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A minera??o ¨¦ uma atividade que est¨¢ diretamente conectada com o territ¨®rio onde os recursos minerais est?o dispon¨ªveis. Para a ÀÖ²¥´«Ã½, ¨¦ imprescind¨ªvel que as atividades sejam realizadas com total respeito aos direitos das comunidades, sua diversidade sociocultural e reconhecendo a rela??o diferenciada que elas t¨ºm com o territ¨®rio, que envolve n?o s¨® aspectos f¨ªsicos e socioecon?micos, mas tamb¨¦m culturais e espirituais. O relacionamento com essas comunidades ¨¦ pautado pela gest?o de riscos e impactos e busca a constru??o e a manuten??o da confian?a, por apoiar sua autonomia e resili¨ºncia, contribuindo para benef¨ªcios m¨²tuos.

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Cabe ressaltar que a ÀÖ²¥´«Ã½ n?o possui direitos miner¨¢rios em Terras Ind¨ªgenas no Brasil. Em 2021, a empresa renunciou a todos esses direitos, tendo ainda desistido dos pedidos de autoriza??es para pesquisa e concess?es para lavra, incluindo em Terras Ind¨ªgenas ainda n?o homologadas. A ren¨²ncia se baseia no entendimento de que a minera??o nesses territ¨®rios s¨® pode ser realizada com a Consulta e o Consentimento Livre, Pr¨¦vio e Informado (CLPI) dos pr¨®prios ind¨ªgenas e com base em legisla??o que regule adequadamente a atividade.

Atualmente, a ÀÖ²¥´«Ã½ desenvolve atividades em territ¨®rios tradicionais em pa¨ªses onde h¨¢ legisla??o vigente, como ¨¦ o caso do °ä²¹²Ô²¹»å¨¢, em que a empresa mant¨¦m os compromissos sobre os direitos dos Povos Ind¨ªgenas.

Arquivo ÀÖ²¥´«Ã½
Arquivo ÀÖ²¥´«Ã½
Na pauta ind¨ªgena, em 2022, a ÀÖ²¥´«Ã½ revisou sua estrat¨¦gia para o relacionamento com essas comunidades, baseada na gest?o de riscos e
impactos operacionais, na contribui??o para o fortalecimento institucional e no compartilhamento de valor e parceria. Esse modelo est¨¢ alinhado ¨¤ estrat¨¦gia macro dos neg¨®cios da ÀÖ²¥´«Ã½ e baseia-se nos pilares de constru??o de relacionamento de confian?a, autonomia e resili¨ºncia das comunidades e constru??o de benef¨ªcios m¨²tuos.

A partir desses pilares, estabeleceu-se a agenda volunt¨¢ria de apoio aos direitos ind¨ªgenas da empresa, que possui um compromisso espec¨ªfico de at¨¦ 2030 apoiar todos os Povos Ind¨ªgenas vizinhos ¨¤s opera??es da ÀÖ²¥´«Ã½ a elaborarem e executarem seus planos em busca de direitos previstos na Declara??o das Na??es Unidas sobre os Direitos dos Povos Ind¨ªgenas (UNDRIP, na sigla em ingl¨ºs), que envolvem tamb¨¦m a??es formativas que contribuem para sua autonomia.

Onde estamos presentes

A ÀÖ²¥´«Ã½ se relaciona com 27 Povos Ind¨ªgenas, sendo 13 no Brasil (dos quais 2 no ?mbito do processo reparat¨®rio de Brumadinho - MG), 11 no °ä²¹²Ô²¹»å¨¢ e 3 na Am¨¦rica Andina (Chile e Peru).

