados, fornecedores e visitantes, circulam pela Unidade Tubar?o diariamente.

A hist¨®ria da Unidade Tubar?o tem in¨ªcio em 1966, com a transfer¨ºncia das atividades portu¨¢rias da ÀÖ²¥´«Ã½ dos cais de Atalaia e Paul, em Vila Velha, para um novo local, capaz de atender ¨¤ crescente demanda da ¨¦poca por min¨¦rio de ferro. O Porto de Tubar?o j¨¢ nasce interligado ¨¤ Estrada de Ferro Vit¨®ria a Minas (EFVM), sendo considerado a mola propulsora das atividades da ÀÖ²¥´«Ã½ no Esp¨ªrito Santo e o trampolim para que o Estado, cuja economia era centrada no caf¨¦, pudesse diversificar suas atividades atuando em outros atrativos industriais e comerciais. O porto ¨¦ respons¨¢vel pela movimenta??o de min¨¦rio de ferro, gr?os, fertilizantes e carv?o. 

A empresa realiza h¨¢ d¨¦cadas investimentos para reduzir a emiss?o de material particulado proveniente das atividades de pelotiza??o e da movimenta??o de produtos na Unidade Tubar?o.  Tecnologias como aplica??o de pol¨ªmeros sobre as pilhas de materiais, precipitadores eletrost¨¢ticos nas usinas e barreiras de vento ao redor dos p¨¢tios de estocagem s?o controles ambientais amplamente utilizados no site.

Com o compromisso de trabalhar para reduzir ao m¨¢ximo suas emiss?es de poeira, a ÀÖ²¥´«Ã½ concluiu o Termo de Compromisso Ambiental, firmado com o poder p¨²blico, e celebra um marco em sua opera??o no Esp¨ªrito Santo: a redu??o de 93% nas emiss?es de poeira difusa na Unidade Tubar?o, em compara??o com 2010. Essa conquista ¨¦ resultado de um investimento de aproximadamente R$ 5 bilh?es no Plano Diretor Ambiental (PDA) da empresa, lan?ado em 2018.

O PDA de Tubar?o envolveu a??es atendendo ¨¤s recomenda??es dos ¨®rg?os t¨¦cnicos, focadas em tratar as fontes de emiss?es difusas, provenientes da movimenta??o de produtos em p¨¢tios, correias transportadoras e p¨ªeres.

Foram 131 projetos para melhoria da gest?o atmosf¨¦rica, incluindo implanta??o de novos equipamentos, melhorias em controles ambientais atmosf¨¦ricos e estudos de novas tecnologias. Entre as principais a??es, est?o a amplia??o da rede de monitoramento interna, operada pelo Centro de Controle Ambiental, com 53 pontos que monitoram as opera??es continuamente com objetivo de garantir o funcionamento de todos os controles; o fechamento de 20,5 mil m? de ¨¢reas de estocagem tempor¨¢rias e dos viradores de vag?es; o fechamento das correias transportadoras ¨C equivalente a 21 km de transportadores de min¨¦rio, pelotas e carv?o; e a instala??o de novas wind fences, totalizando 16 km de barreiras de vento em todos os p¨¢tios de armazenamento de produtos na Unidade Tubar?o.

Algumas tecnologias adotadas:

  • Fechamento de transportadores: 21 km de estruturas totalmente fechadas ou com tapamento lateral para reduzir emiss?es; 
  • Barreiras de vento (wind fences): mais 6 km de estruturas com at¨¦ 30 metros de altura, pioneiras na Am¨¦rica Latina, totalizando 16 km na Unidade Tubar?o;
  • Fechamento de ¨¢reas: galp?es cobrindo mais de 20.500 m? em ¨¢reas de manuseio de materiais; 
  • Supressores de poeira: aplicados sobre pilhas de min¨¦rio, feitos de fibra de celulose e pl¨¢stico PET, este ¨²ltimo em parceria com a Universidade Federal do Esp¨ªrito Santo (Ufes).

Importante esclarecer, tamb¨¦m, que a poeira sediment¨¢vel, popularmente conhecida como "p¨® preto", ¨¦ composta por diferentes elementos provenientes de diversas fontes, como veiculares, constru??o civil e industriais, conforme Invent¨¢rio de Fontes do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Iema). A empresa mant¨¦m di¨¢logo aberto e direto com as comunidades e est¨¢ ¨¤ disposi??o por meio do canal de escuta Al? ÀÖ²¥´«Ã½ (0800 285 7000).

?ltima atualiza??o, novembro  de 2025

Em 5 de novembro de 2015, a barragem de Fund?o da Samarco, localizada em Mariana, Minas Gerais, rompeu, causando 19 mortes e liberando aproximadamente 39,2 milh?es de metros c¨²bicos de rejeitos no distrito de Bento Rodrigues, a 8km de Fund?o, seguindo pelo rio Gualaxo do Norte, em Mariana, impactando a cidade de Barra Longa, e por fim desaguando no rio Doce, em um trajeto de cerca de 670 km, impactando 39 munic¨ªpios de Minas Gerais ao Esp¨ªrito Santo.
 
O rompimento da barragem de Fund?o da Samarco foi uma trag¨¦dia que jamais ser¨¢ esquecida. Como acionistas da joint venture 50:50 n?o operada, a ÀÖ²¥´«Ã½ e a BHP sempre estiveram comprometidas com a repara??o dos danos causados.  

