Nossa gest?o em biodiversidade

Nossa gest?o em biodiversidade

A ÀÖ²¥´«Ã½ busca gerir seus impactos com base nas etapas da hierarquia de mitiga??o de impactos , de modo a produzir conhecimento e resultados que possam ser refer¨ºncia para todo o setor e outros neg¨®cios.  

Por meio de parcerias e engajamento, queremos que as nossas a??es enderecem n?o apenas a gest?o dos impactos negativos, como tamb¨¦m gerem resultados positivos nas atividades da empresa e para al¨¦m das nossas fronteiras, de modo a contribuir com um futuro positivo para a natureza no contexto global. 

Por se tratar de um tema transversal, natureza e biodiversidade s?o regidas por nossa Pol¨ªtica de Sustentabilidade , com o prop¨®sito de prevenir e minimizar riscos e impactos negativos e potencializar impactos positivos, gerando valor social, ambiental e econ?mico para al¨¦m das atividades da Companhia. Como direcionador da Pol¨ªtica, destaca-se a busca por resultados positivos para a natureza a partir do investimento em restaura??o, conserva??o e pesquisa, integrando biodiversidade, clima, ¨¢gua e pessoas. Essa pol¨ªtica se aplica ¨¤ ÀÖ²¥´«Ã½ S.A. e suas controladas, durante todo o ciclo de vida de seus empreendimentos e em todos os seus territ¨®rios de atua??o. Ela tamb¨¦m orienta nossos fornecedores sobre as diretrizes inegoci¨¢veis da ÀÖ²¥´«Ã½ para uma opera??o respons¨¢vel. Importante destacar que a pol¨ªtica est¨¢ alinhada ¨¤s metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustent¨¢vel e do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (destacando-se as metas 1, 2, 3, 4, 11, 15, 20 e 21).

A governan?a de biodiversidade est¨¢ integrada ¨¤ estrutura da ÀÖ²¥´«Ã½, incluindo o Comit¨º de Sustentabilidade que ¨¦ estatut¨¢rio e apoia o Conselho de Administra??o, entre outros instrumentos e macroprocessos. O Comit¨º Executivo de Sustentabilidade tem como atribui??es elaborar e submeter ao Conselho de Administra??o as diretrizes e o plano estrat¨¦gico, levando em conta as quest?es socioambientais, e implementar o plano aprovado. Em 2021, o Conselho de Administra??o decidiu instituir a Vice-Presid¨ºncia Executiva exclusiva de Sustentabilidade, que ¨¦ respons¨¢vel pela implementa??o das pol¨ªticas e diretrizes gerais relacionadas a biodiversidade estabelecidas pelo Conselho, assim como pela identifica??o, abordagem e gest?o de impactos, depend¨ºncias, riscos e oportunidades relacionadas a natureza, assim como de quest?es cr¨ªticas que resultem em riscos ou impactos nos neg¨®cios, bem como pela avalia??o de propostas de investimentos em sustentabilidade.  Uma das pol¨ªticas que a Vice-Presid¨ºncia Executiva de Sustentabilidade deve implementar ¨¦ a Pol¨ªtica de Sustentabilidade (leia mais em Governan?a ). 

A natureza e a biodiversidade est?o integradas em nossos planos estrat¨¦gicos de sustentabilidade e disseminadas por toda a empresa, alinhados ¨¤ nossa Pol¨ªtica de Sustentabilidade e ¨¤ Norma Interna de Biodiversidade Corporativa. Nossas diretrizes e planos estrat¨¦gicos s?o aprovados pelo Conselho de Administra??o, e sua implementa??o ¨¦ monitorada em todas as ¨¢reas da empresa por meio de relat¨®rios dos vice-presidentes executivos e da supervis?o dos Comit¨ºs Consultivos. Os riscos de biodiversidade est?o inclu¨ªdos no mapa de riscos integrados e na gest?o de riscos da empresa, e o Projeto Piloto TNFD informou a revis?o do processo de gest?o de riscos de biodiversidade a partir de uma avalia??o integrada realizada por uma equipe multidisciplinar. Esse processo foi aprovado e ¨¦ monitorado pelo Comit¨º Executivo de Riscos de Sustentabilidade.
Governan?a de Natureza e Biodiversidade
 
Todas as unidades operacionais t¨ºm equipes de meio ambiente e profissionais com expertise em biodiversidade respons¨¢veis pela gest?o dos planos e programas, assim como pelos riscos operacionais relacionados, que reportam ¨¤ equipe de biodiversidade corporativa, que responde ¨¤ VP de
Sustentabilidade dentro da Diretoria Executiva de Clima, Natureza e Investimentos Culturais.

A gest?o da biodiversidade est¨¢ incorporada aos requisitos espec¨ªficos no Modelo de Gest?o ÀÖ²¥´«Ã½ (VPS ¡ª ÀÖ²¥´«Ã½ Production System), embasados no padr?o normativo interno que traz Diretrizes e Processos para a Gest?o da Biodiversidade. Esse documento foi publicado em 2020 (revisado em 2023) e se aplica a todos os projetos e opera??es, abrangendo as etapas de planejamento, implanta??o, opera??o e fechamento. As diretrizes e processos t¨ºm como base a hierarquia de mitiga??o de impactos, est?o focadas na gest?o de impactos e riscos de biodiversidade e apoiam o atingimento dos nossos compromissos.

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Metas e compromissos

Entre os compromissos da nossa agenda 2030, temos metas relacionadas ¨¤ redu??o de press?es sobre a natureza e a biodiversidade (como a redu??o das nossas emiss?es e redu??o da capta??o de ¨¢gua nova) e a Meta Florestal, que vai para al¨¦m das nossas fronteiras buscando parcerias para deixar um resultado positivo para a natureza na escala da paisagem.

A ÀÖ²¥´«Ã½ mant¨¦m tr¨ºs compromissos centrais no tema: 

  • Recuperar e proteger 500 mil hectares at¨¦ 2030, para al¨¦m das nossas fronteiras (Meta Florestal); 
  • N?o operar em S¨ªtios do Patrim?nio Natural Mundial da UNESCO; 
  • Prevenir e neutralizar impactos significativos em novos projetos e expans?es localizados em ¨¢reas de alto valor para a biodiversidade, buscando nenhuma perda l¨ªquida (No Net Loss).

Todos esses compromissos est?o alinhados ¨¤ Declara??o de Posicionamento de Natureza do ICMM, ao Kunming-Montreal Global Biodiversity Framework e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustent¨¢vel (ODS) da ONU.
 

Meta Florestal     

A Meta Florestal faz parte do compromisso da ÀÖ²¥´«Ã½ de alavancar a agenda de prote??o e recupera??o por meio de parcerias, al¨¦m de fazer parte da estrat¨¦gia de clima da ÀÖ²¥´«Ã½ para atingir a Meta de ser NetZero at¨¦ 2050.

