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6/6/25

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Culture

Chega a Brumadinho a Exposi??o ¡°Oriar¨¢ ¨C Arte e Educa??o em Movimento¡± do Memorial ÀÖ²¥´«Ã½ Itinerante

O Memorial Minas Gerais ÀÖ²¥´«Ã½ inaugura no dia 05 de junho, quinta-feira, em Brumadinho, a exposi??o "Oriar¨¢ ¨C Arte e Educa??o em Movimento" que traz obras de artistas negros e ind¨ªgenas, representantes de diversas regi?es de Minas, propondo reflex?es sobre temas como oralidade, territ¨®rio, linguagem, tecnologias e bem viver. A abertura acontece ¨¤s 9h, na Pra?a Orides Prado Parreiras, e vai contar com a apresenta??o do concerto Mineiridades do Programa ÀÖ²¥´«Ã½ M¨²sica Brumadinho. A mostra, que integra o projeto Memorial ÀÖ²¥´«Ã½ Itinerante, est¨¢ levando arte contempor?nea e reflex?es sobre as heran?as culturais ind¨ªgenas e afro-brasileiras a 10 cidades mineiras em uma carreta de 15 metros de comprimento, especialmente adaptada para o transporte e a exibi??o das obras. Al¨¦m da exposi??o, Brumadinho receber¨¢ diversas atividades culturais e educativas durante o per¨ªodo que a mostra permanecer¨¢ na cidade. A exposi??o estar¨¢ na cidade at¨¦ o dia 15 de junho, funcionando de ter?a a sexta-feira, das 8h ¨¤s 16h, e aos s¨¢bados e domingos, das 10h ¨¤s 18h.

Com curadoria do Programa Educativo do Memorial ÀÖ²¥´«Ã½, a mostra utiliza a arte como ferramenta de di¨¢logo e encontro, buscando aproximar o p¨²blico de perspectivas importantes sobre a hist¨®ria coletiva. Al¨¦m de Brumadinho, ¡°Oriar¨¢¡± j¨¢ passou por Belo Horizonte, Congonhas, Ja¨ªba, Itabira, S?o Gon?alo do Rio Abaixo, Bar?o de Cocais e ter¨¢ como pr¨®ximas paradas as cidades de Nova Lima e Belo ÀÖ²¥´«Ã½.

¡°O Memorial ÀÖ²¥´«Ã½ acumula em sua trajet¨®ria muitas experi¨ºncias e pr¨¢ticas que privilegiam as tecnologias e as hist¨®rias dos povos origin¨¢rios e afro-brasileiros no territ¨®rio mineiro, como a exposi??o itinerante Africanidades e Mineiridades, a??es com aldeia ind¨ªgena Katur?ma dos povos Patax¨® e Patax¨® H? h? H?e, a instala??o educativa Sementes da Di¨¢spora, dentre outras. A exposi??o Oriar¨¢ oferece uma oportunidade ¨²nica de conhecer a produ??o art¨ªstica contempor?nea mineira e aprofundar o conhecimento sobre as culturas ind¨ªgenas e afro-brasileiras¡±, explica Wagner Tameir?o, gestor do Memorial ÀÖ²¥´«Ã½.


"Ori" ¨¦ uma palavra que vem do Yorub¨¢, cujo significado literal ¨¦ cabe?a. ? raiz da palavra Orix¨¢, que designa divindades africanas cultuadas nos territ¨®rios brasileiros. Pode-se considerar que "Ori" se refere a um orix¨¢ que vive dentro das nossas cabe?as, manifestando-se como uma fa¨ªsca de vida que nos habita. "Ar¨¢", conforme o dicion¨¢rio Tupi-Guarani, tem alguns significados: dia, sol, nascer, surgir, todo ser vivente, tempo. "Oriar¨¢" abre caminhos para a transmiss?o de conhecimentos e compartilhamento de ideias, volta-se aos modos de vida e ¨¤ pr¨®pria presen?a dos povos ind¨ªgenas e afro centrados.