Termo de Transa??o e Ajustamento de Conduta (TTAC)

Em mar?o de 2016, a Samarco, a ÀÖ²¥´«Ã½ e a BHP Brasil firmaram um Termo de Transa??o e Ajustamento de Conduta (¡°TTAC¡±) com o governo federal, os dois estados brasileiros afetados pelo rompimento da barragem (Esp¨ªrito Santos e Minas Gerais) e outras autoridades governamentais para estabelecer programas de repara??o e compensa??o para as comunidades e ¨¢reas atingidas pelo rompimento da barragem. A Funda??o Renova era a respons¨¢vel pela execu??o das a??es de repara??o, desde 2016,com a ÀÖ²¥´«Ã½ e a BHP como curadoras adicionais conjuntamente respons¨¢veis pelo financiamento da Funda??o.  O TTAC previa 42 programas de repara??o social, econ?mica e ambiental nos territ¨®rios afetados. R$ 38 bilh?es foram gastos com as a??es de repara??o e compensa??o executadas pela Renova. 

Renegocia??o dos Programas

Nos termos do TTAC, em 2021 foi iniciado um processo de repactua??o dos 42 programas socioecon?micos e socioambientais, visando a repara??o integral dos danos decorrentes do rompimento da barragem de Fund?o e buscando termos efetivos, eficientes, abrangentes e mais claros para o acordo assinado. A Samarco, a BHP Brasil e a ÀÖ²¥´«Ã½ se envolveram em uma media??o liderada pelo Tribunal Regional Federal da 6? Regi?o, com os governos estaduais e federal brasileiros e outras entidades p¨²blicas para chegar a uma solu??o definitiva das obriga??es decorrentes do TTAC, do Minist¨¦rio P¨²blico Federal e de outras reivindica??es de entidades governamentais relacionadas ao rompimento da barragem da Samarco. 

Acordo definitivo no Brasil para a repara??o integral do rompimento da barragem de Fund?o da Samarco em 2024

Em 25 de outubro de 2024, a ÀÖ²¥´«Ã½ S.A., BHP Billiton Brasil Ltda e Samarco Minera??o S.A., juntamente com o Governo Federal Brasileiro, os governos estaduais de Minas Gerais e Esp¨ªrito Santo, os Minist¨¦rios P¨²blicos e Defensorias P¨²blicas do Estado Federal e outras entidades p¨²blicas brasileiras assinaram um acordo definitivo e substancial de sinistros relacionados ao rompimento da barragem de Fund?o (¡°Acordo Definitivo¡±). O acordo definitivo foi aprovado pelo Supremo Tribunal Federal em 6 de novembro de 2024.  

O Acordo Definitivo determinou a extin??o da Funda??o Renova e definiu as iniciativas para a repara??o definitiva dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fund?o. A repara??o passa a ser responsabilidade da Samarco, dos poderes p¨²blicos brasileiros signat¨¢rios e dos munic¨ªpios que aderirem ao acordo, relacionadas ao rompimento da barragem de Fund?o, incluindo todos os danos socioambientais e todos os danos socioecon?micos coletivos e difusos decorrentes do rompimento.

"O Acordo Definitivo permitiu uma resolu??o mutuamente ben¨¦fica para todas as Partes em termos justos e eficazes, ao mesmo tempo que criou certeza e seguran?a jur¨ªdica. ? o resultado de um processo de media??o de alto n¨ªvel conduzido pelo Tribunal Regional Federal da 6? Regi?o, com di¨¢logo aberto e transpar¨ºncia. O engajamento das autoridades brasileiras e dos entes p¨²blicos garantiu legitimidade ao acordo, que foi respaldado por crit¨¦rios sociais, ambientais e t¨¦cnicos. Este importante acordo tamb¨¦m refor?a nosso compromisso com a sociedade brasileira e com um futuro melhor para as pessoas, as comunidades e o meio ambiente ", Gustavo Pimenta, diretor-presidente da ÀÖ²¥´«Ã½.

Principais compromissos financeiros

O Acordo Definitivo prev¨º um valor financeiro total de aproximadamente R$ 170 bilh?es?, compreendendo obriga??es passadas e futuras, para atender ¨¤s pessoas, comunidades e ao meio ambiente impactados pelo rompimento da barragem. Ele define tr¨ºs linhas principais de obriga??es. 

 ?As obriga??es financeiras futuras s?o apresentadas em bases reais e sem desconto, e incorrer?o em corre??o monet¨¢ria, anualmente, pelo ¨ªndice de infla??o brasileiro IPCA.
? Ajustados pelo ¨ªndice de infla??o brasileiro IPCA. 

 
  • Obriga??es de pagar: Os fundos apoiar?o diversas frentes de compensa??o, garantindo recursos substanciais para melhorias na sa¨²de, saneamento, atividades pesqueiras e financiamento comunit¨¢rio, e uma abordagem dedicada ¨¤s comunidades ind¨ªgenas e tradicionais e aos munic¨ªpios.
  • Obriga??es de fazer: A Samarco executar¨¢ determinadas obriga??es, incluindo um sistema de indeniza??o individual simplificado e volunt¨¢rio, medidas para a recupera??o ambiental do Rio Doce e a conclus?o dos reassentamentos comunit¨¢rios, que j¨¢ atingiram 93%, com expectativa de chegar a 96% no fim de 2025. Assim, parte dos 42 programas da Funda??o Renova ser¨¢ gradativamente transferida para a Samarco ou para as autoridades, enquanto os demais programas ser?o encerrados. O ¨®rg?o de governan?a da Funda??o Renova cessar¨¢ com a assinatura. 
  • Financiamento das obriga??es de remedia??o da Samarco: De acordo com os termos do Plano de Recupera??o Judicial da Samarco (PRJ), a Samarco possui um limite para financiamento das obriga??es de repara??o/remedia??o de US$ 1 bilh?o para o per¨ªodo de 2024 a 2030. Adicionalmente, no caso de eventual excesso de gera??o de caixa da Samarco no final de cada ano  (ap¨®s obriga??es como requisitos de capital operacional, servi?os da d¨ªvida e obriga??es de remedia??o), a ÀÖ²¥´«Ã½ e a BHP Brasil podem direcionar 50% deste saldo para fornecer financiamento adicional para as obriga??es de remedia??o e compensa??o. A ÀÖ²¥´«Ã½ e a BHP Brasil, como acionistas da Samarco, s?o respons¨¢veis por contribuir com o financiamento das obriga??es de repara??o da Samarco sempre que a empresa n?o consiga realiz¨¢-lo.
  • Qualidade da ¨¢gua: Desde 2019/2020, a qualidade da ¨¢gua do rio Doce retornou aos padr?es anteriores ao rompimento da barragem de Fund?o (2015). O rio ¨¦ classificado como Classe 2, conforme a Resolu??o CONAMA n? 357/2005, o que permite seu uso para abastecimento p¨²blico com tratamento convencional, inclusive em per¨ªodos de estiagem.
    O monitoramento da ¨¢gua ¨¦ realizado desde 2017 pelo Programa de Monitoramento Qualiquantitativo Sistem¨¢tico (PMQQS), com dura??o prevista at¨¦ 2039. O programa ¨¦ financiado pelas empresas respons¨¢veis, executado por institui??es especializadas e auditado por ¨®rg?os ambientais como o IBAMA e os ¨®rg?os estaduais.