A Meta Florestal ¨¦ composta de dois objetivos: recuperar 100 mil hectares e proteger 400 mil hectares. Esse ¨¦ um compromisso volunt¨¢rio, que vai al¨¦m das nossas obriga??es legais, visando contribuir com resultados para um futuro positivo para a natureza. Essa meta foi definida a partir de um baseline de 2019, que indica que mais de 80% de nossas ¨¢reas impactadas estavam associadas aos biomas da Mata Atl?ntica e Amaz?nia, assim como nossa capacidade de atuar na conserva??o e restaura??o. Em 2019, nosso baseline era de aproximadamente 850 hectares de ¨¢reas protegidas pela ÀÖ²¥´«Ã½ (¨¢reas pr¨®prias e em parcerias). Importante destacar que essa meta est¨¢ alinhada aos objetivos do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, com destaque para as Metas 2, 3 e 10.  A estrat¨¦gia para atingimento dessa meta foi baseada no estabelecimento de parcerias, inspirada pela atua??o da Reserva Natural ÀÖ²¥´«Ã½ (RNV) e do , com foco em desenvolver capacidades e neg¨®cios focados nessa agenda, ampliando assim os resultados para al¨¦m desse compromisso. 

A RNV ¨¦ uma ¨¢rea protegida de propriedade da ÀÖ²¥´«Ã½, localizada no estado do Esp¨ªrito Santo, no Brasil, que representa um dos maiores remanescentes de Mata Atl?ntica, totalizando 23 mil hectares e mais de 40 anos de experi¨ºncia em conserva??o, pesquisa e parcerias. O Fundo ÀÖ²¥´«Ã½ ¨¦ um fundo de fomento e investimento criado pela empresa em 2009 para gerar impacto socioambiental positivo.  

Para proteger 400 mil hectares, estamos trabalhando com um modelo similar adotado na Amaz?nia e na Mata Atl?ntica h¨¢ quase 40 anos, usando a expertise da RNV e estabelecendo parcerias com ¨¢reas protegidas para apoiar a??es de conserva??o. Em 2022, come?amos a estudar alternativas de prote??o, como os projetos de REDD+ (i), buscando maior integra??o aos compromissos de clima. At¨¦ o fim de 2025, 45% da meta foi alcan?ada, sendo 25.364 hectares recuperados e 200.093 protegidos. Essas ¨¢reas ajudam a manter um importante estoque de carbono, apoiando a agenda de mitiga??o e adapta??o ¨¤s mudan?as clim¨¢ticas, favorecendo a regula??o clim¨¢tica. Al¨¦m disso, protegem nascentes e cursos de ¨¢gua que s?o essenciais para manter a seguran?a h¨ªdrica nas regi?es em que est?o localizadas. As a??es da meta suportam a gest?o e a conserva??o efetiva dessas ¨¢reas, engajando as comunidades locais no entorno.

 J¨¢ atingimos um marco importante: 50% do nosso objetivo de prote??o da Meta Florestal ¡ª 200.000 hectares protegidos ara al¨¦m das nossas fronteiras.

Para recuperar 100 mil hectares, o Fundo ÀÖ²¥´«Ã½ construiu uma rede de parceiros e arranjos de neg¨®cios de impacto socioambiental positivo que, por meio de sistemas de manejo sustent¨¢veis, que melhoram a permeabilidade da paisagem, sequestram carbono e geram emprego e renda para a comunidade. Como resultado, at¨¦ dezembro de 2025, os neg¨®cios apoiados implementaram modelos sustent¨¢veis que recuperaram 25.364 hectares de ¨¢reas degradadas.

Conhe?a a .

Avan?o da Meta Florestal at¨¦ 2025

Somando as a??es de prote??o e recupera??o, em 2025 atingimos 225.457 hectares protegidos e recuperados desde 2020, atingindo cerca de 45% do compromisso assumido em cinco anos de atividades.

Abrang¨ºncia das a??es da Meta Florestal - Distribui??o geogr¨¢fica 500 mil hectares

Compromisso de nenhuma perda l¨ªquida (No Net Loss)

Temos como objetivo de longo prazo prevenir e neutralizar impactos significativos em nossos novos projetos e expans?es localizados em ¨¢reas de alto valor para a biodiversidade, buscando o compromisso de Nenhuma perda l¨ªquida (No Net Loss) e, sempre que poss¨ªvel, a gera??o de Impacto L¨ªquido Positivo (Net Gain). Nosso compromisso de Nenhuma Perda L¨ªquida ¨¦ reconhecido e aprovado pelo Comit¨º de Sustentabilidade e pelo Conselho de Administra??o. Mantemos sess?es informativas e deliberativas, no ?mbito do Comit¨º de Sustentabilidade, que reporta ao Conselho de Administra??o, reportando pelo menos uma vez por ano sobre nossa estrat¨¦gia e desempenho em rela??o ¨¤ natureza e ¨¤ biodiversidade.

Esse compromisso est¨¢ alinhado as metas do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, destacando-se aqui a Meta 15 que trata da gest?o, redu??o e reporte de impactos e riscos de biodiversidade.

Nossa estrat¨¦gia envolve a an¨¢lise de riscos de biodiversidade e prioriza??o de atributos trazendo a Hierarquia de Mitiga??o de Impactos (HMI) como base para a constru??o de Planos de A??o e Planos de Gest?o, assim como para a melhoria daqueles j¨¢ implantados. A constru??o desses planos envolve especialistas e partes interessadas internas e externas, al¨¦m de estimular a produ??o de conhecimento cient¨ªfico para apoiar decis?es e metas espec¨ªficas de cada projeto ou opera??o.   

O Projeto Piloto do Plano de Gest?o da Mina do S11D, em Caraj¨¢s permitiu o aprofundamento e adapta??o dos padr?es de desempenho internacionais da IFC (sigla em ingl¨ºs de Corpora??o Financeira Internacional, institui??o membro do Banco Mundial) para a nossa realidade. Em 2020, publicamos nosso padr?o normativo interno com as diretrizes e processos para gest?o da biodiversidade, revisado em 2023. Esse normativo inclui todos os est¨¢gios da hierarquia de mitiga??o de impactos, com a??es de compensa??o por meio da recupera??o e conserva??o de ¨¢reas como base para neutralizar a perda de habitats (sem desmatamento l¨ªquido) e esp¨¦cies.

Resumo dos processos previstos no padr?o normativo

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Conhe?a iniciativas relacionadas ao nosso caminho em busca do No Net Loss na publica??o . 

Case de implementa??o do normativo

O Projeto Piloto da Mina do Complexo SIID teve seus resultados publicados em 2021 em ÀÖ²¥´«Ã½ & Biodiversidade. Mudan?as de layout do projeto SIID permitiram evitar a supress?o de mais de mil hectares de florestas. Gra?as ao alto investimento em tecnologia e inova??o, reduzimos o consumo de combust¨ªvel em 70%, as emiss?es de gases de efeito estufa (GEE) em 50% e o consumo de ¨¢gua em 93%.