Nos relacionamos, ainda, com 92 Comunidades Tradicionais no Brasil, das quais 29 vinculadas ao processo reparat¨®rio de Brumadinho. A diversidade dessas comunidades ¨¦ grande, e seu conceito n?o ¨¦ ¨²nico. Para mape¨¢-las e caracteriz¨¢-las, a ÀÖ²¥´«Ã½ considera a legisla??o vigente e normativos internacionais, ainda que haja diferen?as entre elas. Dentre os crit¨¦rios considerados est?o a diversidade ¨¦tnica, social e cultural; direitos espec¨ªficos; a rela??o dessas popula??es com os territ¨®rios e seus recursos naturais. Assim, podemos citar relacionamento com comunidades quilombolas; geraizeiras; Povos e Comunidades de Tradi?ao Religiosa Ancestral de Matriz Africana - PCTRAMA (devido ao processo de Repara??o Brumadinho); ciganas; quebradeiras de coco; ribeirinhas; e pescadores artesanais nos estados do Par¨¢, Maranh?o, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Esp¨ªrito Santo.
Arquivo ÀÖ²¥´«Ã½

Povos Ind¨ªgenas de relacionamento no Brasil

No Par¨¢: 


°­²¹²â²¹±è¨® 
  • Em implanta??o: programas previstos no Plano B¨¢sico Ambiental do Componente Ind¨ªgena (PBA-CI) do empreendimento de On?a Puma.  
  • A??o da Agenda de Direitos Ind¨ªgenas finalizada, por meio da contribui??o para a elabora??o de seu Protocolo de Consulta e PGTA, em 2024. 
Xikrin do Catet¨¦ 
  • Em implanta??o: programas previstos no Plano B¨¢sico Ambiental do Componente Ind¨ªgena (PBA-CI) do empreendimento de On?a Puma, cumprimento de condicionante ambiental relacionada ao empreendimento Salobo. Acordo de longo prazo com a??es em diversos eixos.
Gavi?o (Parkat¨ºj¨º, Kyikat¨ºj¨º, e Akr?tikat¨ºj¨º) 
 
  • Em implanta??o: programas previstos no Plano B¨¢sico Ambiental do Componente Ind¨ªgena (PBA-CI) do empreendimento Estrada de Ferro Caraj¨¢s (EFC). Acordo de longo prazo com a??es em diversos eixos.

No Maranh?o: 


Aw¨¢, Guajajara e Ka'apor 
 
  • Em implanta??o: programas previstos no Plano B¨¢sico Ambiental do Componente Ind¨ªgena (PBA-CI) do empreendimento Estrada de Ferro Caraj¨¢s (EFC). Acordo de longo prazo com a??es em diversos eixos.
     
  • A??es da Agenda de Direitos Ind¨ªgenas finalizadas com o povo Ka'apor; em andamento com o Guajajara, com a realiza??o do
    curso de extens?o em Gest?o Ambiental, Mudan?as Clim¨¢ticas e
    A??o Pol¨ªtica; e a??es iniciadas com o povo Aw¨¢, com realiza??o de
    CLPI para in¨ªcio das atividades.

Em Minas Gerais: 


Krenak 
  • Em implanta??o: Termo de Coopera??o e Compromisso com linhas de apoio que visam incentivar a diversifica??o de suas atividades produtivas e o acesso e a perman¨ºncia deste povo na universidade, com a cria??o de um programa espec¨ªfico de bolsas de perman¨ºncia, chamado Kap?n Krenak.

Patax¨® e Patax¨® H? H? H?e 
  • Em implanta??o: a??es de repara??o devido ao rompimento da barragem, em Brumadinho.
  • Firmados dois acordos em 2022 para indenizar os ind¨ªgenas da Aldeia Katur?ma e o grupo liderado por Dona Eline Patax¨®. Em 2023, outro acordo de indeniza??o abrangente foi celebrado com os povos Patax¨® e Patax¨® H?-H?-H?e de Tronco Gervasio e Ant?nia. Em 2025, um novo grupo abrangido pelas A??es Civis P¨²blicas celebrou acordo de repara??o integral, que contempla o pagamento de indeniza??es individuais e coletiva, inclusive mediante a doa??o de um territ¨®rio para a realoca??o definitiva da comunidade ind¨ªgena. As tratativas com os demais ind¨ªgenas seguem em andamento.
 

No Esp¨ªrito Santo: 


Tupiniquim e Guarani 
 
  • Em implanta??o: programas previstos no Plano B¨¢sico Ambiental do Componente Ind¨ªgena (PBA-CI) relacionada ao empreendimento Estrada de Ferro Vit¨®ria-Minas (EFVM).  
 