    Provis?o da ÀÖ²¥´«Ã½ e expectativa de sa¨ªda de caixa: A ÀÖ²¥´«Ã½ reafirma seu compromisso de apoiar a Samarco na repara??o dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fund?o e com a obriga??o previamente acordada pelos acionistas de financiar, at¨¦ uma parcela de 50%, os valores que a Samarco eventualmente deixar de financiar como devedora prim¨¢ria. O cronograma estimado para desembolso de caixa ¨¦ apresentado abaixo: 
Fonte: 
? Valores expressos em termos reais. 
? Taxa de c?mbio BRL/USD de 5,3186 de 30 de setembro de 2025.

 

Processos Judiciais

 

  • Processos no Brasil: A ÀÖ²¥´«Ã½ ¨¦ r¨¦ em diversos processos judiciais movidos por autoridades governamentais e associa??es civis que alegam danos socioambientais, socioecon?micos e medidas de remedia??o devido ao rompimento da barragem de Fund?o da Samarco. A assinatura do acordo definitivo fornece uma estrutura est¨¢vel para a execu??o de medidas de repara??o e compensa??o relacionadas ao rompimento da barragem da Samarco. Tamb¨¦m endere?a 181 a??es judiciais movidas pelas autoridades p¨²blicas envolvidas neste acordo. Os processos criminais relevantes contra a ÀÖ²¥´«Ã½, relativos ¨¤ Fund?o e Brumadinho est?o descritos em nosso relat¨®rio 20-F na p¨¢gina 174.      
  • A??es Internacionais (Reino Unido e Holanda):  A ÀÖ²¥´«Ã½ acredita que os processos ingl¨ºs e holand¨ºs s?o desnecess¨¢rios porque duplicam quest?es j¨¢ cobertas pelo trabalho de repara??o pela Samarco e a extinta Funda??o Renova e/ou por acordos judiciais existentes e em andamento no Brasil.
     
  • A BHP Group Limited e a BHP Group (UK) Limited (BHP) s?o r¨¦s em uma a??o coletiva no Tribunal de Londres, na Inglaterra, que discute indeniza??es em decorr¨ºncia do rompimento da Barragem de Fund?o em 2015 (o Processo Ingl¨ºs). A BHP n?o considera que seja respons¨¢vel perante os demandantes no processo ingl¨ºs. Em 21 de outubro de 2024, teve in¨ªcio o julgamento do primeiro est¨¢gio, para determinar se ambas as empresas BHP s?o respons¨¢veis pelos requerentes da Reivindica??o do Reino Unido. Se esse julgamento estabelecer a responsabilidade, um julgamento de segundo est¨¢gio seguir¨¢ para determinar os danos e o quantum. Ainda n?o foi proferida decis?o do julgamento de primeira fase, que est¨¢ prevista para ser proferida entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.
     
  • Em mar?o de 2024, uma nova a??o foi movida contra a ÀÖ²¥´«Ã½ e a subsidi¨¢ria holandesa da Samarco perante o Tribunal de Amsterdam, na Holanda, para pleitear indeniza??es em decorr¨ºncia do rompimento da Barragem de Fund?o (o Processo Holand¨ºs).  A ÀÖ²¥´«Ã½ n?o considera que seja respons¨¢vel perante os demandantes no processo holand¨ºs. O processo ter¨¢ uma 1? fase para an¨¢lise de jurisdi??o, e outras 2 fases para avaliar admissibilidade, responsabilidade e danos, caso sejamos vencidos na discuss?o de jurisdi??o. O julgamento, que deve ser precedido de audi¨ºncia espec¨ªfica em data ainda a ser designada, n?o ser¨¢ antes do 2?tri/2026. A VALE apresentou sua defesa preliminar/desafio de jurisdi??o (1? fase) em 07/10/2025.
     
  • A BHP, a BHP Brasil e a ÀÖ²¥´«Ã½ celebraram um acordo rec¨ªproco em que concordaram em custear, em bases iguais (50%/50%), quaisquer indeniza??es que venham a ser impostas no Processo Ingl¨ºs ou no Processo Holand¨ºs que n?o sejam sobrepostas ¨¤s indeniza??es j¨¢ pagas no Brasil. Esse acordo refor?a o compromisso assumido pelas acionistas da Samarco desde o TTAC, firmado em mar?o de 2016, com as autoridades p¨²blicas brasileiras, segundo o qual cada uma delas contribuir¨¢, 50%/50%, com os recursos necess¨¢rios ¨¤ repara??o dos danos causados pelo rompimento caso a Samarco n?o consiga custe¨¢-los.