A partir das a??es de restaura??o, foi poss¨ªvel conectar florestas antes separadas por ¨¢reas degradadas. Plantamos quase um milh?o de mudas, restaurando a floresta ao longo de mais de cinco mil hectares. O monitoramento dessas ¨¢reas vem detectando a presen?a de felinos como a on?a pintada (Panthera onca) e a jaguatirica (Leopardus pardalis), animais topo da cadeia alimentar, o que indica o avan?o no restabelecimento da biodiversidade nessas ¨¢reas.
On?a-pintada (Panthera onca) ¨C imagem captada nas armadilhas fotogr¨¢ficas durante monitoramento de fauna nas ¨¢reas de restaura??o.

Um estudo desenvolvido pelo ITV concluiu que esses esfor?os de restaura??o florestal reverteram efetivamente a trajet¨®ria de degrada??o ambiental predominante na paisagem e proporcionaram ganhos consider¨¢veis de biodiversidade para a regi?o. Veja mais .

O plano de compensa??es enfocou a conserva??o de cavidades e dos campos rupestres ferruginosos. Com aten??o ¨¤s serras do Tarzan e da Bocaina, apoiamos o ICMBio no estabelecimento e na prote??o do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos de Caraj¨¢s. 
Parque Nacional dos Campos Ferruginosos de Caraj¨¢s. Foto: Lourival Tyski
Parque Nacional dos Campos Ferruginosos de Caraj¨¢s. Foto: Lourival Tyski
Arquivo ÀÖ²¥´«Ã½

Compromisso de n?o operar em S¨ªtios do Patrim?nio Natural da Unesco

Alinhado a Declara??o de Posicionamento de Natureza do ICMM, consolidamos publicamente nosso compromisso de n?o operar em s¨ªtios do Patrim?nio Natural Mundial da Unesco. Esse compromisso faz parte das Diretrizes e Processos para Gest?o da Biodiversidade, dentro do normativo de biodiversidade da ÀÖ²¥´«Ã½, sendo importante destacar que n?o temos projetos ou opera??es nessas ¨¢reas.

Ajudamos a proteger parte de um importante s¨ªtio ¨C , com a conserva??o da Reserva Natural ÀÖ²¥´«Ã½ (RNV) e da Reserva Biol¨®gica (REBio) de Sooretama.  

A RNV ¨¦ uma propriedade ÀÖ²¥´«Ã½ localizada no Esp¨ªrito Santo, com 23 mil hectares de Mata Atl?ntica destinados voluntariamente ¨¤ conserva??o e pesquisa. A REBio de Sooretama ¨¦ uma ¨¢rea protegida federal cont¨ªgua ¨¤ RNV com a qual temos uma parceria para apoiar a??es de conserva??o. Juntas, formam o maior bloco de remanescentes da Mata Atl?ntica do Estado, com cerca de 50 mil hectares, onde esp¨¦cies amea?adas e end¨ºmicas vivem protegidas.

Alinhamento ¨¤s agendas globais e nacionais

Nossas metas e compromissos, assim como nossa estrat¨¦gia de natureza, est?o alinhados aao objetivos do desenvolvimento sustent¨¢vel (ODSs da ONU), marco global de biodiversidade de Kunming-Montreal (GBF da CDB) e ¨¤s metas nacionais de biodiversidade (EPANB).
Algumas a??es da ÀÖ²¥´«Ã½, alinhadas ao Marco Global de Kunming-Montreal (Para saber mais sobre os resultados de nossas metas, acesse Clima, ?gua e Efluentes e Emiss?es Atmosf¨¦ricas (n?o GEE). Acesse tamb¨¦m nosso Reporte TNFD e informa??es alinhadas ¨¤s recomenda??es de disclosure na aba TNFD do ).
Como  membro do ICMM, a ÀÖ²¥´«Ã½ participou ativamente da elabora??o da nova e se compromete a contribuir com um futuro positivo para a natureza, apoiando e participando ativamente adotando compromissos relacionados a redu??o e gest?o de impactos em suas opera??es, atuando diretamente em sua cadeia de valor, buscando parcerias para atuar na recupera??o e conserva??o na paisagem, alavancando transforma??es sist¨ºmicas e dando transpar¨ºncia ¨¤s suas a??es e resultados. 

Como membro do CEBDS, a ÀÖ²¥´«Ã½ se comprometeu com o , deixando clara a import?ncia da biodiversidade e servi?os ecossist¨ºmicos para nosso neg¨®cio e demonstrando nossos avan?os na conserva??o e uso sustent¨¢vel dos mesmos.

Como membro da desde 2024, a ÀÖ²¥´«Ã½ se une a empresas e institui??es financeiras l¨ªderes em busca de m¨¦todos para mensurar a biodiversidade e acelerar a conserva??o global atrav¨¦s de a??es concretas e solu??es transformadoras. Em 2025, a ÀÖ²¥´«Ã½ participou na Coaliz?o Life de Neg¨®cios e Biodiversidade com implementa??o da metodologia Life para avalia??o do desempenho em biodiversidade em sites da empresa.

Nossas depend¨ºncias e impactos

Buscamos os melhores m¨¦todos, tecnologias e a??es que permitam a menor interfer¨ºncia poss¨ªvel nos recursos naturais. Ainda assim, as opera??es t¨ºm impactos diretos e indiretos na biodiversidade.  

Para mapear e avaliar esses impactos, s?o elaborados diagn¨®sticos espec¨ªficos que compreendem desde o planejamento da entrada em novos territ¨®rios at¨¦ a concep??o final dos projetos, visando avaliar poss¨ªveis interfer¨ºncias em ¨¢reas de patrim?nio natural, ¨¢reas protegidas, assim como h¨¢bitats e esp¨¦cies sens¨ªveis. Todas as expans?es de opera??es e novos projetos s?o precedidos de estudos de impactos ambientais, de acordo com as normas e regulamenta??es de cada pa¨ªs e regi?o em que se inserem. Esses impactos s?o reportados anualmente pelas ¨¢reas de meio ambiente operacionais para a ¨¢rea corporativa. A partir desses reportes, s?o avaliados os impactos mais materiais, de acordo com a frequ¨ºncia de reporte e avalia??o dos mesmos. 

A implementa??o da abordagem LEAP do TNFD confirmou os resultados relacionados aos impactos mais materiais j¨¢ acompanhados nos reportes anuais. Para avalia??o da materialidade dos impactos para cada processo produtivo (minera??o, ferrovia, porto) foi utilizado o ENCORE. Os drivers de impacto foram mensurados a partir de dados relacionados a emiss?es, uso da ¨¢gua, poluentes, res¨ªduos e biodiversidade reportados anualmente pelas opera??es e dispon¨ªveis em n¨ªvel corporativo no Databook ESG ÀÖ²¥´«Ã½ 2023. Foram usados os dados dispon¨ªveis para o per¨ªodo de 2018 a 2022. Nossos impactos mais materiais s?o relacionados ao uso de ¨¢gua e altera??es nos ecossistemas naturais.