No °ä²¹²Ô²¹»å¨¢, a ÀÖ²¥´«Ã½, por meio da ÀÖ²¥´«Ã½ Base Metals, mant¨¦m relacionamento com os seguintes Povos Ind¨ªgenas: 

 
  • Ontario: Sudbury Complex: Atikameksheng Anishnawbek First Nations; Wahnapitae First Nation; Sagamok Anishnawbek First Nation; Whitefish River First Nation. 
  • Port Colborne: Metis Nation of Ontario (Region 1, 5, 9); Mississaugas of the Credit First Nation.
  • Manitoba/Thompson: Nisichawayasihk Cree Nation (NCN), Tataskwayak Cree Nation (TCN), Manitoba M¨¦tis Federation.   
  • Newfoundland & Labrador: Labrador Innu (2 communities); Nunatsiavut Inuit (5 communities).
As informa??es sobre comunidades de relacionamento s?o constantemente atualizadas em fun??o de novas opera??es, projetos ou identifica??o de comunidades pr¨®ximas ¨¤s atividades da ÀÖ²¥´«Ã½. 

 

92 Comunidades Tradicionais no Brasil e 1 no Chile

 ?    35 comunidades quilombolas nos estados do Maranh?o, Minas Gerais, Esp¨ªrito Santo e Rio de Janeiro;
 
?    16 grupos de Pescadores Artesanais nos estados do Par¨¢, Maranh?o e Rio de Janeiro;
 
?    1 Comunidade Cigana Calon de Santa B¨¢rbara, em Minas Gerais;
 
?    12 grupos de quebradeiras de coco no estado do Maranh?o;
 
?    1 Comunidade Ribeirinha no Maranh?o;
 
?    6 Comunidades Geraizeiras em Minas Gerais;

?    21 Povos e Comunidades de Tradi??o Religiosa Ancestral de Matriz Africana (PCTRAMA), em Minas Gerais (relacionamento teve in¨ªcio ap¨®s o rompimento da barragem de Brumadinho). 

Nossa Atua??o

O relacionamento da ÀÖ²¥´«Ã½ com Povos Ind¨ªgenas e Comunidades Tradicionais ¨¦ orientado por diretrizes normativas, como a Pol¨ªtica Global de Direitos Humanos da empresa, alinhada ¨¤s principais refer¨ºncias internacionais sobre o tema, como os Princ¨ªpios Orientadores da ONU para Empresas e Direitos Humanos, o Posicionamento do Conselho Internacional de Minera??o e Metais sobre Minera??o e Povos Ind¨ªgenas, a Conven??o n¡ã 169 da Organiza??o Internacional do Trabalho, o Pacto Global da ONU e a Declara??o das Na??es Unidas sobre os Direitos dos Povos Ind¨ªgenas (UNDRIP, na sigla em ingl¨ºs), assim como as legisla??es previstas nos pa¨ªses onde a ÀÖ²¥´«Ã½ est¨¢ presente. 

Por esses princ¨ªpios e padr?es internacionais s?o estabelecidas diretrizes normativas que norteiam os trabalhos dos profissionais dedicados ao relacionamento com os Povos Ind¨ªgenas e Comunidades Tradicionais, como o respeito ¨¤ especificidade de cada comunidade, sua organiza??o social e pol¨ªtica, a implementa??o de processos participativos, sempre que poss¨ªvel com respeito ¨¤ equidade de g¨ºnero e geracional, comprometidos com a Consulta e Consentimento Livre, Pr¨¦vio e Informado (CLPI).

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Onda

O objetivo ¨¦ promover processos participativos que envolvam essas comunidades na elabora??o de estudos de impacto, proposi??o de medidas mitigat¨®rias e ou compensat¨®rias, no desenvolvimento de neg¨®cios que respeitem seus direitos. 
 