Termos detalhados do Acordo Definitivo

Categoria Descri??o
Partes
?    O Governo Federal do Brasil, o Estado de Minas Gerais, o Estado do Esp¨ªrito Santo, os promotores e defensores p¨²blicos
?    Samarco, ÀÖ²¥´«Ã½ e BHP Brasil 
Liquida??o e libera??es
?    Liquida??o integral e definitiva das obriga??es do TTAC, da a??o civil do Minist¨¦rio P¨²blico Federal e de outras a??es do Poder P¨²blico relativas ao rompimento da barragem.
?    Confirma??o de que os danos socioambientais e socioecon?micos coletivos de qualquer natureza (incluindo danos sociais, morais e n?o econ?micos) decorrentes do rompimento da barragem s?o compensados e remediados pelas Obriga??es de Fazer e Obriga??es de Pagar e n?o ser?o exigidas obriga??es adicionais para a repara??o e compensa??o dos danos coletivos.
?    As libera??es das Obriga??es de Fazer e Obriga??es de Pagar ser?o fornecidas assim que as obriga??es forem conclu¨ªdas.
?    As isen??es de responsabilidade por indiv¨ªduos eleg¨ªveis, pequenas empresas, munic¨ªpios e comunidades ind¨ªgenas e tradicionais ser?o fornecidas ap¨®s o recebimento dos pagamentos de indeniza??o, se optarem por participar do acordo.
?    Consulte a se??o "Processos Judiciais" acima para obter as responsabilidades e reivindica??es que n?o ser?o resolvidas pelo contrato estabelecido entre as empresas.
Condi??es de pagamento
? A Samarco ser¨¢ obrigada a arcar com as Obriga??es de Pagar ¨¤s Autoridades P¨²blicas em parcelas ao longo de um per¨ªodo de 20 anos, do AF25 ao AF43 (consulte "Principais Compromissos Financeiros" para obter mais detalhes).
?    A Samarco e a Funda??o Renova ser?o obrigadas a cumprir as Obriga??es de Fazer de acordo com o escopo e o prazo estabelecidos no Acordo Definitivo.
?    A Samarco ¨¦ a principal devedora das obriga??es de liquida??o e a ÀÖ²¥´«Ã½ e a BHP Brasil s?o subsidiariamente respons¨¢veis por qualquer obriga??o que a Samarco n?o possa financiar ou cumprir na propor??o de sua participa??o acion¨¢ria no momento do rompimento da barragem, j¨¢ que possuem 50% de participa??o da Samarco cada.
²Ñ³Ü²Ô¾±³¦¨ª±è¾±´Ç²õ&²Ô²ú²õ±è;
(Obriga??o de Pagar)
?    Aloca??o de valores que ser?o pagos diretamente aos Munic¨ªpios eleg¨ªveis nas regi?es afetadas que concordarem em aderir ao acordo definitivo.
?    Investimentos em munic¨ªpios e comunidades por meio das diversas iniciativas ambientais e comunit¨¢rias do Acordo Definitivo, inclusive em rela??o a programas de sa¨²de, recupera??o econ?mica e saneamento de ¨¢gua.
³§²¹¨²»å±ð&²Ô²ú²õ±è;
(Obriga??o de Pagar)
?    Financiamento para a cria??o de um fundo perp¨¦tuo para fortalecer o sistema p¨²blico de sa¨²de nas regi?es afetadas, que ser¨¢ coordenado pelo Governo Federal do Brasil.
Pesca 
(Obriga??o de Pagar)
?    Financiamento para a cria??o de fundos perp¨¦tuos federais e estaduais para o fortalecimento da atividade pesqueira no rio Doce, que ser?o administrados pelo Poder P¨²blico.
?    A proibi??o de pesca existente aplic¨¢vel ¨¤ por??o do rio Doce no Estado de Minas Gerais ser¨¢ liberada em at¨¦ seis meses, e a proibi??o de pesca aplic¨¢vel ¨¤ foz do rio e ¨¢rea costeira do Estado do Esp¨ªrito Santo ser¨¢ liberada em at¨¦ dois anos. Ambas as libera??es apoiar?o a retomada dos meios de subsist¨ºncia e das atividades econ?micas nas regi?es afetadas.
Saneamento de ¨¢gua 
(Obriga??o de Pagar)
?    Financiamento para a universaliza??o do saneamento b¨¢sico de ¨¢gua para munic¨ªpios da bacia do rio Doce, com o objetivo de reduzir a quantidade de esgoto n?o tratado que ¨¦ despejado no rio.
Projetos Estaduais
 (Obriga??o de Pagar)
?    Financiamento de obras de infraestrutura relacionadas ¨¤ constru??o e melhoria de estradas nas regi?es atingidas e a elabora??o de uma lista definida de a??es e projetos do Governo do Estado que substituir?o os programas socioecon?micos e socioambientais atualmente executados pela Funda??o Renova.
Programa para Mulheres
 (Obriga??o de Pagar)
?    Financiamento para um programa de apoio ¨¤s mulheres.
?    Programa a ser gerido pelo Minist¨¦rio P¨²blico e Defensoria P¨²blica.
Outros financiamentos comunit¨¢rios
 (Obriga??o de Pagar)
?    Programa de apoio ¨¤ renda: Financiamento alocado para o apoio financeiro de indiv¨ªduos envolvidos em atividades agr¨ªcolas e pesqueiras nas ¨¢reas afetadas. O Governo Federal criar¨¢ um programa para fornecer uma quantia prescrita aos indiv¨ªduos eleg¨ªveis mensalmente por tr¨ºs a quatro anos.
?    Plano de Recupera??o Econ?mica: Financiamento alocado para a cria??o de um programa de apoio ¨¤ educa??o, ci¨ºncia, tecnologia, inova??o, desenvolvimento socioecon?mico e agricultura, com o objetivo de apoiar a recupera??o econ?mica das regi?es afetadas.
