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ÀÖ²¥´«Ã½ fortalece agenda de sustentabilidade com novo projeto de minera??o circular em Minas Gerais
Iniciativa em Gongo Soco reaproveita rejeitos de mina paralisada, reduz res¨ªduos e amplia produ??o de min¨¦rio de ferro de fontes circulares
A ÀÖ²¥´«Ã½ avan?a em seu programa de minera??o circular com a implanta??o de um projeto de reaproveitamento de rejeito da mina Gongo Soco, em Bar?o de Cocais (MG). A iniciativa refor?a Minas Gerais como polo da produ??o de min¨¦rio de ferro de fontes circulares, com ganhos em seguran?a, redu??o de impactos ambientais e gera??o de valor. Ano passado, a ÀÖ²¥´«Ã½ mais do que dobrou sua produ??o circular, alcan?ando 26,3 milh?es de toneladas, um crescimento de 107% em rela??o a 2024. Cerca de 80% desse volume foi produzido no Estado.
O projeto de circularidade na mina Gongo Soco, paralisada desde 2016, envolve a implanta??o de uma usina para processamento de rejeito proveniente da descaracteriza??o da barragem Sul Superior e de duas pilhas da unidade. A planta ter¨¢ capacidade para produzir cerca de 2 milh?es de toneladas de min¨¦rio de ferro por ano.
Segundo Juliana Cota, diretora de Minas Paralisadas do Corredor Sudeste da ÀÖ²¥´«Ã½, a usina foi concebida para operar de forma sustent¨¢vel e integrada ¨¤s obras de descaracteriza??o da barragem Sul Superior. ¡°Optamos por uma solu??o de concentra??o magn¨¦tica que maximiza a recupera??o de min¨¦rio de ferro contido no rejeito. O reaproveitamento desses materiais acontecer¨¢ ao longo dos pr¨®ximos anos, seguindo o cronograma de descaracteriza??o da estrutura geot¨¦cnica¡±, destaca a diretora.
Descaracteriza??o da Barragem Sul Superior, em Bar?o de Cocais (MG), deve ser conclu¨ªda em 2029. A barragem integra o Programa de Descaracteriza??o de Estruturas a Montante da empresa, que j¨¢ eliminou 19 das 30 estruturas previstas, alcan?ando 63% de execu??o at¨¦ o momento. (Imagem: Fernando Piancastelli)
A planta ser¨¢ instalada na ¨¢rea da antiga usina de Gongo Soco, concentrando a movimenta??o dos materiais em ¨¢rea interna da unidade, com escoamento do produto pela Estrada de Ferro Vit¨®ria a Minas (EFVM). ¡°Al¨¦m de adotarmos uma tecnologia de beneficiamento mais simples e compacta, com menor ocupa??o de ¨¢rea, estamos desenvolvendo uma engenharia modular, para termos uma obra mais r¨¢pida, econ?mica e com menor gera??o de emiss?es de g¨¢s carb?nico¡±, observa Luis Gustavo Silva, engenheiro da ÀÖ²¥´«Ã½ respons¨¢vel pelo projeto.
A constru??o da usina deve durar cerca de 19 meses, com in¨ªcio da opera??o previsto para o ano que vem, seguindo as normas de licenciamento ambiental e as exig¨ºncias regulat¨®rias.
O projeto em Gongo Soco integra o Programa de Minera??o Circular da ÀÖ²¥´«Ã½ - Waste to Value, que tem como objetivo transformar rejeito e est¨¦ril em novos produtos, reduzindo a gera??o de res¨ªduos, otimizando o uso das reservas minerais e contribuindo para a sustentabilidade das opera??es.
Minas Gerais j¨¢ ¨¦ refer¨ºncia em minera??o circular da ÀÖ²¥´«Ã½. Al¨¦m da produ??o de min¨¦rio de ferro de fontes circulares, a exemplo das minas Capanema e Vargem Grande, a empresa tamb¨¦m produz coprodutos a partir de rejeitos. ? o caso da Areia Sustent¨¢vel e da F¨¢brica de Blocos da Mina do Pico.
At¨¦ 2030, a companhia projeta que aproximadamente 10% de sua produ??o anual de min¨¦rio de ferro seja proveniente de fontes circulares, refor?ando seu compromisso com uma ind¨²stria cada vez mais respons¨¢vel.
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