As principais diretrizes:  

  • Construir um relacionamento de confian?a, respeito e promo??o dos direitos ¨¤s culturas, ao patrim?nio e aos modos de vida;  
     
  • Reconhecer o direito ao uso da terra e da ¨¢gua, bem como o valor imaterial que esses recursos naturais representam para os Povos Ind¨ªgenas;  
     
  • Promover e documentar o processo de consulta e o consentimento livre, pr¨¦vio e informado relacionado ¨¤s atividades da ÀÖ²¥´«Ã½ e aos interesses das comunidades;   
     
  • Contribuir para a promo??o do etnodesenvolvimento dessas popula??es;  
     
  • Gerir de forma eficiente os potenciais riscos e impactos das atividades da empresa sobre os territ¨®rios;  
     
  • Respeitar e fomentar os mecanismos de governan?a, de acordo com a especificidade da organiza??o social de cada comunidade e garantindo, sempre que poss¨ªvel, a representatividade de g¨ºnero e geracional que possibilite a efetiva participa??o dessas popula??es;   
     
  • Divulgar para os Povos Ind¨ªgenas e Comunidades Tradicionais todos os canais de escuta e resposta da ÀÖ²¥´«Ã½ e gerir adequadamente as manifesta??es registradas, conforme prazos estabelecidos nos normativos vigentes e/ou acordados com as comunidades.   

Integra??o aos processos internos

O relacionamento com Povos Ind¨ªgenas e Comunidades Tradicionais est¨¢ considerado de forma transversal nos diversos processos de gest?o da empresa, a fim de aprimorar a qualifica??o do relacionamento com essas comunidades, a capacita??o de empregados pr¨®prios e terceiros e a ado??o de ferramentas que possibilitam o planejamento pr¨¦vio, a gest?o sustent¨¢vel dos neg¨®cios e, principalmente, o respeito aos direitos dessas comunidades.

Al¨¦m dos procedimentos de gest?o de riscos e de impactos, tamb¨¦m s?o realizados programas, iniciativas e acordos volunt¨¢rios com foco na contribui??o para o etnodesenvolvimento dessas comunidades. 

Arquivo ÀÖ²¥´«Ã½

As equipes dedicadas ao relacionamento com Povos Ind¨ªgenas e Comunidades Tradicionais possuem forma??es multidisciplinares e experi¨ºncia na tem¨¢tica. Esses profissionais est?o baseados nos territ¨®rios e s?o respons¨¢veis pelo dia a dia do engajamento com as comunidades, pela contribui??o para as ¨¢reas de neg¨®cios e pelo registro e encaminhamento de suas manifesta??es.  

As comunidades tamb¨¦m t¨ºm acesso aos demais canais dispon¨ªveis conforme indicados no Fale Conosco

Outras frentes importantes s?o: a qualifica??o de empregados e fornecedores que t¨ºm interface com essas comunidades nas ¨¢reas de influ¨ºncia de projetos e  opera??es, por meio de capacita??es e agendas de sensibiliza??o regulares. Para empregados pr¨®prios, a empresa disponibiliza no sistema de aprendizagem um curso online que pode ser acessado a qualquer momento. Tamb¨¦m temos o compromisso com a seguran?a das comunidades, que contempla a elabora??o de Planos Integrados de Seguran?a das Comunidades, visando uma atua??o voltada para a preven??o de riscos e para o registro de eventuais incidentes, que devem ser analisados e tratados para refor?ar as barreiras de controle e assegurar o menor impacto a todos os envolvidos ( ). 

Compromisso

At¨¦ 2030, a ÀÖ²¥´«Ã½ tem o compromisso com a implanta??o da agenda volunt¨¢ria de direitos ind¨ªgenas, que prev¨º apoiar todos os Povos Ind¨ªgenas vizinhos ¨¤s suas opera??es/empreendimentos a elaborarem e executarem seus planos em busca de direitos previstos na Declara??o das Na??es Unidas sobre os Direitos dos Povos Ind¨ªgenas (UNDRIP, na sigla em ingl¨ºs). Esse apoio se traduz na elabora??o de documentos, tais como Protocolos de Consulta, Planos de Gest?o Territorial e Ambiental - PGTA e/ou Planos de Vidae/ou de processos formativos que fortalecem sua autonomia para 11 Povos Ind¨ªgenas no Brasil. Como etapa pr¨¦via de engajamento, ¨¦ realizado um processo de consulta ¨¤s comunidades e, ap¨®s sua anu¨ºncia, o curso de extens?o sobre direitos ind¨ªgenas, ¨¦ ministrado por indigenistas, advogados ind¨ªgenas e lideran?as do movimento ind¨ªgena, com viv¨ºncia e experi¨ºncia no tema.

Todas essas a??es s?o realizadas em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ci¨ºncias Sociais (Flacso), que conduz a metodologia desse processo de forma participativa, implementando os princ¨ªpios do CLPI.