?    Preven??o e mitiga??o de riscos miner¨¢rios: Financiamento de a??es voltadas ao monitoramento e mitiga??o de riscos para atividades de explora??o mineral.
?    Fortalecimento do Sistema Nacional de Assist¨ºncia Social: Financiamento para fortalecer os servi?os e outras ofertas p¨²blicas do Sistema ?nico de Assist¨ºncia Social no Brasil.
?    Reembolsos da Previd¨ºncia Social: Financiamento para ressarcir a Uni?o dos gastos p¨²blicos com previd¨ºncia social decorrentes do rompimento da barragem, incluindo valores para benef¨ªcios previdenci¨¢rios por acidentes de trabalho e seguro-desemprego para pescadores eleg¨ªveis.
Comunidades ind¨ªgenas e tradicionais 
(Obriga??o de Pagar)
?    Compensa??o de R$ 8 bilh?es (US$ 1,4 bilh?o) para comunidades ind¨ªgenas e tradicionais eleg¨ªveis que optarem por participar ap¨®s um processo de consulta liderado pelo Governo Federal, que deve levar at¨¦ 18 meses. Durante o per¨ªodo de consulta, as comunidades continuar?o a receber pagamentos mensais de ajuda financeira.
?    As comunidades que optarem por participar ter?o o poder de decidir como os pagamentos s?o usados para compensar os membros da comunidade por seu modo de vida coletivo, inclusive por meio de programas comunit¨¢rios e/ou pagamentos individuais.
?    O acordo definitivo tamb¨¦m estabelecer¨¢ um fundo administrado pelo Governo Federal para implementar pol¨ªticas p¨²blicas em conex?o com as comunidades ind¨ªgenas e tradicionais.
Indeniza??o e Compensa??o 
(Obriga??o de Fazer)
?    Os requerentes individuais eleg¨ªveis com reivindica??es n?o resolvidas relacionadas a danos causados pela ¨¢gua ter?o direito a R$ 13.018 por pessoa se optarem por participar.
?    Os pescadores e pequenos agricultores eleg¨ªveis nas regi?es afetadas ter?o direito a R$ 95 mil por pessoa.
?    Um outro sistema de compensa??o e indeniza??o endossado pelo Poder P¨²blico compensar¨¢ indiv¨ªduos e pequenas empresas eleg¨ªveis que concordarem em optar pelo acordo por reivindica??es de danos gerais remanescentes no valor de R$ 35.000 por pessoa para uma libera??o total. De acordo com esse sistema, os requerentes eleg¨ªveis s¨® ser?o obrigados a apresentar comprovante de identidade e resid¨ºncia para serem avaliados quanto ¨¤ elegibilidade. Essa estrutura simplificada e crit¨¦rios de elegibilidade foram projetados para acomodar um grande n¨²mero de pessoas por meio de um processamento simplificado.
Reassentamento comunit¨¢rio
 (Obriga??o de Fazer)
?    A Samarco concluir¨¢ o reassentamento das comunidades de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo.
?    Atualmente, 93% dos casos de reassentamento foram conclu¨ªdos, com expectativa de chegar a 96% no fim de 2025. 
Meio ambiente 
(Obriga??o de Fazer)
?    A Samarco se comprometeu a remover at¨¦ 9,15 milh?es de m? de rejeitos e sedimentos de um local pr¨¦-definido do rio Doce. A remo??o do material estaria sujeita a limites de licenciamento ambiental aprovados e a certas condi??es.
?    Caso a Samarco receba aprova??o do ¨®rg?o ambiental para remover apenas parte dos 9,15 milh?es de m? do material, ser¨¢ feito um pagamento de indeniza??o de R$ 450 milh?es por milh?o de m? de material n?o removido quando as obras forem finalizadas.
?    A Samarco continuar¨¢ um programa de monitoramento ambiental para testar a presen?a de sete subst?ncias qu¨ªmicas prescritas em oito ¨¢reas definidas da bacia do rio Doce, que pode aumentar para nove ¨¢reas se os 9,15 milh?es de m3 n?o forem removidos (uma ¨¢rea total de aproximadamente 42 mil hectares).
?    A Samarco realizar¨¢ remedia??o adicional das ¨¢reas impactadas pelo rompimento da barragem, incluindo restaura??o de habitats aqu¨¢ticos e monitoramento ambiental e da qualidade da ¨¢gua da bacia do rio Doce.
Funda??o Renova
?    Em mar?o de 2016, o TTAC firmado entre as Empresas e as autoridades brasileiras relevantes estabeleceu a Funda??o Renova, uma funda??o privada sem fins lucrativos respons¨¢vel pela implementa??o de 42 programas de remedia??o e compensa??o para lidar com os impactos do rompimento da barragem at¨¦ o momento.
?    Os 42 programas da Funda??o Renova ser?o conclu¨ªdos ou transferidos para a Samarco ou para os Governos Federal ou Estadual em at¨¦ 12 meses e o ¨®rg?o de governan?a da Funda??o Renova deixar¨¢ de assinar.
?    Conforme observado acima, a Samarco ser¨¢ a principal respons¨¢vel pelo cumprimento das Obriga??es de Fazer.
?ltima atualiza??o em Novembro de 2025.