Para traduzir o conceito da exposi??o Oriar¨¢, a curadoria estabeleceu tr¨ºs eixos fundamentais: Cotidianos, com reflex?es sobre o modo de viver e meio em que se vive; (Re)Exist¨ºncias, com estrat¨¦gias para viver e existir, e Futuros, com elabora??es sobre um futuro abundante constru¨ªdo a partir da ancestralidade. Tais eixos representam distintos pontos de partida para as discuss?es e os di¨¢logos propostos, relativos ¨¤ for?a e ¨¤ import?ncia das presen?as ind¨ªgenas e afro-brasileiras na sociedade.

Obras e artistas

A exposi??o "Oriar¨¢" apresenta um conjunto diversificado de obras que exploram diferentes linguagens e abordagens, conectando o p¨²blico com as ricas heran?as culturais presentes em Minas Gerais. Edgar Kanayk? Xakriab¨¢, ind¨ªgena Xacriab¨¢ e mestre em Antropologia, utiliza a fotografia como ferramenta de express?o, compartilhando momentos de cuidado, jogos e cultos de seu povo. A obra "Hemba" (fotografia sobre tecido) tensiona preconceitos e vis?es enrijecidas sobre os povos ind¨ªgenas, revelando a import?ncia de seus territ¨®rios.

Os Tikm?¡¯?n, da Aldeia Escola Floresta Maxakali no ÀÖ²¥´«Ã½ do Mucuri, apresentam a obra imersiva "O Que Tem na Ro?a" (anima??o digital, desenhos em caneta hidrocor e l¨¢pis de cor sobre papel). A obra retrata a diversidade de plantas cultivadas na aldeia e denuncia a destrui??o da mata, preservando saberes e mem¨®rias ancestrais.

Froiid, artista multidisciplinar, aborda o cotidiano popular a partir dos jogos. A obra "Os Petelecos¡± s?o jogos de tabuleiro feitos com madeira e pregos, que, na obra do artista, assumem v¨¢rios formatos. Por meio da arte de jogar, o artista traz ao p¨²blico um pouco da cultura perif¨¦rica, de ruas e becos que dialoga fortemente com as heran?as afro-ind¨ªgenas de nosso pa¨ªs a partir dos ditos populares e regras de ser e pertencer a uma comunidade.

O artista visual Marcel Dyogo apresenta "J¨¢ Quase Esqueci Seu Nome" (caixas de papel?o, papel manteiga e ilumina??o), uma obra sens¨ªvel que questiona o apagamento de informa??es sobre as comunidades ind¨ªgenas em Minas Gerais. As caixas reunidas formam conjuntos com nomes das 14 comunidades ind¨ªgenas existentes no Estado.

Dayane Tropicaos, artista visual de Contagem, discute quest?es de g¨ºnero, ra?a e classe em suas obras. A instala??o "Abre Caminho" (uniformes, serigrafia e v¨ªdeo) questiona os lugares impostos a popula??es subalternizadas na sociedade brasileira. A obra ¨¦ composta por 10 uniformes de trabalho que referem-se a diversas ocupa??es profissionais que s?o vistas na sociedade como desvalorizadas.

Jorge dos Anjos, com forma??o na Funda??o de Arte de Ouro Preto, transita entre desenho, pintura, escultura e design. ¡°Obra¡± (pintura sobre lona de caminh?o) combina s¨ªmbolos geom¨¦tricos e escritas ancestrais, conectando passado e presente. Jorge intersecciona temporalidades que abarcam a genialidade e o requinte t¨¦cnico desenvolvido pelos povos negros, incluindo a rede de comunica??o estabelecida em di¨¢spora, quando suas identidades se ressignificaram no Brasil.