No Brasil, a ÀÖ²¥´«Ã½ iniciou a implementa??o desse compromisso com o Povo °­²¹²â²¹±è¨®, por meio da contribui??o para a elabora??o de seu Protocolo de Consulta e PGTA, conduzido de forma aut?noma pela Associa??o ind¨ªgena Floresta Protegida e conclu¨ªdo em 2024.

Em 2025, conclu¨ªmos o apoio a dois instrumentos estrat¨¦gicos fundamentais definidos pelas pr¨®prias comunidades ¡ª o Protocolo de Consulta Tupiniquim (TI Comboios, Esp¨ªrito Santo) e o Plano de Vida Ka¡¯apor (TI Alto Turia?u, Maranh?o). Esses instrumentos reafirmam o compromisso com a autonomia ind¨ªgena na defesa de direitos e o respeito ¨¤ consulta livre, pr¨¦via e informada, conforme previsto na Conven??o 169 da Organiza??o Internacional do Trabalho (OIT), e possuem fundamento de for?a jur¨ªdica, derivando obriga??es e compromissos coletivos que foram pactuados pela comunidade ind¨ªgena. Tamb¨¦m iniciamos o apoio ao curso de forma??o para os ind¨ªgenas dos povos Guajajara, do Maranh?o, das Terras Ind¨ªgenas Rio Pindar¨¦ e Caru. Trata-se de uma a??o estruturante, que foi constru¨ªda de forma coletiva e de modo a atender as reais demandas e necessidades do p¨²blico, estando alinhada com os direitos ind¨ªgenas preconizados na Declara??o das Na??es Unidas sobre os Direitos dos Povos Ind¨ªgenas e com a Pol¨ªtica Nacional de Gest?o Territorial e Ambiental de Terras Ind¨ªgenas (PNGATI).

Arquivo ÀÖ²¥´«Ã½

A ÀÖ²¥´«Ã½ e a Flacso tamb¨¦m iniciaram o processo de engajamento com o povo Aw¨¢, de recente contato (Terras Ind¨ªgenas Aw¨¢, Caru e Alto Turia?u, Maranh?o), com elabora??o de diretrizes metodol¨®gicas por especialistas. A proposta recebeu retorno positivo da Frente de Prote??o da Funda??o Nacional dos Povos Ind¨ªgenas (Funai) e de lideran?as ind¨ªgenas. A consulta de participa??o ¨¤s aldeias Aw¨¢ aconteceu em fevereiro de 2026, com participa??o e acompanhamento da Funai para in¨ªcio da a??o estruturante escolhida pela comunidade. No processo de consulta, a comunidade definiu temas relacionados ¨¤ autonomia do povo e dos territ¨®rios e solicitou o in¨ªcio das a??es no segundo semestre de 2026.

Ao todo, cinco das 11 comunidades ind¨ªgenas de relacionamento da ÀÖ²¥´«Ã½ vizinhas ¨¤s opera??es da empresa no Brasil est?o engajadas nessa agenda, alinhadas ao UNDRIP. 

Em 2025, a Companhia celebrou termo de coopera??o t¨¦cnica com a Funda??o Nacional dos Povos Ind¨ªgenas (Funai), institui??o respons¨¢vel pela prote??o dos direitos dos ind¨ªgenas, e viabilizou a realiza??o do curso de forma??o de 50h para 45 participantes, durante 15 dias, sobre direitos ind¨ªgenas no licenciamento ambiental para novos t¨¦cnicos da Funai. Essa iniciativa contou com a participa??o de especialistas no tema de impactos ambientais em territ¨®rios ind¨ªgenas, representantes do movimento nacional ind¨ªgena, indigenistas e representantes de autoridades governamentais que atuam no processo, com coordena??o pedag¨®gica da Faculdade Latino-Americana de Ci¨ºncias Sociais (Flacso). A capacita??o contou com um m¨®dulo online, que foi gravado e disponibilizado ¨¤ Funai e um m¨®dulo presencial, realizado em Bras¨ªlia. 