A PT ÀÖ²¥´«Ã½ Indonesia ('PTVI') ¨¦ uma joint venture n?o operada pela ÀÖ²¥´«Ã½ Base Metals, que det¨¦m uma participa??o de 33,9% na empresa, tornando a ÀÖ²¥´«Ã½ S.A. ('ÀÖ²¥´«Ã½') uma acionista indireta*. O foco operacional da PTVI est¨¢ nas atividades de minera??o, fundi??o e refino de n¨ªquel em Sorowako, Sulawesi do Sul. 

Em 2023, a ÀÖ²¥´«Ã½, S.A. recebeu uma carta de um stakeholders contendo alega??es de impactos sociais e ambientais relacionados ¨¤s atividades da PTVI em Sorowako e Tanamalia.

Os supostos impactos sociais e de direitos humanos estavam relacionados ao acesso ¨¤ terra, reassentamento, restaura??o de meios de subsist¨ºncia, acesso e qualidade da ¨¢gua, falta de consulta e intimida??o por for?as de seguran?a.

Em resposta ¨¤s alega??es, em outubro de 2023, a ÀÖ²¥´«Ã½ Base Metals (VBM) estabeleceu uma for?a-tarefa para ajudar a PTVI a avaliar e tratar as alega??es, e para ajudar a empresa a fortalecer sua abordagem de gest?o de impactos sociais, de direitos humanos e ambientais na regi?o.  Uma investiga??o externa e independente foi contratada para investigar as alega??es relacionadas ¨¤ qualidade da ¨¢gua, ¨¤ liberdade de express?o, ¨¤ priva??o de meios de subsist¨ºncia e ¨¤ terra. 

A consultoria independente de risco social, direitos humanos e sustentabilidade, Twentyfifty, realizou a investiga??o com uma equipe composta por consultores internacionais e indon¨¦sios. O trabalho realizado foi baseado nos UNGPs e incluiu a coleta de informa??es e documentos da PTVI; bem como a condu??o de entrevistas com membros da comunidade. A consultoria tamb¨¦m fez v¨¢rias tentativas de engajamento com a ONG Walhi.  O relat¨®rio resumido pode ser encontrado aqui.

Em rela??o ¨¤ terra, aos meios de subsist¨ºncia e ¨¤ compensa??o, os entrevistados indicaram que n?o tinham conhecimento dos limites da concess?o da PTVI em torno de Sorowako, que ¨¦ usada pelas fam¨ªlias para atividades econ?micas (por exemplo, agricultura) e/ou como terreno residencial. Tamb¨¦m foram levantadas preocupa??es sobre diferentes abordagens e n¨ªveis de indeniza??o. Coletivamente, isso contribuiu para o aumento das tens?es sociais e da frustra??o da comunidade.

Em rela??o ¨¤ supress?o da liberdade de express?o, foi confirmado que a presen?a das for?as de seguran?a durante os engajamentos com a comunidade levou a percep??es de intimida??o, suprimindo a liberdade de express?o. Tamb¨¦m foi notado que incidentes anteriores, incluindo amea?as a funcion¨¢rios da PTVI e conflitos comunit¨¢rios, escalaram as tens?es.

Em rela??o ao acesso ¨¤ ¨¢gua limpa na aldeia de Asuli (Sorowako), o relat¨®rio indica que a ¡°descolora??o da ¨¢gua pode ter sido causada pelo desmatamento e dist¨²rbio da terra relacionados ¨¤ minera??o ou pela eros?o natural do solo durante as chuvas¡±. Al¨¦m disso, de acordo com os entrevistados, os po?os oferecidos pela PTVI n?o atendem a todos os moradores, e alguns membros da comunidade sentiram falta de comunica??o com rela??o aos poss¨ªveis impactos da minera??o sobre as fontes de ¨¢gua e as a??es.

? importante observar que a contamina??o por Cromo Hexavalente n?o foi levantada pelas comunidades durante a investiga??o, e a PTVI forneceu resultados de amostras que estavam em conformidade com os padr?es de qualidade Classe II para Cromo Hexavalente. A PTVI est¨¢ tomando medidas espec¨ªficas para tratar das preocupa??es da comunidade, que podem ser encontradas no Plano de A??o no site da PTVI.

Em rela??o ¨¤ poss¨ªvel perda futura de meios de subsist¨ºncia em Tanamalia, o relat¨®rio indica que os agricultores desmataram terras, sem autoriza??o, dentro da ¨¢rea de concess?o e da ¨¢rea de floresta protegida para plantar p¨¦s de pimenta. A investiga??o levantou preocupa??es sobre o impacto nos meios de subsist¨ºncia futuros devido a potenciais opera??es de explora??o e minera??o em Tanamalia e a necessidade de engajamento participativo de stakeholders e gest?o de impacto.

A PTVI reconhece os achados da investiga??o e est¨¢ comprometida com a implementa??o de um Plano de A??o, que inclui:

  • Melhoria no engajamento e na participa??o de stakeholders
  • Refor?o do Canal de Den¨²ncias da PTVI
  • Revis?o dos pagamentos de compensa??o anteriores e desenvolvimento de uma Estrutura de Acesso ¨¤ Terra e Compensa??o (LACF em ingl¨ºs), bem como uma Estrutura de Acesso ¨¤ Terra e Reassentamento (LARF em ingl¨ºs) para gerenciar o deslocamento f¨ªsico e/ou econ?mico associado ¨¤s atividades de explora??o planejadas
  • Inclus?o da comunidade nos protocolos independentes de teste de ¨¢gua e monitoramento de ¨¢gua que a PTVI promove regularmente
  • Fortalecimento de sua estrat¨¦gia de implementa??o dos Princ¨ªpios Volunt¨¢rios sobre Seguran?a e Direitos Humanos


O resumo do plano de a??o pode ser encontrado aqui.

A PTVI dedica-se a trabalhar com todas as partes para garantir que o engajamento da comunidade local seja conduzido de maneira respeitosa, aderindo aos costumes locais e ¨¤s normas internacionais. As atualiza??es do progresso desses itens de a??o ser?o compartilhadas no pr¨®ximo Relat¨®rio Anual de Sustentabilidade da PTVI, que ser¨¢ publicado no site da empresa em momento oportuno.

*As participa??es acion¨¢rias restantes est?o divididas entre a Sumitomo Metal Mining Co. Ltd. (¡°SMM¡±), a holding do setor de minera??o da ±õ²Ô»å´Ç²Ô¨¦²õ¾±²¹ PT Mineral Industri Indonesia (¡°MIND ID¡±), e a??es p¨²blicas listadas na Bolsa de Valores da ±õ²Ô»å´Ç²Ô¨¦²õ¾±²¹.