Embasados pela hierarquia de mitiga??o de impactos, implementamos medidas de preven??o, controle, mitiga??o, recupera??o e compensa??o, com o objetivo de reduzir e neutralizar nossos impactos e incorporar a conserva??o da biodiversidade e dos servi?os ecossist¨ºmicos ¨¤s atividades da empresa. Nossas a??es respeitam as obriga??es legais, mas buscamos, sempre que poss¨ªvel, implementar a??es adicionais voltadas para a restaura??o e conserva??o e com foco na paisagem.

Ex emplos de a??es implementadas em projetos e opera??es da ÀÖ²¥´«Ã½ focadas em cada etapa da hierarquia de mitiga??o de impactos (para exemplos espec¨ªficos de nossos sites, consultar reporte do CDP).
 
Cabe destacar que a??es focadas em evitar e mitigar impactos relacionados a altera??es no uso do solo e a supress?o da vegeta??o tamb¨¦m evitam emiss?es de gases de efeito estufa. Essas medidas s?o refor?adas nas etapas de planejamento de projetos a partir de diretrizes e recomenda??es dentro dos normativos de biodiversidade e mudan?as clim¨¢ticas. Da mesma forma, as a??es focadas em recuperar e compensar apoiam a captura e manuten??o de estoques de carbono, tendo resultados avaliados dentro do balan?o de carbono. 

A partir de uma avalia??o da localiza??o das nossas opera??es e dos resultados de reporte anual de indicadores, nossos principais impactos envolvem altera??es em ecossistemas, principalmente a partir da altera??o no uso do solo e na cobertura vegetal, resultando na perda localizada da flora e na redu??o ou altera??o dos h¨¢bitats da fauna. Em 2025, a ¨¢rea total afetada pelas opera??es da ÀÖ²¥´«Ã½ totalizou 109.196 hectares (nosso footprint). Esse n¨²mero inclui as ¨¢reas j¨¢ alteradas para implanta??o de nossas opera??es, bem como aquelas que j¨¢ receberam autoriza??o formal dos ¨®rg?os reguladores ambientais para a implementa??o/opera??o. Grande parte dessa ¨¢rea est¨¢ localizada no Brasil, interferindo nos biomas Amaz?nia e Mata Atl?ntica. 

Sempre consideramos em nosso planejamento e estrat¨¦gia a depend¨ºncia dos nossos neg¨®cios em rela??o a provis?o de ¨¢gua. Em 2024, a partir da implementa??o da abordagem LEAP do TNFD, mapeamos as depend¨ºncias materiais em nossos diferentes processos (minera??o, ferrovia e portos). Mapeamos uma grande depend¨ºncia dos ativos atrelada a provisionamento de ¨¢gua (subterr?nea e superficial), e tamb¨¦m a regula??o clim¨¢tica, estabiliza??o de massa e controle de eros?o. Nos processos de minera??o as depend¨ºncias de maior materialidade s?o a provis?o de ¨¢gua (¨¢gua subterr?nea e superficial), manuten??o do fluxo de ¨¢gua e regula??o clim¨¢tica. Para as ferrovias, as depend¨ºncias de maior materialidade s?o estabiliza??o de massa e controle de eros?o e para os portos, a provis?o de ¨¢gua (¨¢gua subterr?nea e superficial) (ver riscos associados aos impactos e depend¨ºncias em Gest?o de Riscos da Biodiversidade). 
 

?reas de Alto Valor para a Biodiversidade

Parte das nossas opera??es no Brasil, nos estados do Par¨¢ e Minas Gerais, tem sobreposi??o com ¨¢reas protegidas categorizadas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conserva??o (SNUC). A ¨¢rea se refere ¨¤s opera??es da ÀÖ²¥´«Ã½ em Caraj¨¢s, no Par¨¢, localizadas dentro da Floresta Nacional de Caraj¨¢s e da Floresta Nacional do Tapirap¨¦ Aquiri, unidades de conserva??o de uso sustent¨¢vel (Categoria VI da Uni?o Internacional para a Conserva??o da Natureza ¨C IUCN, na sigla em ingl¨ºs), cujos decretos de cria??o permitem as atividades da empresa. Nossas opera??es localizadas na regi?o do Quadril¨¢tero Ferr¨ªfero de Minas Gerais t¨ºm interfer¨ºncia na ?rea de Prote??o Ambiental Sul da Regi?o Metropolitana de Belo Horizonte (APA Sul RMBH), tamb¨¦m uma unidade de conserva??o de uso sustent¨¢vel (Categoria V da IUCN), cujo decreto de cria??o permite atividades antr¨®picas.
Extens?o de altera??o no uso do solo em ¨¢reas de alto valor para a biodiversidade (GRI 304-1/2024) Hectares
?rea total impactada (¨¢rea superficial e subterr?nea)? 
100.268
?rea total impactada em Wilderness? 
61.563
?rea total impactada em Hotspots? 
30.332
?reas impactadas em ¨¢reas protegidas? 
35.370
?reas impactadas adjacentes a ¨¢reas protegidas? 
39.406
?reas impactadas em ¨¢reas priorit¨¢rias para conserva??o fora de ¨¢reas protegidas
26.551
?reas impactadas adjacentes a ¨¢reas priorit¨¢rias para conserva??o fora de ¨¢reas protegidas? 
23.576
Nota: as ?reas Protegidas que s?o impactadas pelas opera??es da ÀÖ²¥´«Ã½ se referem a Unidades de Conserva??o de Uso Sustent¨¢vel, de acordo com a legisla??o brasileira, e correspondem ¨¤s categorias V e VI da Uni?o Internacional para a Conserva??o da Natureza (IUCN, na sigla em ingl¨ºs), com decretos de cria??o que permitem a execu??o das atividades da ÀÖ²¥´«Ã½ no local. Adjacentes s?o consideradas aquelas ¨¢reas protegidas localizadas em um buffer de 10 km das opera??es.
As ?reas Protegidas adjacentes as nossas opera??es s?o compostas em sua maioria por unidades de conserva??o de propriedade da ÀÖ²¥´«Ã½. S?o Reservas Particulares do Patrim?nio Natural?(Categoria IV da IUCN) j¨¢ institu¨ªdas ou em processo de cria??o, que est?o pr¨®ximas ¨¤s?nossas unidades operacionais. H¨¢ tamb¨¦m unidades de conserva??o criadas e apoiadas pela ÀÖ²¥´«Ã½, como o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos (Categoria II da IUCN), criado no ?mbito do licenciamento do?Complexo S11D Eliezer Batista em Caraj¨¢s, e o Parque Nacional do Gandarela, que a ÀÖ²¥´«Ã½ tem apoiado na regulariza??o fundi¨¢ria.