Finalmente, o "Varal dos Saberes" ¨¦ uma obra interativa que convida o p¨²blico a refletir sobre os eixos curatoriais da exposi??o atrav¨¦s de perguntas, imagens e um mapa digital com informa??es sobre a ocupa??o territorial de Minas Gerais por povos ind¨ªgenas e comunidades quilombolas. Nesta obra os eixos curatoriais se manifestam a partir de seis perguntas, em que a curadoria oferece um grupo de palavras e imagens de celebra??es, alimentos e experi¨ºncias relacionadas aos povos ind¨ªgenas e quilombolas.

Memorial ÀÖ²¥´«Ã½ Itinerante

¡°Oriar¨¢ ¨C Arte e Educa??o em Movimento¡± integra uma etapa da renova??o do Memorial ÀÖ²¥´«Ã½, que, enquanto realiza a revitaliza??o de sua sede, continua com sua programa??o atrav¨¦s do projeto Memorial ÀÖ²¥´«Ã½ Itinerante. ¡°Estamos levando a ess¨ºncia do Memorial para outros espa?os, garantindo que o p¨²blico continue a ter acesso ¨¤s atividades culturais gratuitas e relevantes, enquanto s?o realizadas as interven??es de requalifica??o, como a cria??o de novas estruturas de acessibilidade e ¨¢reas para atender a multip¨²blicos, com o objetivo de valorizar ainda mais o pr¨¦dio que abrigou a antiga Secretaria de Estado da Fazenda. Com exposi??es como esta, estamos cumprindo nosso papel de difundir conhecimento e promover experi¨ºncias transformadoras¡±, afirma Wagner Tameir?o, gestor do Memorial ÀÖ²¥´«Ã½.

Al¨¦m da mostra ¡°Oriar¨¢¡±, o Memorial ÀÖ²¥´«Ã½ Itinerante conta com outras iniciativas. Entre elas, o Quintal do Memorial que leva ¨¤ Pra?a da Liberdade uma s¨¦rie de atividades culturais e educativas.

Memorial Minas Gerais ÀÖ²¥´«Ã½

Um dos espa?os culturais que integram o Instituto Cultural ÀÖ²¥´«Ã½, o Memorial ÀÖ²¥´«Ã½ faz parte do complexo cultural Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. De 2010, ano de sua inaugura??o, at¨¦ julho de 2024, o espa?o recebeu mais de 1,5 milh?o de pessoas. S?o mais de 3 mil eventos realizados, 106 exposi??es, quase 9 mil escolas e grupos atendidos e cerca de 240 mil pessoas recebidas em visitas mediadas.

Atualmente, o edif¨ªcio-sede que abriga o espa?o passa por obras de renova??o para adotar uma nova estrat¨¦gia de ocupa??o museogr¨¢fica e infraestrutural. Criada a muitas m?os, a nova expografia permanente tem a curadoria de Isa Ferraz e Marcelo Macca e far¨¢ uma mistura in¨¦dita de obras de arte, objetos hist¨®ricos e pe?as audiovisuais criadas especialmente para o Museu, propondo um di¨¢logo entre o ontem, o hoje e o amanh? no qual o visitante ¨¦ o protagonista.

SERVI?O
ORIAR?: ARTE E EDUCA??O EM MOVIMENTO EM BRUMADINHO
Obras de Edgar Kanayk? Xakriab¨¢, Aldeia Floresta Maxakali, Froiid, Marcel Dyogo, Dayane Tropicaos e Jorge dos Anjos, com curadoria e media??o do Programa Educativo do Memorial Minas Gerais ÀÖ²¥´«Ã½.
Abertura: 05 de junho, quinta-feira, ¨¤s 9h
Local: Pra?a Orides Prado Parreiras
Visita??o: de 05 a 15 de junho. Ter?a ¨¤ sexta das 8h ¨¤s 16h. S¨¢bados e domingos das 10h ¨¤s 18h.
Mais informa??es:  / @memorialvale
Entrada gratuita

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