?ltima atualiza??o em setembro de 2024

Atualmente, a ÀÖ²¥´«Ã½ det¨¦m 4,59% de participa??o indireta no capital da Norte Energia S.A., empresa concession¨¢ria da Usina Hidrel¨¦trica (UHE) Belo Monte. 

A Norte Energia S.A. possui estrutura de governan?a pr¨®pria, com representa??o de suas acionistas por meio de seu Conselho de Administra??o e respectivos comit¨ºs de assessoramento. A estrutura normativa da Norte Energia ¨¦ composta por pol¨ªticas, normas e demais instrumentos, de forma a disciplinar a delibera??o de temas espec¨ªficos conforme as compet¨ºncias das al?adas pertinentes no melhor interesse da companhia. A ÀÖ²¥´«Ã½ exerce influ¨ºncia por meio do Conselho de Administra??o da Norte Energia e dos comit¨ºs, com o objetivo de contribuir para a ado??o de processos espec¨ªficos, pol¨ªticas e boas pr¨¢ticas de mercado. Em sua atua??o, a ÀÖ²¥´«Ã½ monitora a ado??o de pr¨¢ticas de integridade, transpar¨ºncia e responsabilidade com vistas ¨¤ gera??o de valor sustent¨¢vel para a organiza??o, para o meio ambiente e para a sociedade em geral, visando ainda a promo??o da melhoria cont¨ªnua da gest?o de riscos e impactos.

Desde antes do edital do leil?o da Usina Hidrel¨¦trica de Belo Monte, lan?ado em 2009, o empreendimento promove amplo debate com a sociedade. A conforma??o atual do empreendimento permitiu a redu??o da ¨¢rea alagada em 58% em rela??o ¨¤ proposta original, evitando-se a inunda??o de Terras Ind¨ªgenas. 

Com rela??o ao hidrograma de consenso da UHE de Belo Monte, cabe mencionar que a Garantia F¨ªsica da UHE Belo Monte (4.571 MW) foi definida com base nas m¨¦dias de vaz?es do rio Xingu (1931¨C2007), bem como a partir do Hidrograma de Consenso, que alterna anualmente entre os Hidrogramas A e B, conforme estabelecido pelo Estado Brasileiro. 

A Norte Energia afirma que, em conformidade com o que foi pactuado junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov¨¢veis (Ibama), tem aplicado exclusivamente o Hidrograma B, incluindo sua ado??o integral durante o ano de 2024 e no primeiro semestre de 2025. A solicita??o de renova??o da Licen?a de Opera??o do empreendimento encontra-se em an¨¢lise pelo ¨®rg?o ambiental, sendo importante destacar que a licen?a permanece vigente at¨¦ manifesta??o conclusiva do Ibama. No ?mbito desse processo, o Hidrograma configura-se como um dos temas estrat¨¦gicos em avalia??o e, por isso, tamb¨¦m se encontra sob an¨¢lise das inst?ncias competentes do Governo Federal. A Norte Energia informa que segue acompanhando o processo com rigor t¨¦cnico e institucional, em alinhamento ¨¤s diretrizes de conformidade regulat¨®ria e socioambiental.

Frente aos desafios impostos pelo fen?meno El Ni?o, que afetou significativamente o regime de chuvas na regi?o amaz?nica, o ano de 2024 registrou a quarta pior s¨¦rie hidrol¨®gica dos ¨²ltimos 91 anos. As m¨¦dias anuais de aflu¨ºncia foram de 86% em 2023 e de apenas 62% em 2024, o que impactou negativamente a gera??o da UHE Belo Monte. Esse impacto decorreu da combina??o de tr¨ºs fatores principais, que culminaram em uma produ??o inferior ¨¤ Garantia F¨ªsica: realiza??o apenas do Hidrograma B, que prioriza uma maior vaz?o para o Trecho de Vaz?o Reduzida (TVR) do rio Xingu, implicando em menor disponibilidade h¨ªdrica para a gera??o na UHE Belo Monte; aflu¨ºncia m¨¦dia anual abaixo da m¨¦dia hist¨®rica em 2024, acentuando o cen¨¢rio de escassez h¨ªdrica; restri??es operativas no Sistema Interligado Nacional (SIN), que limitaram a aloca??o do despacho pleno da usina.

Em 2025, a gera??o de Belo Monte tem se destacado consistentemente ao longo dos meses, especialmente nos per¨ªodos de maior demanda. Em janeiro, foi a hidrel¨¦trica que mais gerou energia no pa¨ªs, atendendo a 6% da demanda nacional e chegando a 12% nos hor¨¢rios de pico.

A Norte Energia informa em seu site institucional que j¨¢ investiu cerca de R$ 8 bilh?es, desde 2011, na execu??o do Projeto B¨¢sico Ambiental (PBA) da UHE Belo Monte e de seu Componente Ind¨ªgena (PBA-CI), com a??es voltadas ¨¤ mitiga??o, compensa??o e repara??o dos impactos do empreendimento. Essas iniciativas abrangem ¨¢reas como projetos produtivos, saneamento, educa??o, sa¨²de, biodiversidade e gest?o h¨ªdrica, monitoramento social, com aten??o especial ao Trecho de Vaz?o Reduzida (TVR).

A Norte Energia adota elevados padr?es de governan?a socioambiental, seguindo legisla??es, os Princ¨ªpios do Equador e os Padr?es da International Finance Corporation (IFC). Relat¨®rios auditados s?o publicados trimestralmente no site da companhia, e o Relat¨®rio de Sustentabilidade ¨¦ elaborado conforme as diretrizes da GRI. Tamb¨¦m s?o divulgados boletins com dados operacionais do rio Xingu.