Em rela??o a outras classes de ¨¢reas de alta import?ncia para a biodiversidade, nossas opera??es apresentam interfer¨ºncias ou s?o adjacentes a algumas ?reas-chave para a Biodiversidade (KBA ¨C Key Biodiversity Areas , em ingl¨ºs) e a S¨ªtios Ramsar (locais de import?ncia ecol¨®gica definidos na?Conven??o sobre as Zonas ?midas de Import?ncia Internacional), de acordo com a tabela: 
 

Key Biodiversity Areas (KBAs)

±Ê²¹¨ª²õ/³¢´Ç³¦²¹±ô¾±»å²¹»å±ð Tipo de opera??o Categoria da ¨¢rea importante para a biodiversidade? Posi??o
Brasil/ Mariana 
Mina/Usina 
KBA
Cont¨¦m por??es 
Brasil/ Ipatinga 
³¢´Ç²µ¨ª²õ³Ù¾±³¦²¹/´Ú±ð°ù°ù´Ç±¹¾±²¹&²Ô²ú²õ±è;
S¨ªtio Ramsar 
Adjacente?
Brasil/ Caraj¨¢s 
³¢´Ç²µ¨ª²õ³Ù¾±³¦²¹/´Ú±ð°ù°ù´Ç±¹¾±²¹&²Ô²ú²õ±è;
KBA
Cont¨¦m por??es 
Brasil/ Caraj¨¢s 
Mina/Usina 
KBA
Sobrep?e 
Brasil/ S?o Luis 
Log¨ªstica/Porto e Ferrovia
S¨ªtio Ramsar 
Cont¨¦m por??es
Brasil/ S?o Luis 
Log¨ªstica/Porto e Ferrovia 
KBA 
Cont¨¦m por??es
Om?/ Sohar 
Pelotiza??o/Centro de Distribui??o
KBA 
Cont¨¦m por??es
Pa¨ªs de Gales/ Clydach 
Usina 
S¨ªtio Ramsar 
Adjacente?
1. Fontes de consulta:; ; (free IBAT Account)
2. Para ¨¢rea adjacente foi considerado o buffer de 10 km a partir dos limites externos das ¨¢reas de alta import?ncia para a biodiversidade, e avaliada sua sobreposi??o em rela??o ¨¤ ¨¢rea da unidade operacional.

Opera??es que geram impactos significativos em ¨¢reas de alto valor para a biodiversidade requerem Planos de Gest?o da Biodiversidade. Das 48 unidades operacionais analisadas em 2025, 95,8% (46 unidades) necessitam de planos de gest?o da biodiversidade. Todas elas t¨ºm planos espec¨ªficos com a??es relacionadas ¨¤s etapas da hierarquia de mitiga??o de impactos (monitoramento, recupera??o/restaura??o e compensa??o da biodiversidade) implantados (algumas unidades operacionais possuem mais de um plano) e em fase de proposta (2 planos) (ver no ESG Databook, Dados Ambientais, GRI ¨C 101-2d).

ÀÖ²¥´«Ã½ destacar que em 2025 foi formalizada a parceria estrat¨¦gica com a Uni?o Internacional para Conserva??o da Natureza (IUCN), ap¨®s tr¨ºs anos de engajamento construtivo. Essa parceria representa uma oportunidade para a ÀÖ²¥´«Ã½ ampliar a incorpora??o de abordagens positivas para a natureza, fortalecendo a gest?o nas opera??es e a agenda de conserva??o e restaura??o nas regi?es de atua??o da empresa.

Conserva??o e restaura??o

A ÀÖ²¥´«Ã½ protege e ajuda a proteger uma ¨¢rea de aproximadamente 1 milh?o de hectares, uma ¨¢rea 10 vezes maior que a ocupada pelas opera??es da empresa. Nesse montante s?o contabilizadas propriedades da ÀÖ²¥´«Ã½ ou de terceiros, protegidas por meio de parcerias com ¨®rg?os ambientais, em atendimento a requisitos legais e tamb¨¦m a a??es volunt¨¢rias. Essas ¨¢reas est?o localizadas em territ¨®rios de alto valor para a biodiversidade e priorit¨¢rios para a conserva??o, como hotspots e ¨¢reas-chave de biodiversidade (Key Biodiversity Areas), protegendo aproximadamente 500 esp¨¦cies amea?adas (dados de 2024).  

?reas protegidas pela ÀÖ²¥´«Ã½

?rea protegida Localiza??o Bioma Propriedade ?rea (hectares)
Floresta Nacional de Caraj¨¢s
Brasil (Par¨¢)
Floresta Amaz?nica
Parceria ICMBio?
391.004,00
Floresta Nacional do Tapirap¨¦-Aquiri
Brasil (Par¨¢)
Floresta Amaz?nica
Parceria ICMBio?
114.239,58
Floresta Nacional do Itacai¨²nas
Brasil (Par¨¢)
Floresta Amaz?nica
Parceria ICMBio?
136.592,30
Reserva Biol¨®gica do Tapipar¨¦
Brasil (Par¨¢)
Floresta Amaz?nica
Parceria ICMBio?
99.198,30
?rea de Prote??o Ambiental do Igarap¨¦ do Gelado
Brasil (Par¨¢)
Floresta Amaz?nica
Parceria ICMBio?
23.268,90
Parque Nacional dos Campos Ferruginosos 
Brasil (Par¨¢)
Floresta Amaz?nica
Parceria ICMBio?
21.997,00
RPPN Serra Leste
Brasil (Par¨¢) 
Floresta Amaz?nica
±Ê°ù¨®±è°ù¾±²¹
150,00
Parque Bot?nico em S?o Lu¨ªs 
Brasil (Maranh?o) 
Floresta Amaz?nica 
±Ê°ù¨®±è°ù¾±²¹
110,00
Monumento Serra das Torres 
Brasil (Esp¨ªrito Santo)
Mata Atl?ntica
Parceria IEMA
10.458,00
Reserva Biol¨®gica Duas Bocas 
Brasil (Esp¨ªrito Santo)
Mata Atl?ntica
Parceria IEMA 
2.910,00
Floresta Nacional de Goytacazes 
Brasil (Esp¨ªrito Santo) 
Mata Atl?ntica
Parceria ICMBio1 
1.425,00
Parque Bot?nico de Tubar?o
Brasil (Esp¨ªrito Santo)
Mata Atl?ntica
±Ê°ù¨®±è°ù¾±²¹
30,00
Reserva Natural ÀÖ²¥´«Ã½
Brasil (Esp¨ªrito Santo)
Mata Atl?ntica
±Ê°ù¨®±è°ù¾±²¹
22.710,00
Reserva Biol¨®gica de Sooretama
Brasil (Esp¨ªrito Santo)
Mata Atl?ntica
Parceria ICMBio?
27.800,00
Reserva Biol¨®gica Augusto Ruschi 
Brasil (Esp¨ªrito Santo) 
Mata Atl?ntica
Parceria ICMBio
3.598,00
Parque Estadual Cunhambebe 
Brasil (Rio de Janeiro) 
Mata Atl?ntica
Parceria INEA
38.053,00
Reserva Biol¨®gica Uni?o 
Brasil (Rio de Janeiro) 
Mata Atl?ntica 
Parceria ICMBio
7.756,00
RPPNs, Reseva Florestal e ?reas de Servid?o Ambiental 
Brasil (Minas Gerais) 
Mata Atl?ntica
±Ê°ù¨®±è°ù¾±²¹ 
24.179,00
?reas de prote??o de quatro pequenas centrais hidrel¨¦tricas (PCHs) 
Brasil (Minas Gerais) 
Mata Atl?ntica
±Ê°ù¨®±è°ù¾±²¹ 
330,00
Reserva Biol¨®gica da Mata Escura 
Brasil (Minas Gerais)
Mata Atl?ntica
Parceria ICMBio?
50.892,00
Centro Ecol¨®gico ÀÖ²¥´«Ã½ ²Ñ²¹±ô¨¢²õ¾±²¹ (ÀÖ²¥´«Ã½ Eco Center) 
²Ñ²¹±ô¨¢²õ¾±²¹&²Ô²ú²õ±è;
Sundaland 
±Ê°ù¨®±è°ù¾±²¹ 
289,00
Total
-
-
-
976.990,08
[1] Fonte: Instituto Chico Mendes de Conserva??o da Biodiversidade (ICMBio) (http://www.icmbio.gov.br/brasil) Minist¨¦rio do Meio Ambiente.  
[2] Fonte: Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Governo do Rio de Janeiro. 