PIPOU - Programa Ind¨ªgena de Perman¨ºncia e Oportunidades na Universidade

Promovido pela ÀÖ²¥´«Ã½, em parceria com o Instituto Sociedade, Popula??o e Natureza (ISPN), especialistas em educa??o superior ind¨ªgena e representantes do movimento social ind¨ªgena, o PIPOU tem como principal objetivo contribuir com a autonomia e o empoderamento dos Povos Ind¨ªgenas brasileiros na educa??o superior. O programa est¨¢ em conson?ncia com os objetivos da Declara??o da ONU sobre os Direitos dos Povos Ind¨ªgenas, sobretudo em rela??o ao artigo 14, que determina o direito ao acesso ¨¤ educa??o sem discrimina??o e o de estabelecer e controlar seus sistemas e institui??es educativos, que ofere?am educa??o em seus pr¨®prios idiomas, respeitando seus m¨¦todos culturais de ensino e aprendizagem. 
O programa contempla aux¨ªlio financeiro por meio de bolsas de estudo mensais e entrega de um notebook, al¨¦m de fornecer acompanhamento pedag¨®gico e oficinas de escrita acad¨ºmica para elabora??o e revis?o de trabalhos acad¨ºmicos, incluindo os trabalhos de conclus?o de curso e refor?o de disciplinas em que eventualmente o aluno tenha dificuldade. O apoio pedag¨®gico ¨¦ de fundamental import?ncia para os alunos, principalmente aqueles que n?o t¨ºm o portugu¨ºs como primeira l¨ªngua.

O programa conta, ainda, com atividades extracurriculares principalmente por meio das rodas de conversa, debates mensais com lideran?as representativas do movimento ind¨ªgena, ex-alunos do Programa e outros stakeholders que possam compartilhar experi¨ºncias e viv¨ºncias sobre as lutas ind¨ªgenas. Os debates t¨ºm como objetivo incentivar reflex?es sobre direitos a partir da realidade dos povos ind¨ªgenas e estimular o interc?mbio de conhecimentos e experi¨ºncias. 

As atividades do programa s?o acompanhadas por um colegiado formado por especialistas ind¨ªgenas e n?o-ind¨ªgenas, lideran?as ind¨ªgenas e alunos e ex-alunos beneficiados, assim como representantes da ÀÖ²¥´«Ã½ e do ISPN. 

O PIPOU est¨¢ no quinto ano e podem participar estudantes de Povos Ind¨ªgenas de todo o Brasil. A sele??o para o programa leva em conta a trajet¨®ria de vida e o compromisso de cada estudante com o curso de gradua??o e com seu povo e territ¨®rio. A dura??o da bolsa ¨¦ de um ano, podendo ser estendida mediante comprova??o de desempenho. 

O Programa vem conseguindo acompanhar os bolsistas at¨¦ a conclus?o da gradua??o, sendo um apoio n?o apenas para a perman¨ºncia na universidade, mas tamb¨¦m para a conclus?o dessa etapa t?o importante para os alunos ind¨ªgenas e suas comunidades.  
S?o contemplados pelo programa 119 bolsistas de 51 Povos Ind¨ªgenas, origin¨¢rios de 59 Terras Ind¨ªgenas. Do total de bolsistas ativos, 72 (60,5%) s?o mulheres e 35 s?o de Povos Ind¨ªgenas que t¨ºm relacionamento com a ÀÖ²¥´«Ã½, com destaque para o povo Gavi?o da TI M?e Maria (13 estudantes) e Tupiniquim e Guarani das TIs Tupiniquim e Comboios (10 alunos). Os bolsistas est?o presentes em 24 institui??es de ensino superior de todo o pa¨ªs, com a maior quantidade de alunos na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Par¨¢ (Unifesspa), na Universidade Estadual do Maranh?o (Uema) e na Universidade de Bras¨ªlia (UnB). Entre os principais cursos escolhidos est?o Medicina, Direito, Ci¨ºncias Sociais e Enfermagem. 

Desde o in¨ªcio do PIPOU, em 2021, 34 estudantes se formaram em 16 cursos diferentes, a maior parte deles foi de povos de relacionamento ÀÖ²¥´«Ã½, sendo 18 alunos Guajajara da TI Rio Pindar¨¦ e 7 alunos Gavi?o da TI M?e Maria. Dentre os formados, 28 (82,4%) eram mulheres de oito povos ind¨ªgenas.