Com foco na escuta ativa, a Norte Energia mant¨¦m diversos canais de di¨¢logo com seus p¨²blicos de interesse, dentre os quais destacam-se o Canal de Den¨²ncias, a Central Belo Monte 24 Horas, os N¨²cleos de Comunica??o da Volta Grande do Xingu e o Sistema de Radiofonia voltado ¨¤s comunidades ind¨ªgenas da regi?o, al¨¦m de promover o F¨®rum de Acompanhamento Social da UHE Belo Monte e comit¨ºs espec¨ªficos com os povos ind¨ªgenas, valorizando o protagonismo dessas lideran?as.

Avan?os v¨ºm sendo registrados no processo de recomposi??o de vida das fam¨ªlias ribeirinhas, reconhecendo a complexidade e a sensibilidade do processo. Para tanto, a Companhia mant¨¦m di¨¢logo cont¨ªnuo com todas as partes envolvidas, incluindo o ¨®rg?o ambiental licenciador, os pr¨®prios ribeirinhos, as fam¨ªlias que poder?o ser realocadas para viabiliza??o de ¨¢reas agricult¨¢veis e o Minist¨¦rio P¨²blico Federal (MPF). J¨¢ na ¨¢rea da seguran?a alimentar, destaca-se o monitoramento da ictiofauna e da pesca, com dados que refor?am a import?ncia do pescado na dieta local e embasam a??es mitigadoras em andamento. Cabe destacar que estudos realizados em parceria com a Universidade Federal do Par¨¢ (UFPA) indicam que o consumo m¨¦dio anual de pescado no rio Xingu ¨¦ de 33 kg por pessoa, valor 275% superior ¨¤ recomenda??o da Organiza??o Mundial da Sa¨²de (12 kg/ano), evidenciando a relev?ncia do pescado como fonte essencial de prote¨ªna para as popula??es locais.

Na Volta Grande do Xingu foram implementadas a??es como sistemas de abastecimento de ¨¢gua, gera??o de renda e assist¨ºncia t¨¦cnica, com aten??o cont¨ªnua ¨¤s condi??es socioambientais locais e avan?os importantes no atendimento ¨¤s demandas socioambientais.

No PBA-CI, a Norte Energia mant¨¦m articula??o com povos ind¨ªgenas e institui??es competentes, promovendo melhorias na produ??o, sa¨²de, prote??o territorial e educa??o. Um marco importante foi o avan?o na Atualiza??o da Matriz de Impactos e na Revis?o do PBA-CI, fortalecendo a governan?a ind¨ªgena, e o redirecionamento de a??es para o poder p¨²blico. 

Em s¨ªntese, as a??es da Norte Energia s?o conduzidas com responsabilidade, sob monitoramento e auditoria independentes, refletindo o compromisso da Companhia com a mitiga??o dos impactos e com o desenvolvimento sustent¨¢vel da regi?o. H¨¢ que se reconhecer, contudo, a exist¨ºncia de desafios que demandam cont¨ªnuo aprimoramento e articula??o interinstitucional.

Para al¨¦m dos compromissos estabelecidos no ?mbito do processo de licenciamento ambiental, a Norte Energia, por meio do seu contrato de concess?o, aporta recursos financeiros em projetos na regi?o do Xingu, por meio do Plano de Desenvolvimento Regional Sustent¨¢vel do Xingu (PDRSX). 

O PDRSX tem como finalidade promover o investimento total de R$ 500 milh?es em projetos que contribuam para o desenvolvimento regional sustent¨¢vel da regi?o no per¨ªodo de 2010 a 2030 (per¨ªodo de concess?o). S?o a??es que buscam contribuir e fortalecer o desenvolvimento socioecon?mico da regi?o e a prote??o ambiental da bacia do Xingu. O PDRSX teve in¨ªcio em 2011 e, at¨¦ abril de 2025, haviam sido investidos R$ 309 milh?es em projetos na regi?o. 

Al¨¦m disso, o Relat¨®rio de Sustentabilidade da Norte Energia mais atual destaca a ades?o da companhia ao Pacto Global da Organiza??o das Na??es Unidas (ONU); o alcance da paridade de g¨ºnero no Conselho de Administra??o, com seis mulheres em sua composi??o; e a publica??o do 2? Invent¨¢rio de Emiss?es de Gases de Efeito Estufa (GEE), que, pelo 2? ano consecutivo, recebeu o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol.

Para mais informa??es sobre as iniciativas de sustentabilidade da Norte Energia, acesse: (

?ltima atualiza??o em Novembro de 2025.

A ÀÖ²¥´«Ã½ n?o possui Direitos Miner¨¢rios em Terras Ind¨ªgenas no Brasil. Em 2021, a ÀÖ²¥´«Ã½ renunciou a todos os seus direitos miner¨¢rios em Terras Ind¨ªgenas no Brasil, tendo, ainda, desistido dos pedidos de autoriza??es para pesquisa e concess?es para lavra. A ren¨²ncia e a desist¨ºncia da ÀÖ²¥´«Ã½ se baseiam no entendimento de que a minera??o em Terras Ind¨ªgenas s¨® pode ser realizada com o Consentimento Livre, Pr¨¦vio e Informado (Free, Prior Informed and Consent - FPIC) dos pr¨®prios ind¨ªgenas e com base em legisla??o que regule adequadamente a atividade. 

Atualmente, a ÀÖ²¥´«Ã½ desenvolve atividades em territ¨®rios tradicionais em pa¨ªses onde h¨¢ regulamenta??o vigente, como ¨¦ o caso do °ä²¹²Ô²¹»å¨¢, sempre com estrita observ?ncia dos princ¨ªpios mencionados acima, com destaque para o Consentimento Livre, Pr¨¦vio e Informado (Free, Prior and Informed Consent - FPIC). 
Cabe observar que informa??es sobre as titularidades de direitos miner¨¢rios constantes no site da ANM podem estar em processo de atualiza??o, podendo gerar an¨¢lises imprecisas sobre o status e a real titularidade das empresas em rela??o a seus direitos miner¨¢rios vigentes. 

?ltima atualiza??o em Novembro de 2025.