Indicadores de recupera??o e restaura??o

Atuamos na recupera??o de ¨¢reas degradadas e na restaura??o de habitats em nossas opera??es e propriedades. Essas medidas s?o utilizadas para endere?ar impactos residuais que n?o podem ser evitados ou mitigados. Para essas a??es, utilizamos mudas produzidas a partir de sementes resgatadas nas ¨¢reas a serem suprimidas, com o objetivo de manuten??o da variabilidade gen¨¦tica, priorizando as esp¨¦cies amea?adas e end¨ºmicas. A recupera??o de ¨¢reas degradadas est¨¢ prevista tamb¨¦m em nossos planos de fechamento de mina.

Quantidade de terras pr¨®prias ou arrendadas, usadas para atividades produtivas ou extrativistas - alteradas ou reabilitadas (2025)

Saldo de abertura e fechamento? Hectares
?reas impactadas (Saldo de Abertura)? 
61.771
?reas impactadas no ano de refer¨ºncia? 
1.449
?reas em recupera??o permanente no ano de refer¨ºncia? 
1.156
?reas impactadas (Saldo de Fechamento)? 
62.064
1. Indicador apresentado conforme as diretrizes do Suplemento Setorial GRI Minera??o e Metais, conte¨²do GRI MM1.

Pesquisa e parcerias

Os investimentos em pesquisa e conhecimento cient¨ªfico s?o essenciais para embasar nosso processo de gest?o de impactos, decis?es e a??es. Focada em melhorar e maximizar os resultados dessas a??es, a ÀÖ²¥´«Ã½ estabelece parcerias com especialistas em biodiversidade, tais como universidades, organiza??es governamentais e consultorias.

Buscamos estudos ambientais consistentes, atividades de mitiga??o, recupera??o e compensa??o que constituam planos de a??o eficazes, al¨¦m de fomentar a gera??o e divulga??o de conhecimento. Para apoiar nossa estrat¨¦gia, mantemos o , um centro de pesquisa que atua na Amaz?nia desde 2010. Com sede em Bel¨¦m (PA), o ITV ¨¦ refer¨ºncia em conhecimento cient¨ªfico da biodiversidade, restaura??o de habitats, e DNA para monitoramento de ¨¢reas, mudan?as clim¨¢ticas e biotecnologia. 

Em 2025, o ITV tinha R$ 1,026 bilh?es de investimentos acumulados em pesquisa, 1.198 publica??es cient¨ªficas, 298 projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, 365 pesquisadores bolsistas, 55 pesquisadores permanentes e 86 patentes e registros de software (acumulado).

Queremos avan?ar ainda mais, alavancando a??es que ampliem os resultados positivos para a natureza.  Para isso, estamos buscando impulsionar parcerias focadas em recupera??o e conserva??o e que apoiem a jornada pelo desmatamento ilegal zero. Em nossa Meta Florestal, estamos trilhando um caminho focado em parcerias e desenvolvimento de um ecossistema de novos neg¨®cios baseados na natureza.

Arquivo ÀÖ²¥´«Ã½

Uma parceria entre o Fundo ÀÖ²¥´«Ã½, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz?nia (Imazon), a Microsoft e a Climate and Land Use Alliance criou o PrevisIA, uma plataforma digital p¨²blica que identifica ¨¢reas com maior risco de desmatamento e queimadas na Amaz?nia. Essa ferramenta de intelig¨ºncia artificial auxilia no planejamento de a??es preventivas e pol¨ªticas p¨²blicas.  

Desde 2021, a ÀÖ²¥´«Ã½ possui um acordo de coopera??o t¨¦cnica com o Instituto Marcos Daniel (IMD), uma associa??o privada sem fins lucrativos, para a conserva??o da sa¨ªra-apunhalada (Nemosia rourei), esp¨¦cie de ave end¨ºmica da Mata Atl?ntica do Esp¨ªrito Santo e criticamente amea?ada de extin??o globalmente. A Reserva Natural ÀÖ²¥´«Ã½ apoia atividades de levantamento flor¨ªstico, recupera??o de ¨¢reas degradadas, monitoramento e busca de ninhos, para prevenir sua extin??o e apoiar sua sobreviv¨ºncia a longo prazo.

Dyckia sp, uma das esp¨¦cies em estudo no projeto. ÀÖ²¥´«Ã½/Divulga??o
A sa¨ªra-apunhalada (Nemosia rourei), com apenas 22 indiv¨ªduos conhecidos na natureza, ¨¦ protegida com apoio da ÀÖ²¥´«Ã½. Foto: Gustavo Magnago. 
Essas a??es est?o em conson?ncia com o Plano de A??o Nacional para Conserva??o da Sa¨ªra-apunhalada. Hoje s?o apenas 22 indiv¨ªduos conhecidos na natureza distribu¨ªdos em duas popula??es: na Reserva Kaet¨¦s, em cria??o a partir do suporte de ONGs internacionais e gerida pelo IMD; e outra na Reserva Biol¨®gica Augusto Ruschi, gerida pelo ICMBio e apoiada pela ÀÖ²¥´«Ã½ dentro da Meta Florestal. O Instituto Tecnol¨®gico ÀÖ²¥´«Ã½ (ITV) tamb¨¦m contribui com o projeto, por meio de pesquisas sobre o genoma da esp¨¦cie.
 