Nota: Os dados acima foram extra¨ªdos em mar?o de 2026. ? importante salientar que os dados do PIPOU s?o din?micos, considerando que alunos formados contam com um per¨ªodo para informar sobre a conclus?o do curso. Pode haver casos de suspens?o tempor¨¢ria da bolsa por motivos justificados ou mesmo desligamentos, seja por descumprimento dos crit¨¦rios do Programa ou desist¨ºncia do curso pelo aluno.   

A??es de valoriza??o da cultura

Em 2022, completamos 40 anos de relacionamento com o Povo Ind¨ªgena Xikrin do Catet¨¦, no Brasil. O momento tamb¨¦m foi marcado pelo fechamento de um acordo global, com o objetivo de extinguir A??es Judiciais que estavam em curso na ¨¦poca. A Terra Ind¨ªgena Xikrin do Catet¨¦ e as seis unidades de conserva??o que a ÀÖ²¥´«Ã½ ajuda a proteger no Sudeste do Par¨¢ formam um maci?o de 1,2 milh?o de hectares de floresta conservada, o que equivale a nove vezes a cidade de S?o Paulo.

Entre os principais projetos dos Xikrin do Catet¨¦ apoiados pela empresa est¨¢ o da valoriza??o e resgate da mem¨®ria e da cultura do Povo Ind¨ªgena. Assim, nasceu o Projeto Mem¨®ria Xikrin do Catet¨¦, uma parceria entre o Instituto Ind¨ªgena Boti¨º Xikrin (IBX) e a ÀÖ²¥´«Ã½. Desde 2019, o projeto contribuiu com diferentes a??es para registrar a hist¨®ria dos Xikrin contando com publica??es, v¨ªdeos, registros sonoros antigos e uma plataforma ¡°Acervo Online Xikrin do Catet¨¦¡± de acesso exclusivo dos Xikrin. A realiza??o de oficinas para a elabora??o do Dicion¨¢rio Ilustrado Xikrin-Portugu¨ºs foi uma das a??es do projeto IBX. A proposta do ¡°Dicion¨¢rio Ilustrado Xikrin-Portugu¨ºs¡± ¨¦ criar quatro livros com uma m¨¦dia de 400 verbetes bil¨ªngues para suprir, nas escolas ind¨ªgenas, a necessidade em termos de material paradid¨¢tico e de incentivo ¨¤ pesquisa da escrita na l¨ªngua Xikrin. No ano de 2023 foram elaborados dois volumes ¨C M? i kaben kam ¡¯? m?ja kar? te am?jakre Xikrin k?t n? Portugu¨ºs k?t, sendo o primeiro voltado para aves, peixes e outros animais e o segundo para plantas. A execu??o do dicion¨¢rio contou com o cacique geral Karangre Xikrin, o Instituto Ind¨ªgena Boti¨º Xikrin, a transmiss?o de conhecimento de anci?s(?os) aos jovens pesquisadores(as) Xikrin e profissionais nas ¨¢reas social, lingu¨ªstica e design gr¨¢fico. 

O Projeto Mem¨®ria Xikrin vem ao encontro dos direitos previstos na Declara??o das Na??es Unidas sobre os Direitos dos Povos Ind¨ªgenas e est¨¢ alinhado ¨¤ atua??o da ÀÖ²¥´«Ã½ junto aos povos ind¨ªgenas. Destaca-se o direito de revitalizar, utilizar, desenvolver e transmitir ¨¤s gera??es futuras suas hist¨®rias, idiomas, tradi??es orais, filosofias, sistemas de escrita e literaturas; definir sistemas educativos, que ofere?am educa??o em seus pr¨®prios idiomas, em conson?ncia com seus m¨¦todos culturais de ensino e de aprendizagem; e garantir a equidade e reconhecer a participa??o de mulheres, homens, jovens, adultos e anci?os na preserva??o da cultura, da educa??o e na mobiliza??o social. Ademais, considerando o direito ¨¤ autodetermina??o e ¨¤ autonomia, acordou-se, entre as partes envolvidas no projeto, que todo material produzido somente poder¨¢ ser divulgado com consulta e consentimento pr¨¦vio por parte do povo Xikrin, representado pelo IBX.