Em 2022, iniciamos uma parceria com a Ag¨ºncia Paulista de Tecnologia e Abastecimento, com foco na pesquisa de t¨¦cnicas de propaga??o e multiplica??o de plantas raras e end¨ºmicas dos campos rupestres de Minas Gerais. A Rede Propagar estabelece a coopera??o entre pesquisadores de universidades e Institutos de Ci¨ºncia e Tecnologia (ICTs), como:

? Ag¨ºncia Paulista de Tecnologia dos Agroneg¨®cios (APTA)
? Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
? Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de S?o Paulo (Esalq/USP)
? Universidade Federal de Uberl?ndia (UFU)
? Universidade Federal de Vi?osa (UFV)
? Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e
? Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)

No fim de 2022, o Instituto Tecnol¨®gico ÀÖ²¥´«Ã½ ¡ª Desenvolvimento Sustent¨¢vel (ITV-DS) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conserva??o da
Biodiversidade (ICMBio) lan?ou um programa inovador, que prev¨º o mapeamento gen?mico de esp¨¦cies da fauna e flora brasileiras amea?adas de
extin??o, ex¨®ticas ou que tenham potencial para gerar renda para agricultores envolvidos com projetos de bioeconomia. O ¨¦ uma proposta in¨¦dita no Brasil e conta com a participa??o de diferentes institui??es de pesquisas nacionais e . A iniciativa tem investimento da ÀÖ²¥´«Ã½, que enxerga a import?ncia da pesquisa para a manuten??o da biodiversidade no Brasil e valoriza o potencial de produ??o de conhecimento da ci¨ºncia brasileira. Nos ¨²ltimos anos, o GBB j¨¢ estudou 611 esp¨¦cies da fauna e flora brasileiras, das quais 563 tiveram o seu genoma sequenciado. Conta com 134 parceiros e380 pesquisadores envolvidos, al¨¦m de 14 centros de pesquisa do ICMbio. Inclui ainda a capacita??o de servidores do ¨®rg?o ambiental no ITV ¡ª at¨¦ o momento foram realizadas 16 capacita??es, formando 226 pessoas nas ferramentas de mapeamento gen¨¦tico e gen?mico.
Foram 43 genomas de refer¨ºncia sequenciados; 548 genomas populacionais sequenciados; 613 genomas organelares e 478 amostras ambientais. Esses dados j¨¢ orientam pol¨ªticas p¨²blicas e estrat¨¦gias de conserva??o de esp¨¦cies-chave, posicionando o Brasil como refer¨ºncia global em gen?mica aplicada ¨¤ conserva??o da biodiversidade.

Reportes (TNFD e CDP Florestas)

TNFD

A For?a-tarefa para Divulga??es Financeiras Relacionadas ¨¤ Natureza (TNFD, na sigla em ingl¨ºs) ¨¦ um conjunto de diretrizes para as empresas divulgarem seus impactos, depend¨ºncias, riscos e oportunidades que t¨ºm rela??o com a natureza. Prop?e a mesma abordagem da For?a-tarefa para Divulga??es Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD, na sigla em ingl¨ºs) e busca seguir os padr?es desenvolvidos pelo Conselho de Padr?es Internacionais de Sustentabilidade (ISSB, na sigla em ingl¨ºs). O padr?o foi criado por meio de consultas p¨²blicas, e a sua vers?o final foi lan?ada em 19 de setembro de 2023 na Semana do Clima em Nova York.

Desde 2022, somos membros do F¨®rum TNFD, participando de reuni?es e fornecendo feedbacks sobre a estrutura da plataforma. Fazemos parte do grupo liderado pelo Conselho Internacional de Minera??o e Metais (ICMM na sigla em ingl¨ºs) de Parceiros do Programa Piloto da TNFD, assim como parte do Grupo Consultivo Brasileiro, liderado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustent¨¢vel (CEBDS).  
 

Arquivo ÀÖ²¥´«Ã½
Em 2022, fizemos uma an¨¢lise de ader¨ºncia e mapeamento de lacunas em rela??o ¨¤s recomenda??es da metodologia LEAP. Em 2023 fizemos um piloto da implementa??o dessa abordagem, com foco em nossas opera??es diretas ativas do Brasil. Estes s?o os principais resultados: 
 
  • Nossos impactos de maior materialidade est?o relacionados ao uso da ¨¢gua, ¨¤s emiss?es de gases de efeito estufa (GEE) e a altera??es no uso de ecossistemas terrestres.  
  • Nossas depend¨ºncias de maior materialidade s?o relacionadas ¨¤ provis?o de ¨¢gua (subterr?nea e superficial), ¨¤ regula??o clim¨¢tica e ao controle de eros?o.  
  • A avalia??o dos riscos mostra ader¨ºncia da metodologia de avalia??o de riscos da TNFD ¨¤ gest?o de riscos feita pela ÀÖ²¥´«Ã½. Nossos principais riscos materiais est?o relacionados a altera??es nos regimes clim¨¢ticos, diminui??o na disponibilidade de recursos h¨ªdricos e altera??es em ¨¢reas de alto valor para a biodiversidade, com ocorr¨ºncia de esp¨¦cies end¨ºmicas e amea?adas. 
Em janeiro de 2024, 320 empresas anunciaram em Davos (Reuni?o anual do F¨®rum Econ?mico Mundial) que decidiram liderar, como early adopters , a Taskforce on Nature-related Financial Disclosure (For?a-tarefa para Divulga??o Financeira Relacionada ¨¤ Natureza, TNFD, na sigla em ingl¨ºs), que visa criar diretrizes para que as empresas considerem os riscos ¨¤ biodiversidade e ao capital natural em seus relat¨®rios financeiros. Com ades?o de forma volunt¨¢ria, a iniciativa TNFD ter¨¢ presta??o de contas at¨¦ 2026.

Em 2024, avan?amos na implanta??o da abordagem LEAP do TNFD para as opera??es fora do Brasil.  Al¨¦m disso, aprimoramos nossa avalia??o dos riscos ¨¤ biodiversidade. Em 2025, a ÀÖ²¥´«Ã½ Metais B¨¢sicos (VBM) publicou seu reporte TNFD e a ÀÖ²¥´«Ã½ iniciou a aplica??o da abordagem Localizar, Estimar, Avaliar e Preparar (LEAP) em dois novos sites internacionais: Om? e ²Ñ²¹±ô¨¢²õ¾±²¹.
Nota: O conte¨²do sobre biodiversidade retratado nesta p¨¢gina considera as recomenda??es da For?a-tarefa para Divulga??es Financeiras Relacionadas ¨¤ Natureza (Task-force on Nature-related Financial Disclosures ¨C TNFD) para a apresenta??o das informa??es e dos indicadores. A revis?o das informa??es foi feita em 2025.  

Cadeia de valor

Reconhecemos a import?ncia e o desafio de trabalhar temas ESG junto a nossa cadeia de valor. As pr¨¢ticas de nossos fornecedores t¨ºm influ¨ºncia direta sobre os impactos que provocamos na natureza, portanto, a gest?o de riscos e oportunidades na cadeia ¨¦ fundamental para assegurar pr¨¢ticas respons¨¢veis que garantam a continuidade e competitividade do nosso neg¨®cio. 

Em 2022, dentro do nosso programa de Compras Sustent¨¢veis, constru¨ªmos a Matriz de Criticidade ESG da cadeia de fornecedores, elaborada a partir da segmenta??o da base de fornecedores no Brasil, an¨¢lise das categorias de compras sob a perspectiva de riscos ambientais, sociais e de governan?a e em alinhamento ¨¤s diretrizes da ISO 20400 ¨C Compras Sustent¨¢veis. Com essa matriz, revisada em 2024, classificamos nossos fornecedores conforme seus potenciais impactos e riscos ESG, considerando intensidade de emiss?es de gases de efeito estufa, biodiversidade, gest?o de res¨ªduos, gest?o de recursos h¨ªdricos, integridade, trabalho an¨¢logo a escravo, trabalho infantil entre outros. 

Entre os mais de 6,2 mil fornecedores com os quais tivemos rela??es contratuais em 2024, cerca de 2% s?o classificados como cr¨ªticos (risco alto e muito alto) para biodiversidade e ¨¢gua.

Em 2025, realizamos o mapeamento de maturidade dos fornecedores com rela??o a temas de natureza. Por meio de seu programa Conex?o ESG, a ÀÖ²¥´«Ã½ iniciou a??es de engajamento e letramento em natureza priorizando aqueles classificados como de alta criticidade para os temas biodiversidade e ¨¢gua. Foram realizados tr¨ºs workshops para capacita??o e engajamento, abrangendo aproximadamente 30% dos fornecedores cr¨ªticos mapeados.

Saiba mais em Fornecedores .
Arquivo ÀÖ²¥´«Ã½

CDP Forests

Desde 2020, a ÀÖ²¥´«Ã½ reporta o ±ç³Ü±ð²õ³Ù¾±´Ç²Ô¨¢°ù¾±´Ç espec¨ªfico para o setor de minerais e metais do programa de florestas do CDP , visando dar mais transpar¨ºncia ao processo de gest?o. Seu foco ¨¦ no gerenciamento de impactos, riscos e oportunidades em rela??o ¨¤ biodiversidade e ¨¤s florestas. Esse ±ç³Ü±ð²õ³Ù¾±´Ç²Ô¨¢°ù¾±´Ç leva em considera??o outras refer¨ºncias, como a IFC Performance Standards, da International Finance Corporation (vinculada ao Banco Mundial) e a Cross-Sector Biodiversity Initiative (CSBI).

CDP Question¨¢rio 2024
 

CDP Question¨¢rio 2023 

CDP Question¨¢rio 2022 

Saiba mais

Conhe?a as a??es da ÀÖ²¥´«Ã½ para da biodiversidade nos territ¨®rios onde a empresa atua.

Gest?o de Riscos de Biodiversidade

A ÀÖ²¥´«Ã½ reconhece a relev?ncia da conserva??o dos ecossistemas e da biodiversidade e est¨¢ aperfei?oando as pol¨ªticas e os processos de avalia??o de riscos, em conformidade com a For?a-Tarefa de Divulga??o Financeira Relacionada ¨¤ Natureza (TNFD). Desde 2015, temos aplicado uma avalia??o de sensibilidade/risco de biodiversidade para entender a interface de todas as nossas opera??es e projetos com a natureza, assim como priorizar ¨¢reas com altos riscos para a biodiversidade. A an¨¢lise incluiu nove categorias de ¨¢reas elou territ¨®rios relevantes para a biodiversidade, de acordo com organiza??es globais e nacionais (?reas Chave de Biodiversidade - KBA, ?reas Protegidas, Hotspots, ocorr¨ºncia de Esp¨¦cies Amea?adas de Extin??o, entre outras) ¨¤s quais foram atribu¨ªdos pesos que caracterizam sua sensibilidade e valor em rela??o ¨¤ biodiversidade. As ¨¢reas priorizadas como de alto risco para a biodiversidade s?o aquelas localizadas no Brasil, na Amaz?nia (Caraj¨¢s) e na Mata Atl?ntica (Quadril¨¢tero Ferr¨ªfero). Essas ¨¢reas possuem a??es de gest?o de impactos e riscos espec¨ªficos, consolidados em planos de gest?o e a??o que vem sendo implantados em cumprimento a requisitos legais e de maneira volunt¨¢ria, aprimorados a cada ano.

Mapeamos os riscos relacionados ¨¤ natureza em nossas opera??es diretas localizadas no Brasil com base na avalia??o das nossas depend¨ºncias e impactos mais materiais, a partir da implementa??o da abordagem LEAP do TNFD. Para avalia??o dos processos produtivos e da materialidade dos impactos e depend¨ºncias utilizamos a ferramenta de materialidade da SBTN e o ENCORE, calibrando os resultados de acordo com expertises de nossa equipe. Identificamos que a metodologia e processos utilizados pela ÀÖ²¥´«Ã½ s?o aderentes ao proposto pelo TNFD, sendo que os principais riscos materiais mapeados j¨¢ s?o conhecidos e geridos.

Riscos mais materiais mapeados, atrelados as depend¨ºncias e impactos, e principais controles associados.

Em rela??o ao risco de altera??es em ¨¢reas de alto valor para a biodiversidade, com ocorr¨ºncia de esp¨¦cies end¨ºmicas e amea?adas, o normativo interno Diretrizes e Processos para Gest?o da Biodiversidade foca no mapeamento de atributos e an¨¢lise de riscos de biodiversidade, abrangendo todas as ¨¢reas de nossos neg¨®cios, opera??es e projetos, tendo como base a Hierarquia de Mitiga??o de Impactos e o padr?o de desempenho PS6 IFC. Al¨¦m disso, o investimento em pesquisa cient¨ªfica e gera??o de conhecimento sobre as esp¨¦cies end¨ºmicas e amea?adas com ocorr¨ºncia em nossas ¨¢reas de interesse embasa nossas decis?es focadas em evitar e reduzir impactos e as a??es de restaura??o e conserva??o.

Existem na ÀÖ²¥´«Ã½ processos cont¨ªnuos de gest?o de riscos e impactos estabelecidos nas opera??es e projetos, com foco na identifica??o, preven??o, mitiga??o e tratamento de riscos e impactos negativos relacionados a biodiversidade. Conforme relatado no CDP Forest, todas as atividades planejadas e executadas na ÀÖ²¥´«Ã½ s?o apoiadas por procedimentos espec¨ªficos para identificar riscos associados e definir controles cr¨ªticos para eliminar, controlar elou mitigar. A ÀÖ²¥´«Ã½ possui uma Pol¨ªtica de Gest?o de Riscos, uma Norma de Gest?o de Riscos e um procedimento normativo interno voltado para a defini??o de crit¨¦rios e processos para a identifica??o, an¨¢lise e classifica??o de riscos ambientais, al¨¦m de ferramentas espec¨ªficas para gest?o e monitoramento.

Conhe?a mais sobre o processo de Gest?o de Riscos da ÀÖ²¥´«Ã½.